Peixe elétrico vai ajudar o Inpa
a detectar poluição da água.

É possível detectar a poluição da água por metais pesados como óleo cru, cobre, chumbo, níquel e mercúrio por meio da descarga elétrica emitida pelos peixes elétricos, da família do poraquê. A pesquisa, batizada de Projeto Biomonitor, é inédita na Região Norte, e está sendo financiada pelo Fundo Setorial do Petróleo (FSP), além de ser desenvolvida no Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa).

Os peixes elétricos, "primos" do poraquê, conforme explica o
coordenador de Ações Estratégicas e diretor-substituto do Inpa, José Antônio Alves Gomes, possuem uma descarga elétrica constante, ou seja, só se altera na presença de substâncias químicas. Daí o aproveitamento do peixe neste estudo. "É um sistema ecologicamente correto", afirma o pesquisador, mencionando a utilização de um peixe da região para solucionar um problema básico, o da poluição com metais pesados em igarapés e rios, como os últimos ocorridos na capital. O mais recente ocorreu mês passado, quando 5,5 mil litros de óleo diesel vazaram da embarcação D. Malvina, no rio Negro, na ilha de Marapatá.

Os peixes alocados em aquários, geralmente quatro animais em quatro depósito, serão monitorados por um computador durante 24 horas por dia. Inicialmente, o pesquisador esclarece que a descarga dos peixes será observada quando vivendo em água boa, de qualidade. Depois disso, as características - PH, temperatura e oxigênio da água - serão verificadas quando adicionadas substâncias poluentes.
"Conhecendo o comportamento do peixe em água boa, vamos ver como isso acontece na presença de poluentes gerados na exploração de petróleo", comenta o pesquisador, citando a água de formação rica em metais pesados, compostos inorgânicos e óleo cru. Entre os metais pesados mais comuns estão: o níquel, cobre, mercúrio e chumbo. "Vamos ver o efeito de cada um dos poluentes alterando a descarga do peixe", explica.

Para José Antônio, a simplicidade do sistema é uma das grandes
vantagens. "Precisamos do peixe elétrico e um computador", comenta.
Ele afirma que durante o experimento devem ser utilizados 200 peixes.
Por enquanto, o laboratório de dois andares está em fase final de
construção, sendo inaugurado em 24 de julho. "O laboratório possui espaço físico adequado e nesse período foram adquiridos equipamentos eletrônicos, importados dos Estados Unidos. Todos adequados à gravação e análise dos sinais elétricos do peixe."

Em agosto, começam os experimentos, estabelecendo a relação de descarga do peixe com a qualidade da água, o que é chamado de biomonitoramento, afirma José Antônio. A partir destes resultados, será montado um sistema de alarme, monitorando os aquários ininterruptamente. "O aquário vai estar ligado ao computador e este, monitorando a descarga do peixe", avisa o pesquisador. De acordo com ele, quando adicionadas substâncias poluentes ao aquário, a descarga do peixe será alterada e o programa do computador vai avisar imediatamente, tocando um alarme. As vantagens do sistema são inúmeras, além de evitar um desastre ecológico. "O sistema de biomonitoramento permite que qualquer vazamento seja resolvido com brevidade, enquanto que a forma tradicional, usando a amostragem, que em geral ocorre uma vez por semana, deixa uma vazão maior de erro e,
conseqüentemente, de desastre ecológico." Com o biomonitoramento, a amostragem só é feita em caso de alarme, diminuindo, inclusive, os gastos.

Para o pesquisador, as possibilidades de estudo podem e devem ser estendidas ao campo, como igarapés, lagos e rios. "Podemos adaptar o sistema de biomonitoramento num barco e pesquisar a poluição do igarapé do 40, do Mindu, do Sete e partir para municípios como o de Urucu, por exemplo."

Objetivo é evitar desastre ecológico

Segundo o pesquisador, em alguns lugares do Brasil as empresas
produtoras de álcool já utilizam sistemas que tentam prevenir um
desastre ecológico. Mas nenhum projeto é igual ao proposto pela
pesquisa do Inpa. É inédito na Região Norte, ressalta José Antônio, mencionando que apenas um estudo semelhante já foi iniciado, ao menos, no papel. Mas pela primeira vez uma pesquisa do tipo chega a este nível de desenvolvimento.

O investimento da pesquisa equivale a R$ 300 mil. "Com o sistema que propomos não dá para dizer o que está ruim na água, mas que alguma coisa de errada está ocorrendo, com certeza." Quanto a parcerias, José Antônio lembra que o Inpa vive em função da população, para o benefíco geral, mas sem recursos, não é possível melhorar a qualidade de vida dos manauenses. O comentário não vem em tom de apelo, mas de advertência aos governantes e líderes legislativos do Amazonas. Ele ainda avisa que na inauguração do laboratório, no fim deste mês, estará presente na solenidade o pioneiro mundial em pesquisa no campo
de peixes elétricos, o americano Theodore Bullock.

(Publicado no jornal A Crítica)

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Catinga de mulata
Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.