Forum de Educação abre caminho
para eleição direta na escola

A governadora do Amapá, Dalva Figueiredo (PT), declarou que as discussões sobre a constituinte escolar, regimento, democratização da educação e projeto político-pedagógico iniciam mais uma etapa do processo de construção do currículo escolar. A afirmação foi feita durante a abertura do Fórum de Educação que aconteceu na manhã desta segunda-feira, 02, no auditório do Sebrae: “Iniciamos o processo com a descentralização dos recursos, criamos o conselho escolar, discutimos as diretrizes curriculares e hoje alcançamos mais uma etapa da gestão democrática, debatendo a importância do regimento que norteia e organiza a estrutura da escola”, declarou Dalva. A governadora informou que neste processo está embutida a discussão sobre a eleição direta para os gestores da escola.
O encontro que reuniu centenas de professores, alunos, pais, funcionários, representantes de movimentos sociais populares e de instituições de ensino superior e do poder público, objetivou implementar e fortalecer a gestão escolar com a participação de todos no processo de construção de uma escola democrática.

Janice Palmerim, Secretária de Estado da Educação explicou que a Constituinte Escolar é um processo de discussão sobre a democratização da escola pública: “Neste processo existe a participação de toda a comunidade escolar com a finalidade de alavancar o processo educativo, com a construção do conhecimento,” ressaltou Janice.

Durante o fórum será criada uma lei estadual para a gestão democrática que irá definir, entre outras coisas, a eleição direta para diretor de escola e o estabelecimento dos conselhos como órgão legítimo representativo da comunidade escolar e fiscalizador das atividades escolares. A escola terá oportunidade de discutir seu projeto-pedagógico, seu regimento escolar e a constituição do conselho escolar.

Eliane Oliveira, coordenadora do projeto, afirma que o fórum é o momento de efetivação das diretrizes curriculares, a prática e o desdobramento das discussões que vem acontecendo desde 1995, com a proposição das escolas em fazer um grande movimento de reorientação curricular: “A constituinte se efetiva com a comunidade, através da participação coletiva. A escola é o palco das discussões democráticas”, define Eliane.

Ana Lúcia Carvalho Anspach

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Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.