ONG do Acre descobre:
Estrangeiros registram patentes
sobre produtos da Amazônia

Produtos naturais originários da Amazônia, utilizados há séculos por seus povos, como o cupuaçu, a andiroba, a ayahuasca (Santo Daime) e a copaíba, que poderiam significar grandes fontes de riquezas para o Acre, são patentes exclusivas de empresas americanas, japonesas, francesas e inglesas. Somente essas empresas podem utilizar o nome desses produtos e algumas fórmulas de sua industrialização.

As patentes estão registradas em agências de patentes japonesas, americanas, francesas, inglesas e da União Européia e a exclusividade dos direitos de comercialização abrangem desde os limites de países até toda a Europa e o mundo inteiro. A detenção das patentes por estrangeiros impede que organizações e empresas acreanas negociem os produtos no mercado internacional, causando, assim, um grande prejuízo aos povos do Acre e da Amazônia.

A gravidade da descoberta pode ser ilustrada com o exemplo do caso do cupuaçu. A empresa japonesa Asahi Foods Co. Ltd. de Kyoto, registrou várias patentes sobre a extração do óleo da semente do cupuaçu e a produção do chocolate de cupuaçu. A empresa registrou ainda o nome "cupuaçu" na União Européia e Estados Unidos, impedindo assim que na área de abrangência das patentes seja comercializado qualquer produto de outra empresa que contenha o nome da fruta.
Além do caso da Asahi Foods Co. Ltd., a empresa The Body Shop International Pic, do Reino Unido, detém em seu país os direitos sobre qualquer composição cosmética incluindo extrato de cupuaçu.

Ong acreana descobriu os casos

Os casos das patentes e marcas de produtos da Amazônia por empresas estrangeiras foram descobertos pela Ong acreana Amazonlink.org. Na tentativa de estabelecer comercialização de produtos de cupuaçu do Acre com uma empresa alemã, a Ong descobriu que a empresa japonesa detém a marca e posteriormente a patente. A Amazonlink.org foi orientada para que o nome cupuaçu não aparecesse sobre nenhuma hipótese nos produtos. A partir daí a organização passou a pesquisar e descobrir vários outros casos.

O presidente da Ong, Michael Franz Schmidlehner, diz que podem haver vários outros casos de recursos naturais da Amazônia que tenham marcas e fórmulas registradas ou patenteadas em outros países. Ele ressalta que a Ong continua pesquisando sobre marcas e patentes. Lembra que em alguns casos existem patentes no Brasil, mas apenas de alcance nacional. É o caso do cupulate, registrado pela Embrapa e, há 10 anos, por uma empresa chamada Chocan.
"O interessante é que a Ashi Foods afirma no registro da patente para extração do óleo do caroço do cupuaçu que ninguém nunca utilizou o caroço para nada e que eles foram os primeiros a descobrir o alto valor do óleo".

Michael faz questão de ressaltar que grande parte do trabalho foi feito pelo diretor da organização Jarbas Anute Costa. Ele frisa ainda que a Ong está buscando parcerias para forma um grupo de ação, de combate à biopirataria e de divulgação dos produtos. A Amazonlink.org possui contatos no exterior com Ongs interessadas no assunto.

Para Michael se for possível provar que os produtos e fórmulas foram descobertos e são utilizados tradicionalmente por povos da Amazônia, os registros de marcas e patentes poderão ser revistos. "Estamos em contato com organizações para nos ajudar no estudo para reverter esses registros e sobre qual será o impacto para os povos da Amazônia caso não se consiga reverter".

Organização defende a Amazônia

Fundada em setembro de 2001, com sede em Rio Branco, a Amazonlink.org é uma organização não governamental que defende a Amazônia, seus povos e incentiva o seu desenvolvimento divulgando as riquezas da região para o mundo e tentando realizar negócios.

Segundo seus organizadores, a Amazonlink.org quer "superar fronteiras políticas, culturais, ideológicas e de língua em prol da colaboração na preservação da Amazônia e no melhoramento das condições de vida de seus habitantes".

Entre os objetivos da organização: fornecimento contínuo de informação através da Internet e outros meios de comunicação no sentido de conscientizar pessoas sobre o ecossistema e a realidade social e cultural da Amazônia; estudo, pesquisa e divulgação das causas dos problemas ambientais e sociais da Amazônia e das possíveis soluções visando o desenvolvimento sustentável; promoção do intercâmbio de tais informações e idéias entre diferentes culturas e países através de tradução de línguas; democratização do acesso à tecnologia de informação e abertura de espaço para a articulação de organizações ambientalistas e sociais de base da Amazônia para divulgarem nacionalmente e internacionalmente seus objetivos.
(Amazônia.org)


 


Doce Amazônia

Doces e licores
de frutas regionais.
Deliciosos.
0XX96 224 1491


Bombons da Sol
Bombons de chocolate com recheio de frutas regionais.
Deliciosos,
Pedidos pelos telefones 223 4335 e 9964 7433

Tia Neném
Lanches, sucos naturais e comidas regonais e nacionais.
Tacacá especial.
Tradição de 30 anos.
Cônego Domingos Maltez próximo da Eliezer Levy



 

Titica
Cipó muito usado para a fabricação de móveis. Chegou à beira da extinção.
Perau
Lugar perigoso do rio. Parte mais funda, onde o rio "não dá pé".
Timbó
Um tipo de veneno usado para matar peixes. Bate-se a planta na água, e o veneno se espalha. sem contrôle, mata.
Catinga de mulata
Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.