“Farpa Afiadíssima” na Quinta Cultural do Museu Sacaca

O projeto Quinta Cultural, que a Fundação Estadual de Cultura do Amapá (Fundecap) vem realizando no Museu Sacaca do Desenvolvimento Sustentável, no dia 25 apresentou, em shows individuais, Alan Gomes e Nádia Miranda, interpretando MPB e música regional amapaense.

A Quinta Cultural, realizada na Praça do Pequeno Empreendedor Popular, sempre a partir das 19h, é mais um espaço, promovido pelo governo do PT, de valorização do artista da Amazônia.

Para o dia primeiro de agosto (próxima quinta), para fechar em grande estilo o período de férias, a atração vai ser especial.

O compositor e cantor paraense Augusto Hijo, que tem boa relação com a música produzida no Amapá, leva ao público um pouco do show “Farpa Afiadíssima” apresentado com sucesso no Teatro Margazida Schiwazzappa, dentro do projeto Uma Quarta de Música apresentou com sucesso em Belém (PA).

Com seis discos gravados (destaque para “Caso de Amor”), o artista foi o vocalista da banda paraense Fazendo Arte nos anos 90 e, em 2001, representou o Amapá como intérprete no 27º Festival Nacional MPB de Ilha Solteira (SP) e no 1º Circuito Paulista de Festivais – este último realizado no Teatro São Pedro, na grande São Paulo.

Augusto Hijo, como o próprio nome do show denota, tem farpa afiadíssima na garganta. Canta Tom Jobim, Djavan, João Bosco, Chico Buarque, Ivan Lins, Gonzaguinha e tantos outros monstros sagrados da Música Popular Brasileira. Caetano Veloso, que completa 60 anos no dia 7 de agosto, vai receber homenagem do artista em show acústico, acompanhado de perto pela percussão mágica e amazônica de Aritanã.

Cléverson Baía, Patrícia Bastos e Maria Rojanski (pratas de casa) participam, como convidados do artista paraense. Com Cléverson Baía ele vai cantar “Levemente Louca”, a canção defendida e premiada nos festivais de São Paulo.

Quem não conhece ainda e quiser conferir, por antecipação, o trabalho de Augusto Hijo, na terça-feira, 30, vai fechar, também com farpa afiadíssima, o projeto Botequim do Sesc/Araxá.


Aroldo Pedrosa


Bombons da Sol
Bombons de chocolate com recheio de frutas regionais.
Deliciosos,
Pedidos pelos telefones 223 4335 e 9964 7433


Tia Neném
Lanches, sucos naturais e comidas regonais e nacionais.
Tacacá especial.
Tradição de 30 anos.
Cônego Domingos Maltez próximo da Eliezer Levy



 

Catinga de mulata
Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.