Arte cultura da Amazônia em
exposição no Sec-Pompéia


“Amazônia. Br” é a grande feira da cultura amazônica que acontece em São Paulo, nos 2,5 mil metros quadrados do espaço físico do Sesc/Pompéia.

Iniciada no dia 15 de julho e com encerramento previsto para o dia 18 de agosto próximo, a feira, envolvendo a maioria dos Estados da Amazônia, vem se constituindo como uma das maiores exposições artístico-culturais já realizadas no País.
Shows de música com grupos nacionais e regionais, moda, fotografia e literatura, oficinas com artesãos e comunitários, museologia, ciências, feiras de ecoprodutos e culinárias, são algumas das atividades em exposição.

O Amapá esteve presente na abertura com o Marabaixo. Mas, no dia 13 o compositor e cantor Osmar Júnior fará show, junto com o grupo Raízes do Bolão. Canções como “Igarapé das Mulheres”, “Tarumã”, “Farras e Cimitarras” e “Quando Voltam os Guarás” serão mostradas ao grande público que visita o Sesc/Pompéia.
Do dia 15 ao dia 17, o Raízes do Bolão vai realizar oficina de Batuque, ritmo típico do Amapá trazidos pelos povos da África. O Batuque vem dos tambores chamados “macacos” (feitos de tronco do macacaueiro e de couro de animais). São dois os “macacos” – um de repinicar e o outro de marcar o ritmo, chamado “amassador”, onde se juntam três pandeiros, que os tocadores aquecem na fogueira para conseguir um som melhor. Na dança, muita saia rodada. Na levada do batuque brincam mulheres, homens e crianças.

Também no dia 17 (um sábado), o artista plástico amapaense Raimundo Pantaleão, de reconhecimento internacional, expõe as suas obras na feira. Nas telas, a técnica com aplicação de resinas vegetais e animais, ressaltando a utilização do leite do amapazeiro, árvore frondosa da região que deu nome ao Estado.

Gringo Cardia
Em visita à feira nos fins de semana, segundo os organizadores, o Sesc/Pompéia recebe cerca de 60 mil pessoas, confirmando a declaração recente feita pelo jornalista Lúcio Flávio Pinto de que “futebol, carnaval e Amazônia, hoje, para o mundo, são os maiores atrativos do Brasil”.

Para se ter uma idéia da dimensão e do tratamento dado a “Amazônia.Br”, Gringo Cardia, artista plástico reconhecido pela criação das capas dos CDs das cantoras Marisa Monte, Maria Bethânia e Elza Soares, é quem assina toda a cenografia do complexo.

Mídia nacional

“Amazônia. Br” está na mídia nacional. Além do Sesc Pompéia e dos governos estaduais que patrocinam seus representantes, conta com apoios do Ministério do Meio Ambiente e IBAMA, dos Institutos Ethos de Responsabilidade Social e Ecofuturo - Cia. Suzano de Papel e Celulose, da Cikel Madeireira, Natura, Guaraná Antártica e Revista Superinteressante.

O jornal "O Estado de São Paulo" vem divulgando o evento em seu caderno de cultura e ainda circulará, com cinco mil exemplares, até o final da feira, a revista “Amazônia.Br” contando tudo sobre a grande mostra.

Aroldo Pedrosa. A delegação do Amapá tem apoio do governo estadual.

Bombons da Sol
Bombons de chocolate com recheio de frutas regionais.
Deliciosos,
Pedidos pelos telefones 223 4335 e 9964 7433


Tia Neném
Lanches, sucos naturais e comidas regonais e nacionais.
Tacacá especial.
Tradição de 30 anos.
Cônego Domingos Maltez próximo da Eliezer Levy



 

Catinga de mulata
Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.