PLANTIO DO CAMU-CAMU
COMEÇA A SE
EXPANDIR PELO PAÍS


Ainda pouco conhecido e difundido entre a população, o camu-camu (Myrciaria dubia), nativa da Amazônia peruana e brasileira, é um fruto que desperta o interesse de um número cada vez maior de pesquisadores. Vermelho arroxeado, do tamanho de uma cereja, de casca mais resistente que a acerola, lembrando a jabuticaba, o camu-camu é apontado como uma das mais importantes fonte de vitamina.

Sua concentração de vitamina C é cem vezes maior que a laranja e quatro vezes mais que a acerola (até 5 mil miligramas por 100 gramas da fruta). Na região norte, os caboclos consomem a fruta como tira-gosto ou a usam como isca para peixes.

Além da vitamina C ele contém outros antioxidantes, como as antocianinas, e elevado teor de potássio, o que sugere sua indicação para hipertensos porque proporciona um melhor balanceamento de sais no organismo, principalmente do cloreto de sódio (sal de cozinha). Da família Myrtaceae (Mirtáceas), o camu-camu é uma espécie silvestre encontrada nos igapós, ou seja, às margens dos rios e lagos de água preta, na região amazônica. Sua presença já foi registrada na região central do Pará, no Amazonas, em Rondônia, em Roraima e no Maranhão, e até na região pré-amazônica do Tocantins. Mas, as maiores ocorrências estão na Amazônia peruana.

A denominação camu-camu é usada mais no Peru. No Brasil, a fruta recebe vários nomes sendo o mais comum caçari, na região amazônica. Em Rondônia é conhecido como araçá-d´água, araçá-azedo, e no Maranhão crista de galo. Ele tem um enorme potencial econômico, segundo técnicos agrícolas peruanos. Maior até que muitas frutas regionais com mais larga tradição. Pelo alto teor de acidez e pelo sabor acentuadamente azedo, praticamente não é consumida "in natura", mas a polpa do fruto é aproveitada em forma de sucos, sorvetes, vinhos, licores, geléias, doces e para conferir sabor a tortas e outras sobremesas.

Pesquisadores da Unicamp -Universidade Estadual de Campinas já conseguiram produzir um suco desidratado e microencapsulado de sabor refrescante. O objetivo do estudo, coordenado pela professora Hilary Castle de Menezes, da Fea-Faculdade de Engenharia de Alimentos , foi aprimorar as condições de extração do suco, obter um processo de microencapsulação do pó resultante da desidratação do suco e avaliar sua estabilidade durante um prazo de validade de 120 dias. Hilary explica que "a microencapsulação consiste em recobrir partículas sólidas com uma fina camada de material encapsulante, como a maltodextrina e a goma arábica. Assim, o núcleo envolto fica estável e protegido contra a deterioração, em condições de ser comercializado".

Técnicos do Inpa- Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia procedem há mais de um ano com uma série de experimentos para viabilizar comercialmente o cultivo do camu-camu, já que a espécie ainda não foi domesticada. A pesquisa consiste em coletar acessos (material de várias localidades) para testar a adaptação do plantio da fruta em terra firme.

Segundo o pesquisador Kaoro Yuyama, do Inpa, as vantagens do plantio em terra firme são muitas. Por ser uma espécie selvagem é preciso caminhar muito para colher os frutos e em muitas ocasiões os que são encontrados não estão totalmente maduros. Outro entrave é que na maioria das vezes parte do arbusto encontra-se submerso e como o nível da água dos rios sobe e desce com constância em algumas oportunidades a colheita é praticamente impossível.

Yuyama acrescenta que o plantio em terra firme, em solos adubados com boa drenagem tem se mostrado promissor e economicamente viável. Esse conjunto de fatores possibilita também a colheita do fruto o ano inteiro e ainda promove a adaptação do camu-camu para as regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste o que em termos de produção passa a ser significativo.

O pesquisador Jefferson Felipe da Silva, da Embrapa Amazônia Ocidental, compartilha da mesma opinião. Ele garante que o plantio em terra firme não altera em nada as características da fruta, pois o teor de ácido ascórbico (vitamina C) permanece intacto. A única modificação é fisiológica, pois o crescimento é mais lento.

Na região sudeste, mais precisamente em São Paulo, no Vale do Ribeira, o plantio de camu-camu tem se mostrado promissor em cultivo fora das várzeas. Por se tratar de uma região de mangues, com clima quente e úmido, semelhante ao da amazônia, houve uma ótima adaptação da planta, embora, atestem os técnicos, os frutos apresentem menos vitamina C (cerca da metade do encontrado na planta nativa). Mas para que o Brasil comece a comercializar o camu-camu tanto internamente como para o mercado internacional ainda é necessária a expansão das áreas de plantio.

Devido às condições climáticas, a biodiversidade e a megadiversidades de seus solos, o Peru é o maior exportador do camu-camu, tendo como cliente prioritário o Japão. Os Estados Unidos também já importaram a fruta da América do Sul para produzir tabletes de vitamina C natural como o nome comercial de “camu-plus”. Nesse país também já foi lançado em cápsulas, como fonte de vitamina C. Os fruntos congelados são importados do Brasil e vendidos em forma de suco desidratado e embutido em cápsulas iguais as utilizadas em diversos tipos de fármacos alopáticos ou fitoterápicos.

Um estudo da Universidad de La Molina, no Peru, mostrou que o camu-camu é um produto com excelentes propriedades organolépticas (aquelas demonstratadas por uma substância e que impressiona um ou mais sentidos) e nutritivas que permitem diversas formas de consumo da fruta fresca, da polpa congelada, de sucos concentrados, pré-desidratados e multivitamínicos. De acordo com o Inia- Instituto Nacional de Investigação Agrária do Peru, o fruto tem um importante papel na pauta econômica do país. (Agência Brasil)

Bombons da Sol
Bombons de chocolate com recheio de frutas regionais.
Deliciosos,
Pedidos pelos telefones 223 4335 e 9964 7433


Tia Neném
Lanches, sucos naturais e comidas regonais e nacionais.
Tacacá especial.
Tradição de 30 anos.
Cônego Domingos Maltez próximo da Eliezer Levy



 

Catinga de mulata
Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.