Governo FHC diz que há 1,3 milhão
de crianças excluídas da Bolsa Escola

Verba é suficiente para atender 10,7 milhões de crianças,
mas IBGE estima que 12 milhões precisam de auxílio

ANDRÉ SOLIANI
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

Nova estimativa do governo federal mostra que há 1,3 milhão de crianças pobres a mais do que o previsto com direito de receber o Bolsa-Escola.

O Orçamento Geral da União de 2003, no entanto, tem uma previsão de gasto igual à deste ano e será insuficiente para atender a nova demanda.

O secretário do Programa Nacional de Bolsa Escola, Floriano Pesaro, havia pedido um aumento de 20% no dinheiro disponível para o programa para garantir que todas as crianças fossem atendidas no próximo ano. A solicitação de Pesaro não foi atendida.

Em 2001, quando o governo criou o Bolsa-Escola, calculou que 10,7 milhões de crianças precisavam ser atendidas pelo programa, pois viviam em famílias com renda per capita inferior a R$ 90. Com os novos dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o número de crianças que deveriam receber a assistência subiu para 12 milhões.

A revisão dos números foi feita com base nos mais recentes dados demográficos divulgados pelo IBGE neste ano, calculados a partir do Censo realizado no ano 2000. A estimativa anterior tinha sido feita com base nos dados extraídos do Censo realizado em 1991.

Pesaro afirma que ainda não possível avaliar porque as estimativas originais do governo subestimaram o número de crianças que precisariam da bolsa-escola.

Queda na renda
O coordenador do programa, no entanto, não descarta a possibilidade de ter ocorrido uma queda da renda nos últimos dois anos por conta do desempenho da economia brasileira, que afetou o bolso dos mais pobres.

"Provavelmente esse é um dos fatores (a queda da renda). Mas não posso afirmar com segurança, pois são dados iniciais", disse o secretário responsável pela implementação do programa.
Pesaro espera que o futuro ministro da Educação, Cristovam Buarque, tenha prestígio junto ao presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, para conseguir R$ 400 milhões extras para atender todas as 12 milhões de crianças que têm direito ao Bolsa-Escola.

"Eu acho que é bem possível conseguir mais verbas para o Bolsa-Escola, ainda mais com o Cristovam como ministro", disse o gestor do programa.

Se todas as famílias com filhos entre 7 e 14 anos e com renda per
capita inferior a R$ 90 forem atendidas, conforme prevê a legislação, serão precisos R$ 2,4 bilhões em 2003.

Verbas
Neste ano, o Bolsa-Escola contou com R$ 2 bilhões. Nem todo o dinheiro, no entanto, será usado, pois houve um atraso no cadastramento das famílias pelas prefeituras. Dos 10,7 milhões de crianças que deveriam ser atendidas originalmente, o governo conseguiu inscrever apenas 9 milhões no projeto. Deverá ser gasto neste ano R$ 1,8 bilhão.

Para o próximo ano, o governo Lula tem R$ 9,5 bilhões para implementar os programas sociais. Cerca de R$ 4 bilhões seriam gastos com o aumento do salário mínimo, caso o seu valor for fixado em R$ 240. Outros R$ 2,5 bilhões vão para o Fome Zero, que pretende acabar com a desnutrição no país. Segundo Pesaro, seria possível remanejar mais R$ 400 milhões para o Bolsa-Escola.

O Bolsa-Escola é o maior programa de transferência de renda do governo federal. Hoje atende uma em cada três crianças de 7 a 14 anos que frequentam escola pública. Cerca de 70% dos benefícios são pagos para famílias com renda per capita abaixo de R$ 36.


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Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.