Unifap rescinde contrato
com o governo
por falta de repasses

O reitor da Universidade Federal do Amapá (UNIFAP), professor João Brazão da Silva Neto, anunciou na tarde de ontem, durante entrevista coletiva, a rescisão do contrato com o Governo do Estado/Secretaria de Educação, para a realização dos módulos que funcionariam em janeiro e fevereiro de 2003, nos convênios Pólos Marco Zero, Serra do Navio, Cepa, Amapá, Porto Grande e Equinócio (segundo semestre).

A causa da rescisão do contrato foi o fato da SEED não ter repassado à Fundação de Apoio à Pesquisa e à Cultura da Unifap e do Estado do Amapá (FUNDAP) o valor de R$ 1,4 milhão, para a operacionalização financeira e administrativa dos pólos. Os convênios têm como finalidade a capacitação de professores, conforme determina a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB).

“Queremos comunicar aos professores e alunos dos diversos módulos dos pólos que a UNIFAP mantêm em parceria com o Governo do Estado, com interveniência da FUNDAP, que as atividades da universidade não poderão continuar no próximo semestre em virtude de dificuldades financeiras que o GEA encontrou e não pôde cumprir com a sua parte no desenvolvimento do programa. Isso forçou a FUNDAP a rescindir o contrato”, relatou o Reitor João Brazão.

O Pró-Reitor de Ensino de Graduação, Professor João Borges, disse que o Reitor determinou ainda na sexta-feira que fosse mantido contato com o GEA/SEED na busca de uma solução para o problema. “Foi marcada uma reunião para a última segunda-feira, mas infelizmente não aconteceu”.

O Diretor-Executivo da FUNDAP, Cirilo Simões, disse que o convênio firmado entre UNIFAP, Governo do Estado e prefeituras visa a realização de módulos para graduar os professores em determinado período. “O GEA e as Prefeituras se comprometeram em financiar esse programa que envolve 4 mil acadêmicos, a movimentação de dez pólos universitários envolvendo 13 das 16 prefeituras municipais. Há também uma movimentação interna de duas centenas de professores e técnicos”.

Cirilo Simões disse ainda que a Universidade cumpriu com muita competência a sua obrigação, e a FUNDAP como operadora indicada pelo convênio assinou com o GEA seis contratos para operar os pólos Amapá, Marco Zero, Serra do Navio, Cepa, Porto Grande e Equinócio (funciona no Centro de Referência de Desenvolvimento Sustentável-CRDS).

O recurso no valor de R$ 1, 4 milhão para a operacionalização desses pólos deveria ser repassado ainda em novembro para que as aulas pudessem iniciar em janeiro. “Mas o governo não fez o repasse”, lamenta Cirilo. No dia 6 de dezembro, a FUNDAP formalizou um documento alertando a SEED do risco de não poder operacionalizar os pólos. Dessa data até o último dia 26 foi mantido contato permanente com a chefia de gabinete da SEED, além da própria Secretária de Educação visando uma solução para o risco da não realização dos módulos. “Também temos mantido contato freqüente com a equipe de transição do governador eleito, que comandada pela professora Conceição Medeiros foi informada dos problemas”.

 

 


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Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
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Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.