Começa a mobilização para o
II Fórum Social Pan-Amazônico


Representantes de grupos democráticos populares e órgãos governamentais dos países que fazem fronteira com a floresta Amazônica iniciam processo de mobilização, através de reuniões preparatórias, para a organização do II Fórum Social Pan-Amazônico, que se realizará em 2003. Benjamin Constant foi a cidade fronteira escolhida para sediar, nos dias 24,25 e 26 de maio, o encontro entre os povos ligados pela Amazônia.

O encontro possibilitou a ampliação da discussão em torno da formação da Área de Livre Comércio das Américas/ALCA, apresentou as reais conseqüências do neoliberalismo a partir das particularidades da região amazônica, além de promover debates a partir de eixos temáticos sobre a internacionalização da Amazônia e sobre a face multiétnica, a diversidade cultural e a auto-sustentabilidade dos ecossistemas da região.

Representantes dos estados do norte brasileiro e de países, a exemplo da Bolívia, Colômbia, Peru, Guiana Francesa e Venezuela, irão sediar outros encontros transfronteiriços até o fim de 2002, com a finalidade de mobilizar a população, difundir o evento e massificar informações que irão dar prosseguimento às deliberações do II Fórum Social Mundial e ao I Fórum Pan-Amazônico.

Representantes do Governo do Estado do Amapá e da Prefeitura Municipal de Belém estiveram presentes neste primeiro encontro nas fronteiras do Brasil, Colômbia e Peru. Segundo Luís Arnaldo, coordenador de Relações Internacionais da PMB, o município de Oiapoque, no Amapá, seria um local estratégico e apropriado para a realização de um segundo encontro transfronteiriço do Comitê Organizador do II FSPA. "É importante procurarmos integrar representantes da Amazônia Legal, somos responsáveis pela ocupação do espaço amazônida e por sua diversidade", comentou Luís Arnaldo.

O Conselho Internacional do Fórum Social Mundial, em Barcelona, aprovou em reunião realizada nos dias 28, 29 e 30 de abril, o Grupo de Trabalho Amazônico (GTA), uma coalizão formada por mais de 500 entidades e organizações da Pan-Amazônia.

No momento em que a comissão organizadora do II FSPA definiu a programação do primeiro encontro preparatório, definiu-se também, a realização de um ato político em Tabatinga, fronteira com Letícia, cidade colombiana situada a 40 minutos de barco de Benjamin Constant, contra o Plano Colômbia e a crescente militarização da região. O ato político "Justiça, Direitos e Paz. Paz na Colômbia Agora", foi realizado no dia 26 de maio, domingo. Durante o ato espera-se a participação em massa de indígenas da nação Ticuna, a mais numerosa no Brasil nos dias de hoje.


Declaração Final do I Fórum Social Pan Amazônico

"Nos dias 25,26 e 27 de janeiro de 2002, realizou-se em Belém do Pará o I Fórum Social Pan-Amazônico, com a presença de participantes do Brasil, Equador, Colômbia, Venezuela, Guiana Francesa, Bolívia, e ainda, representantes da Itália, França, Catalunha e Canadá.

Mais de 1000 delegados/as e convidados/as dos mais diversos movimentos, organizações e entidades formaram um embrião de representação dos povos Amazônidas.

Foram realizadas três grandes conferências: Internacionalização da Amazônia e Resistência dos Povos; Ecossistema Amazônico e Alternativas de Desenvolvimento; Amazônia Multiétnica e Multicultural, e mais de sessenta oficinas que abordaram temas ligados à realidade da grande Amazônia, intercambiando análises, experiências e propostas.

No decorrer do I FSPA ficou clara a necessidade e a vontade de todos os participantes de construir um movimento Pan-Amazônico, capaz de enfrentar o neoliberalismo e fazer da Amazônia uma terra livre, justa e solidária. Um movimento múltiplo e exuberante como a própria floresta! Um movimento que faça da unidade na diversidade a sua força e a sua esperança!

O I Fórum Social Pan-Amazônico foi o passo inicial de uma longa jornada. Nesse sentido, os participantes do I FSPA adotaram de forma consensual as seguintes resoluções:

Realizar o II Fórum Social Pan-Amazônico, em 2003.


Convocar uma reunião aberta de movimentos, entidades e organizações pan-amazônicas, na primeira quinzena de maio, no município brasileiro de Benjamin Constant, localizado no estado do Amazonas, fronteira com a Colômbia e com o Peru, para preparar o II FSPA e discutir as atividades e iniciativas para desenvolver o movimento pan-amazônico.


Construir um II FSPA com uma efetiva representatividade, através de fóruns regionais preparatórios, inclusive nas fronteiras com a participação de delegados de dois ou mais países.


Colocar o Fórum Social Pan-Amazônico à disposição do Comitê Internacional do Fórum Social Mundial para variadas formas de colaboração, inclusive oferecendo a Amazônia para sediar atividades de caráter continental.


E confirmar: Uma outra Amazônia é possível".


Christina Hayne



 

Bombons da Sol
Bombons de chocolate com recheio de frutas regionais.
Deliciosos,
Pedidos pelos telefones 223 4335 e 9964 7433


Tia Neném
Lanches, sucos naturais e comidas regonais e nacionais.
Tacacá especial.
Tradição de 30 anos.
Cônego Domingos Maltez próximo da Eliezer Levy



 

Catinga de mulata
Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.