Desemprego no Brasil atinge
11 milhões e só ganha da Índia

Estudo publicado esta semana mostra um quadro desanimador na questão do desemprego no Brasil. Temos cerca de 11 milhões de desempregados, e ganhamos apenas da Índia, que tem 42 milhões, evidentemente com uma população muito maior que a nossa. Isso explica a trágica estatística de um país que tinha 47 milhões de pessoas vivendo abaixo da linha da pobreza em 1994, e sucumbiu diante da pressão de uma economia excludente que elevou esse número para 55 milhões no ano 2000. Junto com a elevação da taxa de desemprego vem a concentração de renda, a injustiça social, a revolta, a fome e a violência. Claro que o caminho da violência não passa apenas pelas dificuldades materiais, porque se assim fosse não teríamos tanta gente que nunca enfrentou problemas de miséria, assaltando os cofres públicos e espalhando o sofrimento. Mas também não há como negar que a falta de respeito aos direitos que cada cidadão tem de pelo menos viver com dignidade, oferece todas as condições para a indignação, a revolta e a explosão de violência que se espalhou pelo Brasil nos últimos anos.

E se tem alguma coisa de errada com o emprego, distribuição de renda e respeito aos direitos de cidadania no Brasil, o Amapá caminha no sentido inverso, aumentando a oferta de emprego, distribuindo melhor a renda e respeitando os direitos dos cidadãos. A RAIS-Relação Anual de Informações Sociais do período entre 1995 e 2000 aponta um crescimento de 49% no nível de emprego no estado, bem acima dos 20% registrados na região e dos 10% de crescimento no país. Os resultados alcançados pelo Amapá têm muitas explicações e uma delas é a descentralização na aplicação dos recursos públicos, o que fez o dinheiro chegar na ponta, nas mãos dos cidadãos gerando renda, emprego e por aí. O importante disso tudo é que essa experiência que dá certo, não está sendo desenvolvida apenas no Amapá.

No geral a ação do governo para criar empregos é precária, mas no particular, em regiões distintas acontecem coisas maravilhosas que mudam para melhor as vidas de milhões de brasileiros. Então por que não transformar o particular no geral, usando experiências isoladas que dão certo, em grandes iniciativas que venham a transformar a miséria em esperança. Até agora não se percebeu qualquer sinalização nesse sentido, quem sabe a partir de janeiro, com uma nova condução, o Brasil possa seguir nessa direção.

 

Bombons da Sol
Bombons de chocolate com recheio de frutas regionais.
Deliciosos,
Pedidos pelos telefones 223 4335 e 9964 7433


Tia Neném
Lanches, sucos naturais e comidas regonais e nacionais.
Tacacá especial.
Tradição de 30 anos.
Cônego Domingos Maltez próximo da Eliezer Levy



 

Catinga de mulata
Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.