Governo e Unifap se unem
em projeto contra a malária

O Governo do Amapá, Fundação Nacional de Saúde (Funasa) e UNIFAP/FUNDAP estão desenvolvendo o Projeto Microscopia e Diagnóstico da Malária para Indígenas, que tem como objetivo capacitar indígenas na identificação microscópica da morfologia das diferentes espécies de Plasmodium, causadores da malária na
região, bem como proceder o correto tratamento.

O curso está sendo desenvolvido desde 24 de junho nas dependências da Universidade Federal do Amapá, e será estendido até 2 de agosto de 2002, num total de 240 horas. Os instrutores pertencentes ao quadro funcional da Funasa, juntamente com os profissionais de nível superior e médio envolvidos no trabalho, serão responsáveis pelos conteúdos teóricos e práticos aos 20 indígenas de diferentes aldeias do Estado do Amapá.

Nas aldeias indígenas são registrados, anualmente, vários casos de malária, sendo, assim, faz-se necessário uma vigilância constante em relação a novos casos. "O diagnóstico precoce e o tratamento oportuno da malária são medidas efetivas na prevenção de formas graves e complicadas da doença, as quais
muitas evoluem para óbito", frisa o professor José Jeová Freitas Marques.

O diagnóstico rápido é feito pelo exame clínico do paciente, após
apresentação de sinais e sintomas da doença detectados pelo agente de saúde. Após esse procedimento, é feito o exame microscópico do sangue do doente permitindo identificar os parasitas que produzem a malária.

"Entretanto, nem sempre está presente o agente de saúde, assim como não existem laboratórios em muitas áreas rurais distantes, no interior da Amazônia, onde os quadros clínicos, produzidos pelo plasmodium falciparum, são sempre graves e se complicam quando o tratamento não é administrado oportunamente", lamenta Jeová.

Em tais condições, uma pessoa treinada capaz de reconhecer as formas evolutivas do plasmódio constitui recurso valioso para o imediato reconhecimento de pacientes com impaludismo, particularmente dos casos com sinais e sintomas de gravidade, para administrar-lhes tratamento e evitar agravamento ainda maior que possa conduzir ao óbito.

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Bombons de chocolate com recheio de frutas regionais.
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Tia Neném
Lanches, sucos naturais e comidas regonais e nacionais.
Tacacá especial.
Tradição de 30 anos.
Cônego Domingos Maltez próximo da Eliezer Levy



 

Catinga de mulata
Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.