Políticas de segurança pública
precisam da participação popular

A definição de políticas de segurança pública passa obrigatoriamente pela vinculação com outras políticas sociais de um governo. A conclusão saiu do debate que precedeu uma conferência sobre "Complexidade e Visão Sistêmica", evento que marcou o início dos trabalhos de discussão do III Fórum Internacional de Segurança em Educação, aberto ontem em Macapá.

O Fórum está sendo organizado e executado pelo Centro de Formação e Desenvolvimento de Recursos Humanos (Ceforh) em parceria com a Fundação Ford. O objetivo é discutir, em nível nacional, propostas que levem à integração das unidades de segurança e à humanização do sistema policial.

O Amapá foi escolhido para sediar o evento em função a política de Estado que produziu experiências bem sucedidas a partir de um novo modelo de segurança pública que visa a educação, a formação de uma polícia cidadã, a participação popular e a unificação das forças responsáveis pela segurança, no caso as polícias.

Cerca de 100 pessoas, entre delegados de polícia, oficiais da PM, promotores, advogados, criminalistas, secretários de segurança e outros profissionais ligados a área vieram de quase todos os cantos do Brasil para participar do fórum.

O ato de abertura do evento foi realizado no Centro de Convenções João Batista Picanço, no Centro de Macapá. Lá aconteceram as primeiras discussões sobre os rumos da segurança pública no país e os efeitos da educação como forma de prevenção e melhoria da eficácia no combate ao crime.

A conferência sobre Complexidade e Visão Sistêmica foi realizada no CETA-Ecotel, no distrito de Fazendinha, a 13 quilômetros do Centro de Macapá. A palestra, que começou às 21 horas, foi feita pela professora e doutora Valdemarina Bidone, da Pontifica Universidade Católica (PUC/RS).

Bidone explicou cientificamente os conceitos e em que a complexidade pode interferir no planejamento de estratégias de segurança. "A complexidade significa tecermos juntos coisas heterogenias sem perder a unidade. Não podemos esquecer que a estratégia sempre utiliza o erro do adversário e para uma estratégia eficaz é preciso fugir de soluções que remediaram crises anteriores. É necessário fazer estratégias novas. É necessário ter educação solidária", disse ela.

Depois da conferência, que durou aproximadamente 50 minutos, houve um debate sobre o tema entre o professor Júlio Alejandro Quezada Jelvez, da Universidade do Estado do Rio Grande do Sul (Uergs), e a professora Cristina Alencar, da PUC/BA. Alejandro frisou a necessidade de fazer com que o indivíduo comum se sinta valorizado dentro da política de segurança. "É preciso fazer com que a política de segurança esteja diretamente ligada a outras políticas como a de saúde, esporte, cultura, lazer e educação. O povo é quem deve opinar sobre as políticas, não desconhecendo o direito dos policiais, é claro", avaliou.

O Fórum Internacional de Segurança Pública prossegue hoje, às 8 horas, também no Ceta Ecotel, com a formação dos grupos de trabalho. É desse metodologia que começarão a ser traçadas propostas na área de segurança. O encontro termina neste sexta-feira.

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Catinga de mulata
Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.