Palestras marcaram encerramento
do Fórum
de Educação em Segurança Pública


Terminou ontem, dia 28, o III Fórum Internacional de Educação em Segurança Pública, realizado em Macapá desde quarta-feira, 26, pelo Governo do Estado do Amapá, através do Centro de Formação de Recursos Humanos (Ceforh), em parceria com a Fundação Ford.

A programação do dia de encerramento do Fórum foi realizada no Ceta Ecotel, na Fazendinha. Na parte da manhã foram feitos quatro relatos de experiências de educação em segurança pública. No primeiro deles, Luis Flávio Sapori, pesquisador da Fundação João Pinheiro e professor da PUC de Minas Gerais. apresentou um provocante relato sobre o futuro do processo em curso no País, em que as instituições públicas de segurança se abrem para a interação com instituições da sociedade civil, renovando a formação dos seus recursos humanos. Dezesseis estados brasileiros já realizam experiências neste sentido.

Sapori vê inúmeras possibilidades enriquecedoras nesse processo, que conduz a uma força de segurança cada vez mais democrática, mais identificada com os valores de direitos humanos e cidadania.

O pesquisador, contudo, também vê barreiras à frente. Na sua visão, se a interação com universidades, organizações não-governamentais e outras instituições produziu inquestionáveis avanços no sentido de formar uma Polícia Cidadã, não garantiu, contudo, uma maior eficácia na operacionalidade das polícias, no seu papel de enfrentamento com a criminalidade. Isso estaria provocando reações em diversos setores da sociedade, inclusive dentro das instituições de segurança.

A Fundação João Pinheiro, representada no Fórum por Sapori, desenvolve uma das mais antigas experiências de educação em segurança pública no Brasil, iniciada há 15 anos, numa parceria com a Polícia Militar de Minas Gerais.

Outra palestrante da manhã foi Maria do Carmo Ibiapina de Menezes, que relatou a experiência que coordena na Prefeitura de Champigny, cidade localizada a 15 quilômetros de Paris, na França. Brasileira de nascimento, Maria do Carmo reside na França há cerca de 30 anos, desde que saiu exilada do Brasil no início da década de 70, perseguida pela ditadura militar. Hoje é diretora do Serviço de Segurança da Prefeitura de Champigny.

Apesar das evidentes diferenças existentes entre as realidades de Brasil e França, foi possível identificar na palestra de Maria do Carmo alguns paralelos entre os momentos vividos pelos setores de segurança pública dos dois países. Na França, a partir da década de 80, o setor também passou a abrir-se para um diálogo maior com a sociedade. A Polícia de Proximidade é uma experiência que resulta desse diálogo. Ela propõe uma ação articulada entre diversos setores sociais – saúde, educação, transportes, habitação e polícia – como forma de enfrentar as questões de segurança pública.

Na seqüência das palestras, os participantes ouviram o relato da experiência do programa Segurança Pública, Direitos Humanos e Cidadania, desenvolvido pelo Ceforh, no Amapá. Um programa que desenvolve a nova formação de recursos humanos na área de segurança pública e que já rendeu diversos prêmios ao Amapá, entre eles o prêmio Dubai, concedido a cada dois anos pela Organização das Nações Unidas (ONU).

Para finalizar as palestras, a professora Maria das Graças Britto,da Universidade de Pelotas/RS, apresentou o projeto Tribunos da Cidadania, que aproxima os membros do Poder Judiciário da sociedade.

Marcelo Roza


Bombons da Sol
Bombons de chocolate com recheio de frutas regionais.
Deliciosos,
Pedidos pelos telefones 223 4335 e 9964 7433


Tia Neném
Lanches, sucos naturais e comidas regonais e nacionais.
Tacacá especial.
Tradição de 30 anos.
Cônego Domingos Maltez próximo da Eliezer Levy



 

Catinga de mulata
Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.