MINISTÉRIO DO DESENVOLVIMENTO AGRÁRIO
TENTA MASCARAR A REALIDADE DO CAMPO


A Coordenação Nacional da Comissão Pastoral da Terra - CPT vem a público denunciar a desfaçatez do Ministério do Desenvolvimento Agrário que usando propaganda paga pelo contribuinte, está mascarando a realidade da intolerável violência no campo.

Propaganda do Ministério, veiculada nos intervalos comerciais das TVs brasileiras, anuncia como grande avanço da política pela reforma agrária, a queda nos números da violência nos conflitos pela terra nos últimos 16 anos, de 180 assassinatos, em 1985, para 14, em 2001.

Infelizmente a realidade não é bem essa. Muitos nos alegraria chegarmos ao fim do ano sem termos registrado nenhuma morte por conflitos pela terra. No ano de 2001, porém, registramos um acréscimo assustador da violência. 30 assassinatos no campo, 28 em conflitos pela terra e 2 em conflitos trabalhistas, quase 50% a mais que em 2000, quando foram registradas 21 mortes. Mesmo aceitando os números do próprio Ministério, 2001 foi muito mais violento que o ano 2000, um acréscimo de 40% no índice de assassinatos.

A Comissão Pastoral da Terra, desde 1985, vem registrando com cuidado os conflitos pela terra em todo o Brasil, com a conseqüente violência que acarreta. Para incluir uma morte no quadro dos assassinatos em conflitos agrários os critérios utilizados são severos, descartando toda e qualquer morte que não envolva conflito. Em caso de dúvida, os dados não são registrados. Inclusive não são registrados casos de morte em conflitos pela terra, envolvendo pessoas que não sejam identificadas como "clientes da Reforma Agrária".

Até 1999, o Ministério utilizava os números da CPT, a única instituição que faz este levantamento.

A partir de 2000, o Ministério, através da Ouvidoria Agrária Nacional, começou a fazer seu cômputo próprio. Nesse ano, enquanto a CPT, registrou 21 mortes, o Ministério considerou somente 10. E no ano de 2001 a CPT registrou 30 mortes, contra 14 do ministério.

Isso é sintomático. Em meados do ano passado, quando o número de assassinatos já ultrapassava uma dezena, o site do INCRA exibia o texto "Invasões de terras e conflitos são os menores nos últimos cinco anos". Nele se afirmava: "nenhum trabalhador rural foi morto este ano por conflitos de terras. As mortes ocorridas no meio rural se devem a desavenças, intrigas pessoais e problemas com a polícia".

Realmente, esta tem sido a estratégia do Ministério e o encaminhamento dos inquéritos policiais: tentar desqualificar as mortes no campo, jogando-as na vala comum das mortes por motivos fúteis.

Não se pode tolerar a manipulação dos números para tentar ludibriar a opinião pública nacional e para mostrar um quadro que não corresponde à realidade. O Ministro com seu Ministério, não conseguiu realizar a Reforma Agrária. Sua grande façanha consistiu, sim, em tentar vencer, na propaganda, a batalha dos números sem o confiável suporte da realidade.

Tal atitude contradiz e prejudica o atual enfrentamento nacional da grave problemática da violência.


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Cônego Domingos Maltez próximo da Eliezer Levy



 

Jurupary
Ente do mal. Demônio dos olhos de fogo que vive na floresta
Piracema
Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.