Brasil só perde para
a Índia
no item desemprego

VITOR NUZZI

O Brasil subiu um posto em um ranking mundial do desemprego organizado pelo economista Marcio Pochmann, secretário do Desenvolvimento, Trabalho e Solidariedade de São Paulo. Com 11,4 milhões de desempregados em 2000, o Brasil só fica atrás da Índia, que tem 41,3 milhões. Se é o segundo em números absolutos, o país fica em 23º, uma posição atrás da Argentina, quando o critério é a taxa de desemprego. Com 3% da força de trabalho mundial, o Brasil tem hoje 7% dos desempregados.

Em 1980, o Brasil ocupava a nona colocação no ranking, com 964,2 mil desempregados. Na última pesquisa, divulgada em 2000, estava em terceiro. Agora, ultrapassou a Rússia. Em sua conclusão, Pochmann afirma que os números não surpreendem: "O Brasil já vinha apresentando um quadro claro de degradação das condições de trabalho, salário e, principalmente, de emprego".

Globalização

Segundo o estudo, as conseqüências negativas da globalização econômica foram sofridas, principalmente, pelos países não desenvolvidos. Em 1980, dos 30 países com maiores taxas de desemprego, quase um terço pertencia ao bloco desenvolvidos. Em 2000, Pochmann identificava apenas um país desse grupo na lista.

O economista lembra que, entre 1980 e 2000, o desemprego cresceu em todo o mundo, mas a pressão da mão-de-obra por trabalho foi menor nos países desenvolvidos, que têm melhor distribuição de renda. "Os indicadores disponíveis apontam para a permanência da enorme desigualdade entre as nações, com maior concentração da riqueza nas nações mais avançadas",
constata Pochmann. Segundo ele, a participação do Brasil na produção mundial praticamente não variou entre 1980 e 2000, passando de 2,9% para 2,6%. Mas o país passou a concentrar 7% dos desempregados de todo o mundo, contra 1,7% há 20 anos.

A situação brasileira teria se agravado a partir dos anos 90. Mas a crise começou ainda nos anos 80, período com baixos índices de crescimento econômico. Assim, em um período de 20 anos, enquanto a produção nacional cresceu 1,6 e a população aumentou 1,4, o volume de desempregados foi multiplicado por 11,9 vezes. O participação do Brasil no comércio mundial caiu nas exportações e nas importações.

Ainda nesse período, o número de desempregados em todo o mundo saltou de 55,4 milhões para 164,4 milhões. A soma leva em conta o chamado desemprego aberto (com procura de trabalho em período recente). Em sua pesquisa, Pochmann usou dados do FMI, da OIT, da Cepal e do Bird.

 

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Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.