Ponte do rio Oiapoque vai ligar
o Amapá ao "platô" das Guianas


A construção da Ponte sobre o Rio Oiapoque, que irá interligar definitivamente as fronteiras do Amapá e Guiana Francesa, foi a pauta principal da III Reunião de Cooperação Transfronteiriça, realizada de 28 à 30 deste mês em Macapá, no Amapá, no extremo norte do Brasil. A instalação da Comissão Bilateral Brasil-França, ocorrida nesta quarta-feira, 30, no auditório do Centro de Formação e Desenvolvimento de Recursos Humanos (Ceforh) marca o início dos trabalhos rumo à execução do projeto de construção da ponte.

Do lado brasileiro, a Comissão é presidida pelo embaixador Marcelo Jardim, Diretor-Geral do Departamento da Europa, do Ministério das Relações Exteriores; do lado francês, é presidida por Antoine Karam, presidente do Conselho Regional da Guiana.

Exatamente três anos. Este é o prazo que a Comissão recém instituída prevê para concluir a construção da ponte, cuja concorrência para a execução da obra será de caráter internacional, com recursos dos Governos Brasileiro e Francês. O investimento será de U$ 40 milhões, incluindo outras infra-estruturas necessárias para a unificação das fronteiras. O embaixador Marcelo Jardim garante que a Comissão terá autonomia total para abertura de licitação, contração, fiscalização da obra e execução de despesa. Ele anunciou que a primeira reunião efetiva da Comissão Bilateral Brasil-França acontecerá no dia 14 de março, cujo local ainda não foi definido.

Marcelo Jardim diz que todas as infra-estruturas que uma obra desse porte exige serão defendidas pela Comissão. Questionado sobre a atenção que seria dada para reforçar o policiamento nas duas fronteiras a partir da construção da ponte, Marcelo respondeu que uma das propostas seria a construção de um Centro de Segurança com o objetivo de “unificar” as policiais e reforçar a segurança nos dois extremos. Ele destaca que a relação diplomática que hoje o Governo Brasileiro mantém com a França é fundamental para a efetivação mais rápida expressiva das cooperações bilaterais.

VANTAGENS

Alain Rouquié, cônsul da França no Brasil, considera a construção da ponte um passo decisivo na consolidação das parcerias, “Entre as demais cooperações envolvendo o Amapá e a Guiana Francesa, esta tem maior dimensão econômica e maior peso político”. Ele destaca que tanto o governador do Amapá, João Alberto Capiberibe, e Antoine Karam, presidente do Conselho Regional da Guiana, demonstraram muita habilidade política e diplomacia para estreitar as relações entre as duas fronteiras que no século XVIII viveram períodos de conflitos e guerras. Hoje a realidade é outra e tanto o Amapá quanto a Guiana Francesa respiram ar de confiabilidade mútua que permite cooperações em vários setores: cultura, educação, saúde, esporte, meio ambiente, ciência e tecnologia, economia, turismo, infra-estrutura entre outros.

OTIMISMO

Para o governador Capiberibe, que participou de dois dos três dias de evento, a consolidação deste projeto colocará o Estado do Amapá às portas dos países vizinhos que integram o Platô das Guianas. “Estamos convictos dos benefícios e ascensão política e econômica que esse projeto trará para o povo francês e o povo brasileiro”, avaliou Capiberibe.

Segundo o governador, o Platô das Guianas reúne cerca de 3 milhões de pessoas que sequer se conhecem. “Além da proximidade física, a expectativa de viabilidade econômica e cultural com a França é bem otimista”.

A vontade política demonstrada tanto pelo governo brasileiro, quanto pelo governo francês mede com clareza a dimensão do projeto. “Esta integração terrestre diária do Amapá com a Guiana nos permitirá uma envergadura maior nos acordos políticos e econômicos com outros países”. Capiberibe fez um agradecimento particular aos representantes do Ministério das Relações Exteriores e autoridades francesas e guianenses que participaram da III Reunião de Cooperação Transfronteiriça.

O encerramento do encontro também foi nesta quarta-feira, no Centro de Convenções João Batista de Azevedo Picanço, com assinaturas de acordos de intenções, apresentação do Grupo Folclórico “Raízes do Botão” e coquetel oferecido aos participantes da reunião.


Bombons da Sol
Bombons de chocolate com recheio de frutas regionais.
Deliciosos,
Pedidos pelos telefones 223 4335 e 9964 7433


Tia Neném
Lanches, sucos naturais e comidas regonais e nacionais.
Tacacá especial.
Tradição de 30 anos.
Cônego Domingos Maltez próximo da Eliezer Levy



 

Jurupary
Ente do mal. Demônio dos olhos de fogo que vive na floresta
Piracema
Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.