Dalva defende universidade
estadual com
discussão pela sociedade

A governadora Dalva Figueredo afirmou nesta segunda-feira, 29, ao visitar as turmas dos professores do processo seletivo 2002, módulo de Serra do Navio que estudaram a 1ª etapa da Faculdade no Centro de Ensino Profissional do Amapá-CEPA, que é a favor de uma instituição estadual de ensino superior, mas, que esse projeto deve estar atrelado às necessidades e vocações do Estado.

Ela disse que não é contra o projeto de lei que sugere a criação de uma Universidade Estadual, mas diverge do foco do projeto, que propõe a implantação de cursos para formação de professores, demanda já atendida pela Universidade Federal.

De acordo com a governadora, a Instituição de ensino superior é importante e necessária, mas o projeto estadual deve ter a preocupação de não ser redundante.

Para que não haja superposição de objetivos, o projeto estadual vai passar por uma ampla discussão com a sociedade, comunidade acadêmica, trabalhadores em educação e todos os setores da sociedade e deverá se constituir num Centro de Estudos Superior que teria um embrião a partir do Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Amapá-IEPA.

A governadora anunciou que vai montar uma comissão multidisciplinar, composta por técnicos do IEPA, das Secretarias de Educação, Planejamento, Ciência e Tecnologia, Meio Ambiente e com a participação da Unifap, para iniciar os estudos da viabilidade desse Centro.

“Devemos propor cursos que atendam as necessidades do Estado e esteja ajustado com a nossa vocação econômica, regional, e aí sim, podermos avançar em áreas como: turismo, meio ambiente, farmácia, química de transformação de alimentos e etc, mas isso tudo vai ser discutido com a sociedade e é ela quem vai dizer o que quer. Nosso governo é assim, o povo tem voz e poder de decisão.” Afirmou a governadora Dalva Figueiredo

As cautelas do Estado com o projeto são em função de suas responsabilidades com a educação. A Lei de Diretrizes e Bases não proíbe o Estado de investir no ensino superior, mas normatiza as competências na área da educação. A preocupação, prioritariamente, está voltada para o ensino médio e os investimentos estão sendo feitos no sentido de universalizá-lo em todo o Estado. “Queremos levar o segundo grau a todas as sedes municipais. Mas cidades maiores através do ensino regular, e no interior onde não for possível implantá-lo regularmente, o disponibilizaremos de forma modular” diz. Outro aspecto abordado pela governadora com relação à educação, é o ensino fundamental e infantil de responsabilidade dos municípios, que em virtude de dificuldades financeiras as prefeituras não tem conseguido bancar esse nível da educação que legalmente é de sua inteira responsabilidade, fazendo com que o Estado socorra os municípios com assinaturas de convênios que garantam a esses jovens e crianças o estudo.

A governadora Dalva Figueiredo ressaltou também a área de atuação de cada poder, lembrando que o executivo é o ordenador de despesa, portanto, o projeto proposto e promulgado pela Assembléia extrapola sua área de competência. “Nós estamos em plena discussão do orçamento participativo. A sociedade da capital e do interior está construindo o orçamento do Estado para 2003 junto com os técnicos estaduais e é a hora de colocarmos, no momento que tivermos o projeto de estudo de viabilidade concluído, o dinheiro para execução do projeto, que exige uma soma significativa de recursos”.

Com relação ao local onde poderia funcionar o Centro de Ensino Superior, a governadora falou animadamente da possibilidade de Serra do Navio vir a abrigar a nova universidade, podendo se transformar em um Centro Universitário. A animação da governadora é em função das potencialidades turísticas e de infra-estrutura, que Serra do Navio dispõe. A medida se concretizada será importante para economia daquele município que enfrenta dificuldades.

Com o funcionamento do curso de pedagogia do processo seletivo especial, a economia serrana recebeu uma “injeção” significativa de dinheiro, através da movimentação do comércio e do setor serviços. Mas acautela-se a governadora: “Quem vai decidir são os técnicos e a sociedade”.

Roberto Gato

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Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.