Diretor diz que pode haver
corrupção na Politec

O médico legista, Jarbas Ataide, diretor da Polirtec reuniu na manhã de terça-feira (27), no auditório do RURAP, peritos, médicos legistas, datilocopistas, auxialiares e os servidores burocráticos para expor a situação da Polícia Técnico Científica do Amapá. A proposta da administração do órgão é realizar um multirão com os servidores para tentar manter a instituição funcionando. “Não podemos parar. Sem a perícia não há crime, não há culpado e nem inocente. A perícia é a sustentação da justiça” afirma Jarbas, assustado com o atual quadro da Politec .

O órgão está sucateado , o orçamento totalmente comprometimento , dívida com fornecedores, referentes aos meses de junho e julho. Esse foi radiografia feita por Jarbas Ataide, atual diretor presidente da Politec aos servidores.

O diretor alega que hoje não existe a menor condições da Poilitec participar do contigenciamento que o Estado vem promovendo no orçamento. “Não temos gasolina, o combustível não foi empenhado, outras despesas foram feitas sem o devido empenho e pior, sem orçamentário” desabafa.

O relatório demonstra que nos últimos anos a politec entrou num processo de sucateamento total. Dos três carros tumbas que davam assitência para a remoção de corpos, apenas um está funcionando, e justamente o que é movido a álcool, o que segundo Jarbas, onera bastante a instituição em função do carro consumir muito combustível. Os outros dois estão sem condições de funcionamento. Um por falta de peça e o outro avariado.

A falta de combustível é um entrave para que o carro faça remoção de cadáver de lugares distantes. - Um funcionário no momento da explicação do diretor comunicou que um corpo se encontrava em Porto Grande por dois dias esperando para ser trasladado e somente hoje pela manhã o problema havia sido resolvido.

A modernização dos serviços foi deixada de lado. Os laboratórios não receberam investimentos, o pessoal não foi requalificado, isso tudo em função dos recursos da ordem de R$ 720 mil, oriundos do Plano Nacional de Segurança destinado a Politec para modernaização do órgão e treinamento de pessoal, não ter sido repassado para a Instituição pela Secretaria de Justiça e Segurança Pública.

Hoje a Politec se ressente de um Microcomparador Balístico, aparelho importante para fazer comparação do projétil e a arma que suspotamente fez os disparos em crimes praticados com arma de fogo. Outro aparelho tecnologicamente importante para precisão das perícias que a Politec não tem é o Comparador òtico, que permite fazer comparações de pequenos fragmentos nos locais do crime.

Durante a explanação dos responsáveis pelo Departamento de Criminalistica, Departamento Médico Legal, Laboratório etc, a grita foi geral: a Politec funciona de forma precária, com equipamentos ultrapassados e com uma infra-estrutura totalmente comprometida, não há recursos financeiros para nada, o orçamento foi todo gasto, o que restou foi dívida com fornecedores, com as diárias dos servidores.

Jarbas Ataide afirma que há indícios de improbidade administrativa, através do superfaturamento de serviços, consertos e despesas.

A reunião de hoje, além de mostrar o quadro da Politec, foi o primeiro passo para estabelecer um esforço concentrado de todos os servidores no sentido de que nesse momento de crise, os servidores se unam e através de multirão possam manter as portas da politec aberta e cumprindo, mesmo que precariamente, seu papel. Jarbas Ataide anunciou que vai procurar a governadora Dalva Figueiredo para explanar a situação do órgão e pedir que os duodécimos sejam repassados integralmente e se possível, com suplementação de recursos.

Roberto Gato

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Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.