Indígenas do Rio Negro discutem
plano de gestão ambiental


Mais de 200 pessoas vão participar do 1º Seminário de Avaliação do Diagnóstico Etno-Ambiental da terra indígena Putira Kapuamu, na Comunidade Ilha das Flores, no Município de São Gabriel da Cachoeira (a 858 quilômetros de Manaus). Durante o encontro, a realizar-se de 1 a 3 de agosto, serão coletados novos subsídios para a definição do Plano de Gestão Ambiental dessa área que representa 10% do total da Terra Indígena Alto Rio Negro, de 7.999.381 hectares.

O projeto "Diagnóstico Etno-Ambiental", é uma iniciativa da
Associação das Comunidades Indígenas Putira Kapuamu (ACIPK) e da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (FOIRN), financiado pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA) por meio do Fundo Nacional do Meio Ambiente (FNMA). Os recursos para execução da proposta somam R$ 83.039, sendo R$ 79.989 do FNMA e R$ 3.039, de contrapartida.

A área de atuação da ACIPK compreende as comunidades situadas às margens direita e esquerda do rio Negro, representando cerca de 160 famílias (dados da consultoria técnica do projeto). Concebida como modelo participativo, a proposta envolve as comunidades São Felipe, Aparecida, Açaí, Tacira Ponta, Ilha das Flores, Iawawira, Bawari, Sarapó, São Luís, São Miguel, Cabari, São Sebastião e São Joaquim Miri. Para desenvolver esse trabalho, a ACIPK tem o apoio do Projetos
Demonstrativos dos Povos Indígenas (PDPI).

Medidas Preventivas

Desenvolver um trabalho de gestão ambiental em terra indígena é uma atitude nova por parte do Governo Federal e do próprio movimento indígena brasileiro. A ACIPK, ao buscar apoio para realizar o diagnóstico etno-ambiental, adota comportamento preventivo e antecipa-se na identificação de alternativas econômico-sustentáveis, de Educação, Saúde e resgate cultural.

O Plano de Gestão Ambiental da região deverá contemplar: descrição do ecossistema de flora e fauna existentes; identificação dos agentes externos e seus impactos na região, no seu entorno e junto aos habitantes; mapear uso dos recursos pelos grupos indígenas e o grau de vulnerabilidade do local; apresentar um programa de utilização sustentável da fauna, flora, recursos hídricos e do solo; promover atividades de educação ambiental e capacitação das comunidades envolvidas; definir plano de fiscalização e vigilância dos limites das terras indígenas no qual estejam envolvidos órgãos governamentais e de representação das comunidades.

As representações das comunidades indígenas, reunidas nesse
seminário, vão discutir as etapas percorridas pelo projeto, formular propostas para elaboração da cartilha Etno-Ambiental, levantar os problemas gerados pela enchente dos rios nessas comunidades e identificar soluções.


Bombons da Sol
Bombons de chocolate com recheio de frutas regionais.
Deliciosos,
Pedidos pelos telefones 223 4335 e 9964 7433


Tia Neném
Lanches, sucos naturais e comidas regonais e nacionais.
Tacacá especial.
Tradição de 30 anos.
Cônego Domingos Maltez próximo da Eliezer Levy



 

Catinga de mulata
Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.