Matadores de Peter Blake
suspendem greve de fome

Os matadores do navegador Peter Blake, Ricardo Collares e Izael
Pantoja, suspenderam ontem a greve de fome que mantinham desde o dia 1º de junho, na Cadeia Pública da Papudinha, em Rio Branco, exigindo serem recambiados para o Macapá, onde estão seus familiares.

No final da tarde um grupo de membros do Centro de Direitos Humanos entrou na Papudinha para conversar com os detentos, possivelmente a pedido do próprio bispo dom Joaquín Pertiñez, que recebeu na segunda-feira uma carta de apelo dos detentos. A informação foi confirmada pelo delegado federal Evandro Gomide, que administra o presídio, o qual explicou:

"Pela primeira vez os dois receberam as marmitas e não devolveram, por isso acreditamos que tenham suspendido sua greve de fome". De acordo com o delegado, eles não estão recebendo qualquer tratamento especial para sua recuperação.

"Desde o início da greve eles estavam sendo orientados por um preso que é enfermeiro a consumirem bastante líquido. Agora passaram a receber mais café e suco. Sinceramente o estado de saúde dos dois já nos preocupava bastante". No início da manhã havíamos conversado com Ricardo Collares, cuja magreza chamava a atenção de seus companheiros de cela. Nesse momento ele afirmou: "eu volto para o Amapá nem que seja num caixão".

Reclamou da demora da Justiça em examinar seus recursos e declarou que: "eles ficam fazendo jogo do empurra com as autoridades daqui, dizendo que as de lá resolvem e as de lá dizem que são as daqui, no final ninguém está nem aí pra gente".

Durante a greve, Ricardo foi hospitalizado duas vezes e teve de
receber soro cinco vezes, já Izael Pantoja foi hospitalizado três
vezes e recebeu oito frascos de soro para se hidratar. Seu problema principal era a hiper-tensão, que o fez desmaiar várias vezes com alterações que chegaram a 28 por 14.

Febre e dores - Ricardo explicou que: "a gente decidiu suspender a greve porque estávamos ficando muito doentes, a gente não tinha se preparado para uma greve, senti muita febre durante a noite e já não suportava mais as dores nos ossos. O Izael continua de cama porque além da pressão alta ele ainda sofre com a gastrite. A gente vai segurar a barra agora, mas se não formos atendidos vamos entrar em greve de fome de novo".
( A Tribuna )

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Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.