Bancada parlamentar pode ajudar
a regularizar médicos cubanos

A governadora Dalva Figueiredo está tentando conseguir o apoio da bancada parlamentar federal amapaense para regularizar a situação dos médicos cubanos. Os profissionais foram contratados pelo Governo do Estado para trabalhar no programa Médico da Família, mas por questões burocráticas do Cremap (Conselho Regional de Medicina) não estão podendo atuar. Eles estão no Amapá desde o início de março.

"Nós temos no Estado o sério problema da falta de médicos. Por outro lado, o governo tem a possibilidade de contratar, mas não há profissional disponível no Estado. Se houvesse também em outros lugares, nós contrataríamos. Só que não há. E há uma coisa que precisa ser esclarecida. Não estamos trazendo os médicos como trouxe o Tocantins ou como trouxe o Amazonas. Eles não estão vindo para tomar o lugar de nenhum filho desta terra", enfatizou.

Além da carência, a governadora Dalva Figueiredo afirmou que há ainda a necessidade dos profissionais amapaenses trocarem experiências com profissionais de fora, principalmente de um país onde a eficiência do sistema de saúde pública é reconhecida em todo o mundo. "Nós não produzimos conhecimentos com auto-suficiência. Bem que tentamos. Mas já temos aqui um instituto de pesquisa e uma universidade que ainda está engatinhando. Por isso o governo estadual tem que buscar alternativas para poder suprir esse mercado", disse.

A governadora lembrou ainda que muitos médicos preferem ficar ganhando R$ 1,5 mil, R$ 2 mil em grande centros como São Paulo, por exemplo, do que vir trabalhar no Amapá e ganhar R$ 4 mil. A preferência é porque nesses centros há mais oportunidades de fazer estágios, facilidade que não existe no Amapá.

"Enquanto isso, precisamos de médicos no Bailique, em Oiapoque, em São Joaquim do Pacuí, no Pracuuba, no Cunani, no Carnot. Mas quem

quer ir pra lá? Se tiver profissionais dispostos a ir para esses lugares, o Governo do Estado contrata na hora. Mas quem quer ir? Os cubanos querem, mas há toda essa celeuma em torno deles", frisou. Revoltada, a governadora afirmou que é muito difícil de entender a resistência da classe média amapaense e principalmente de alguns parlamentares, com os médicos cubanos que o Estado pretende utilizar dentro de um programa de saúde pública.

"Por que é tão difícil de se entender isso? As pessoas estão morrendo de diarréia, de infecção intestinal na zona rural. E a gente precisa fazer um trabalho de prevenção. E aí o preconceito, a intolerância impede que essas pessoas sejam ajudadas. E o que é pior. Políticos com mandato popular, que são médicos, aparecem para interferir, para atrapalhar, fazendo mobilização política no Conselho Federal de Medicina pra impedir que os médicos cubanos sejam aprovados e ainda pedem voto para a população? Não dá para entender. Isso é crime político", enfatizou.

Joel Elias

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Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.