Técnicos vêm discutir
certificação
à Reserva do Iratapuru

O Amapá recebe a visita de quatro profissionais da empresa de cosméticos Natura e da organização não governamental Imaflora. Eles vão apresentar e discutir proposta de certificação à Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Iratapuru.
A equipe é formada por: Maria Paula Fonseca – gerente de produtos (Divisão de Marketing da linha EKOS Natura), Helene Menu – pesquisadora (Divisão de Tecnologia de Conceitos Avançados da Biodiversidade), Sérgio Gallucci – gerente técnico (IFF Essências e Fragrâncias Ltda.) e Marcelo Caffer – engenheiro agrônomo, da Divisão de Certificação da Imaflora.

Na segunda-feira 22, eles se reuniram com o secretário de Estado do Meio Ambiente (Sema), Antonio Carlos Farias, com o diretor-presidente do Instituto de Ensino e Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Amapá (Iepa), Augusto de Oliveira, como também com o secretário em exercício da Setec (Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia), Francisco Edemburgo.

Nas reuniões a Natura e a Imaflora apresentaram as propostas e receberam as orientações para o cumprimento das leis e da certificação.

Não é a primeira vez que a Natura vem ao Estado com o intuito de fazer pesquisa ou em busca de produtos da RDS (Reserva do Desenvolvimento Sustentável) para a fabricação de cosméticos. Há dois anos, técnicos da empresa foram ao Iratapuru, no município de Laranjal do Jari, onde se localiza a reserva.

A empresa tem na linha Natura EKOS, lançada em setembro de 2000, a premissa de pôr no mercado produtos, baseados na biodiversidade brasileira, extraídos de forma sustentável. “Um dos ativos que a empresa usa nestes produtos é a castanha-do-Brasil, que a Cognes (um fornecedor intermediário), compra da RDS do Iratapuru, beneficia, trata do óleo e vende à Natura para a fabricação dos cosméticos. E esses produtos estão há dois anos no mercado”, diz Maria Paula. “A nossa vinda é na intenção de se aproximar mais da comunidade, ter uma relação direta com a origem dos ativos, no caso, com os castanheiros da reserva, como também conhecer as novas regras de acesso aos recursos da biodiversidade”, explica.

Parcerias

Para o secretário da Sema, Antonio Carlos Farias, é importante que empresas do porte e da seriedade da Natura venham ao Estado de forma transparente e com fins bem definidos. “A vinda da Natura ao Amapá demonstra o potencial da nossa biodiversidade. Isso é muito importante pra nós porque representa claramente que o Amapá cuida bem dos seus recursos naturais. E, por ser uma empresa conhecida mundialmente, vai trabalhar de acordo com o que preceitua a legislação ambiental e a lei de acesso aos recursos da biodiversidade”, acredita.

Durante a reunião no Iepa e na Setec, outras dúvidas também foram esclarecidas. O diretor-presidente do Iepa, Augusto de Oliveira, disse ser bem vinda a parceria com a Natura, “uma vez que o Instituto desenvolve uma linha de fito-cosméticos, e que a Natura tem uma linha própria voltada para o princípio da sustentabilidade”. Segundo Helene Menu, pesquisadora da Natura, “há um consenso no grupo, de que a receptividade com o Governo do Amapá foi boa. As pessoas do governo são muito abertas, mostrando que há um controle, sem que isso emperre os procedimentos, na construção de novas parcerias”, atesta.

Certificação

Mas o que vai garantir estar de acordo com as regras de desenvolvimento sustentável, segundo Maria Paula, é o programa de certificação de ativos que a Imaflora vai realizar na RDS do Iratapuru.

Criada em 1995, com sede em Piracicaba (SP), a Imaflora trabalha com sistema de certificação florestal e agrícola (certificação sócio-ambiental). Credenciada pela FFC (em português: Conselho de Manejo Florestal) – órgão internacional – a avaliação é feita na unidade de produção. Marcelo Caffer explica: “Avaliamos como é o sistema de manejo, por exemplo, da castanha. Se ela está de acordo com diversas diretrizes: obediências às leis, direitos dos povos das comunidades tradicionais, dos povos indígenas, a relação trabalhista, qual o benefício da floresta, forma de conservação, etc. E aí, a unidade de produção, estando de acordo com o nível de performance mínimo, ganha o direito de usar o selo”. É o que a Imaflora vai fazer na reserva do Iratapuru.

A vinda da Natura ao Amapá visa à pesquisa de outros ativos da biodiversidade que possam resultar em novas linhas na produção de cosméticos. Em Iratapuru, onde a equipe vai permanecer por dois dias, além do contato com a comunidade, pretende também encontrar novas essências para a criação e fabricação de mais produtos, por isso, integrando a equipe, veio o técnico Sérgio Gallucci, da IFF. “Os ciclos de produtos são curtos, duram de 2 à 5 anos no mercado. Buscar com a comunidade outras opções, que possam converter-se em novos produtos, faz parte do trabalho”, concluiu Helene.

Pelos mercados do mundo

São mais de quarenta produtos (consulte o site www.natura.com) no mercado brasileiro e internacional na linha EKOS Natura. Da castanha-do-Brasil, a Natura tem shampoo, condicionador, sabonetes (líquido e barra) e creme-hidratante. Da copaíba, óleo essencial que perfuma o ambiente.

Com o trabalho de certificação da Imaflora, na embalagem do produto, irá constar o selo do local de origem do ativo. Nos produtos de origem do Iratapuru, a partir de então, virá impresso no selo: Reserva do Desenvolvimento Sustentável de Iratapuru. Ou seja: os produtos da floresta, pelos mercados do mundo, no selo de qualidade Natura e Made in Amapá.

Aroldo Pedrosa

 


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Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
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Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.