Torneiro mecânico é o
novo presidente do Brasil






O torneiro mecânico Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, é o 39º Presidente da história da República Federativa do Brasil, o 17º eleito pelo voto direto dos brasileiros. Com 96,6% das urnas apuradas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Lula tinha 61,4% dos votos válidos, percentual muito próximo aos 63% obtidos nas pesquisas de boca-de-urna do Datafolha e do Ibope. Lula é, proporcionalmente, o brasileiro mais votado da história, superando o marechal Eurico Gaspar Dutra, que foi eleito com 55,4% dos votos na eleição presidencial de 1945.

Logo após a divulgação das primeiras pesquisas de boca-de-urna, multidões tomaram as ruas de todo o país para celebrar a vitória do ex-metalúrgico do ABC, que fundou o PT em 1980, junto com outros operários, intelectuais de esquerda e trabalhadores da classe média.

Depois de 500 anos sendo comandado por representantes das elites, o povo brasileiro pode, enfim, comemorar a chegada de um ilustre filho de camponeses pobres ao poder. Lula operário, líder sindical, fundador de um partido de massas, deputado constituinte, candidato ao Planalto em 1989, 1994 e 1998. Lula Presidente.

De nada adiantaram as insinuações de que Lula não era mais o mesmo porque agora veste ternos bem cortados, mantém a barba grisalha bem aparada, mudou sua opinião sobre o Brasil e o mundo e toma vinhos de boa qualidade. "O povo quer se vestir bem, quer comer direito", rebate Lula.

Rebate com propriedade. Lula ficou mais elegante, mais simpático aos que não o conheciam (já que quem o conhece pessoalmente sabe há muito tempo da sua doçura com os amigos, seu irresistível jeito de gozador, sua solidariedade).

Mas Lula nunca negou suas origens. Continua a dizer que não sossega enquanto cada um dos brasileiros não comer três refeições ao dia. Permanece na defesa da ética na política. Persiste na busca do entendimento para superar os problemas nacionais, batalha que marcou sua trajetória desde que
assumiu a presidência do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo, na década de 70.

Em plena ditadura militar, Lula comandou greves que afrontavam o regime e inaugurou um novo sindicalismo no Brasil, contrapondo-se ao peleguismo dos que enganavam os trabalhadores. Mas nunca desistiu do diálogo. A ponto de ser respeitado por todos os patrões que com ele tiveram de negociar, mesmo sendo adversários, mesmo sendo "inimigos de classe".

O Brasil abre os braços para a esperança, depois de rejeitar a eleição de Lula por três vezes. Desta vez, mais calejados no ato de votar, os brasileiros optam por um novo modo de governar.

Inserido num mundo que derrubou o muro de Berlim em 1989, o Brasil assiste agora à derrocada do Consenso de Washington, o mesmo que tornou bíblia a cartilha neoliberal. A certeza de que não é mais possível manter os atuais e vergonhosos índices de desigualdade, de que não dá mais para agüentar o sofrimento e a miséria de tantos milhões de brasileiros, tudo isso levou o país a tomar coragem e eleger Lula.

Com esse gesto, os brasileiros dão um exemplo de ousadia para o mundo e inauguram uma nova era. O tempo em que o Estado deixa de ser o pai dos pobres e o amigo dos ricos para se tornar instrumento de poder da sociedade.

Lula: "O Brasil votou sem medo de ser feliz"

O presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva fez o seu primeiro pronunciamento, transmitido ao vivo pela TV. "A partir de 1º de janeiro, eu serei o presidente de todos os 175 milhões de brasileiros", disse, ao reiterar que vai convocar todos os setores da sociedade para construir um país mais justo, mais fraterno e mais solidário. À comunidade internacional, Lula afirmou que o Brasil pode colaborar para um mundo de paz.
"O Brasil está mudando em paz e, mais importante, a esperança venceu o medo. Hoje, eu posso dizer a vocês que o Brasil votou sem medo de ser feliz", disse.

Além de agradecer a todos que participaram desta eleição, Lula dirigiu palavras de incentivo aos petistas José Genoino e a Benedita da Silva, que concorreram respectivamente aos governos de São Paulo e Rio de Janeiro, mas não conseguiram se reeleger.

A Genoino, Lula disse que, na verdade, ele é um vitorioso. Imigrante nordestino, o petista teve cerca de 40% dos votos na sucessão paulista. E a Benedita, que Lula disse ter convencido a assumir o governo do Rio, em abril, em condições desfavoráveis, o petista reiterou que o gesto foi "a maior vitória dos negros desde a abolição".

Lula também destacou o seu vice, o empresário José Alencar (PL-MG). "Nós seremos companheiros", disse o petista, lembrando que "um irmão nem sempre é companheiro, mas todo companheiro é sempre um irmão". Lula agradecu ainda aos dirigentes do PT e dos partidos aliados (PCdoB, PL, PMN e PCB) afirmando que, sem eles, "não teria sido o Lulinha paz e amor" nesta campanha.

O petista se dirigiu à avenida Paulista, no centro de São Paulo, onde participou das comemorações pela vitória. Mais de 50 mil pessoas ocupavam as duas pistas da avenida, uma das mais importantes da cidade de São Paulo. Os festejos começaram no início da tarde, quando pesquisas de boca-de-urna indicavam a vitória de Lula.

Bombons da Sol
Bombons de chocolate com recheio de frutas regionais.
Deliciosos,
Pedidos pelos telefones 223 4335 e 9964 7433


Tia Neném
Lanches, sucos naturais e comidas regonais e nacionais.
Tacacá especial.
Tradição de 30 anos.
Cônego Domingos Maltez próximo da Eliezer Levy



 

Catinga de mulata
Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.