Roraima é o Estado com maior índice
57,69 casos
por grupo de 100 mil habitantes

RIO - A escalada da violência está entre os dados mais preocupantes que o Brasil levará a Johannesburgo, para a reunião de cúpula Rio +10.
Segundo o estudo do IBGE, baseado em dados do Sistema Único de Saúde (SUS), entre 1992 e 1999 houve aumento de 37% na taxa de assassinatos.
Ela passou de 19,12 por 100 mil habitantes para 26,18 no período. Em nenhum ano da década houve redução do índice.

Roraima é o Estado com maior número: 57,69/100 mil habitantes em 1999.
Pernambuco (55,63) e Rio (52,54) vêm em segundo e terceiro lugares. Os índices mais baixos são do Maranhão (4,84) e do Piauí (4,86).

O pesquisador especializado em violência Inácio Cano, do Instituto Superior de Estudos da Religião (Iser), do Rio, alerta, porém, que é preciso ter cuidado na análise das taxas mais baixas. Ele disse que no Maranhão e no Piauí há subnotificação das mortes. "Fizemos uma pesquisa em 2001 sobre violência, renda e desigualdade e percebemos que nesses dois Estados todas as mortes, violentas ou não, ficavam abaixo da média, o que mostra que muitas não são registradas." De qualquer maneira, os Estados nordestinos têm alguns dos menores coeficientes do País.

Para Cano, a urbanização, e não necessariamente a pobreza, é fator determinante para os altos índices de homicídio, porque a violência está concentrada nas cidades. Segundo ele, a alta concentração de moradores na região metropolitana, com condições de vida precárias, explica os altos níveis de assassinatos do Rio e de Pernambuco. "Recife tem uma área metropolitana degradada e violenta, o que eleva a taxa no Estado."

Em São Paulo, cuja capital tem uma região metropolitana com características semelhantes, o interior contribui para uma taxa
estadual de homicídio mais baixa, de 44 casos por 100 mil habitantes.
"O interior puxa os números de São Paulo para baixo. No Rio, a taxa de homicídio no interior também é baixa, mas a região é pequena."

Cano considera os conflitos entre indivíduos e o tráfico de drogas as duas grandes causas de assassinatos no País. Para ele, o domínio do tráfico no Grande Rio provavelmente contribui para a alta taxa de homicídios no Estado.

Já crimes políticos, comuns no Nordeste, com assassinatos por encomenda, não pesam nos números gerais. Na região, tirando Pernambuco, os índices vão de 7,03 na Bahia a 20,42 em Alagoas.

Para a geógrafa do IBGE Ivete Oliveira Rodrigues, que coordenou as informações da área social da pesquisa, é necessário fazer muitos cruzamentos de dados para atribuir causas aos índices de mortalidade por homicídio. Ivete lembra, no entanto, que Roraima, o Estado com mais assassinatos na lista do IBGE, é uma área de fronteira sujeita a conflitos de terra. A violência nos garimpos da região também contribui.

Renda - Os números do IBGE mostram que não há relação direta entre renda e violência. Santa Catarina e Rio Grande do Sul têm renda média mensal semelhantes, em torno de R$ 465. Mas a taxa de homicídios gaúcha é mais do que o dobro da catarinense: 15,34 ante 7,36.

Estados com índices parecidos, como Pernambuco, Rio e Espírito Santo - entre 51 e 55 homicídios por 100 mil habitantes - têm níveis médios de renda diferentes: R$ 269 (pernambucanos), R$ 400 (capixabas) e R$ 627 (fluminenses).

Segundo o IBGE, os dados de violência em um país são importantes para a análise de desenvolvimento sustentável porque "a criminalidade ocasiona grandes custos sociais e econômicos". O estudo informa que as causas violentas "vêm tomando vulto no conjunto da mortalidade no Brasil, principalmente entre os jovens".

Um levantamento da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco), também baseado em números do SUS, aponta uma taxa de 48,5 homicídios por 100 mil habitantes na população de 15 a 24 anos em 1999. O mesmo estudo apurou um coeficiente de 52,1 para 2000.

Embora tenha adotado metodologia diferente da usada pelo IBGE, a Unesco calculou taxa semelhante para o total de homicídios em 1999, de 26,3 por 100 mil habitantes. Para 2000, o Ministério da Saúde não anunciou números oficiais. A Unesco trabalha com o coeficiente de 27 por 100 mil. (L.N.L.)

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Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
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Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.