Técnicos demonstram novos
sistemas
de combate às queimadas.

Em uma palestra realizada ontem no auditório da Sema (Secretaria de Estado do Meio Ambiente), foi mostrado aos técnicos do Governo do Estado e profissionais das área ambiental e fundiário o novo sistema adotado pelo Governo do Mato Grosso,que vem sendo utilizado no combate às queimadas e ao desmatamento descontrolado da floresta amazônica que corta a parte norte do Estado.

O novo sistema é de alta precisão e são utilizados dados de informações georeferenciadas para identificar, através de satélite, onde estão localizados os focos, anto de queimada como de desmatamento em qualquer área do território matogrossense. O sistema já permitiu que o Governo do Mato Grosso diminuísse em 32% o número de queimadas no Estado, em apenas dois anos, tempo que o nosso sistema está sendo utilizado.

Diante do sucesso obtido com o sistema de georeferência o MMA (Ministério do Meio Ambiente) passou a incentivar os Estado da região Norte, a fim de que todos os Estados da Amazônia passe a ser monitorados por esse sistema.

Para a demonstração, estiveram ontem no Estado o técnico Gabriel Li Farias, da SRN (Secretaria de Coordenação da Amazônia) e Paulo Leite, supervisor técnico da Fema (Fundação Estadual do Meio Ambiente), autarquia ligada ao Governo do Mato Grosso.

Durante a palestra, o técnico da Fema deu garantias de que, através de dados georeferenciados,as informações são milhares de vezes mais confiáveis do que o método utilizado pelo Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis). Essas informações são obtidas através do GPS (Sistema de Posicionamento Global).

"Nós temos como armazenar todas essas informações no computador e ficar monitorando à distância. A alimentação dessa base de dados é feita anualmente e é feita através de imagens de satélite. Então nós temos como saber o que está acontecendo em qualquer canto do Estado com referência a desmatamentos e queimadas", afirmou.

Leite foi mais longe em sua explicação. Ele adiantou que com o Sistema Georeferenciado, não há necessidade da fiscalização nas propriedades para detectar se está havendo ou não agressão ao meio ambiente. Isso porque quando os ficais da Fema vão a campo, eles vão apenas para notificar e multar o infrator.

"Todas essas informações são obtidas através do computador. Na tela do computador, o fiscal tem como saber o que realmente está acontecendo em determinada propriedade, qual o grau de agressão ao meio ambiente. Além disso, no próprio computador, com apenas um clique em cima da propriedade, é possível se obter todas as informações referentes a esse imóvel, como saber quem é o proprietário, qual a situação cadastral da propriedade, se tem licença para desmatamento ou queimada controlada, qual a área da reserva legal, qual a área que pode ser derrubada. Todas essas informações vêm na hora na tela do computador", explicou.

Como no Amapá as ocorrências tanto de queimadas como também de desmatamento ainda não chegam a preocupar, o novo sistema poderá ser utilizado para fazer o levantamento cartográfico do Estado, que dará sustentação para que seja definida a situação fundiária do Amapá. Os próprios técnicos da área são unânimes em afirmar as informações existentes nessa área não são confiáveis. Esse projeto que envolve ainda a criação de um Laboratório de Cartografia Digital e Geoprocessamento e a Rede Geodésica de Alta Precisão vem sendo executado pelo Terrap (Instituto de Terras do Amapá) há cerca de dois meses.

(Joel Elias)

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Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
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Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.