Brasileiros estão descobrindo
a Amazônia em exposição
no Sesc-Pompéia, em Sampa


Mais de 200 mil pessoas já visitaram a exposição Amazonia br e outros 20 mil são esperados até o final do evento, que encerra neste domingo (01/09) no SESC Pompéia. A diversidade ambiental, cultural e econômica da Amazônia encantou o público da maior metrópole brasileira e revelou uma realidade desconhecida do resto do país.

Apesar de ocupar metade do território brasileiro e de ser uma marca que exerce fascínio mundial, a Amazônia é pouco e mal conhecida dos brasileiros de outras regiões. Aberta em 15 de julho, a exposição Amazonia br mostrou que a curiosidade pela região é grande e esta primeira oportunidade de contato serviu para derrubar mitos e abrir as portas para a realidade da maior área de floresta tropical do mundo. A Amazonia br é uma realização da Saúde e Alegria e Sesc/São Paulo, com patrocínio do Guaraná Antártica e apoio do WWF-Brasil, Ministério do Meio Ambiente, Ibama, Ministério da Cultura, Governo do Amapá e Instituto Ethos, entre outros.
O WWF apóia o evento como um todo e é o curador do ciclo de palestras e da Exposição Educativa, na qual promove a Tenda da Biodiversidade, além de participar em outros módulos da mostra, como a Vila Amazônica, a sala de vídeo, a mostra de publicações e outros.

Todos os horários previstos para a visitação de escolas foram esgotados no primeiro dia aberto para reserva e a exposição foi visitada por até 900 escolares por dia acompanhados de professores e monitores da Amazonia br durante os quase 50 dias que durou o evento. Até agora, a mostra foi objeto de 112 matérias jornalísticas na mídia impressa, 9 entrevistas de rádio e 20 inserções em telejornais, enquanto o site do evento na Internet (ww.amazonia.br.net) registrou 33.700 page views, além de 150 mil page views sobre a mostra no site de O Estado de São Paulo. Além disso, 647 empresas contataram o Instituto Ethos para fazer contato com os amazônidas.
A exposição apresentou mais de 900 produtos da Amazônia e 350 expositores, sendo que foram comercializados 15.486 produtos das comunidades, o que reverteu R$ 77.500,00 para as mesmas (fora outros negócios fechados em paralelo). Todos os materiais utilizados no cenário da exposição são provenientes da Amazônia. A mostra também trouxe a São Paulo mais de 150 personalidades amazônidas ao evento, entre lideranças de diversas áreas, artistas e especialistas diversos para participações especiais em palestras, oficinas e shows. Em decorrência da Amazonia br, foi criado, sob a coordenação do Instituto Ethos, o Foro Empresarial de Apoio à Amazônia, que tem por missão inserir a Amazônia na agenda de responsabilidade social e ambiental das empresas. Com isso, foram atingidas as duas metas desta primeira edição: divulgar a Amazônia e promover iniciativas de desenvolvimento sustentável bem sucedidas na região.

Para o médico Eugenio Scannavino Netto, diretor geral do projeto Amazonia br, o evento foi muito positivo e seu sucesso garantiu a continuidade da exposição, que segue para a cidade de São Carlos (SP) em novembro e depois para Brasília e Rio de Janeiro, além de Portugal, Inglaterra e Alemanha, onde já está agendada para 2003. E em 2004 haverá uma nova edição da Amazonia br em São Paulo. "Conseguimos divulgar a Amazônia real, com toda a sua diversidade de natureza e de gente, seus problemas e suas soluções". Os visitantes saem da exposição com uma nova visão, de que "a Amazônia é viva, possui comunidades que sabem o que querem e elas precisam ser apoiadas. Aliás, este é o principal objetivo do evento: beneficiar diretamente a comunidade da Amazônia".

Esse é um ponto que ele quer reforçar nas próximas edições do evento: oferecer aos que querem ajudar um cardápio de necessidades, para que as comunidades e instituições locais possam ser fortalecidas. Outro ponto ressaltado por Eugenio é a quebra de dogmas: "a Amazonia br mostrou o que o brasileiro está fazendo na Amazonia e que, por exemplo, quem compra madeira ilegal é o Brasil e não a Europa".

Como o evento tem caráter interativo, a cada montagem ele será diferente, pois irá incorporar contribuições novas, explica Eugenio, que espera resolver a questão de captação de recursos para o evento. A primeira edição ficou com déficit devido à não concretização dos apoios prometidos, principalmente por parte de governos estaduais e federal. Para realizar o evento, foram arrecadados R$ 1,5 milhões, dos quais 85% do setor privado e organizações não-governamentais, além de outros recursos prestados como serviço. (WWF)

 

Bombons da Sol
Bombons de chocolate com recheio de frutas regionais.
Deliciosos,
Pedidos pelos telefones 223 4335 e 9964 7433


Tia Neném
Lanches, sucos naturais e comidas regonais e nacionais.
Tacacá especial.
Tradição de 30 anos.
Cônego Domingos Maltez próximo da Eliezer Levy



 

Catinga de mulata
Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.