Pesquisas apontam plantas
que podem fornecer extrato antiofídico


Fonte: Amazonas Em Tempo
www.emtempo.com.br


A Fundação de Medicina Tropical Manaus, através de sua Gerência de Ofidismo, localizada na avenida Pedro Teixeira, zona centro-oeste da cidade, está a um passo do pioneirismo biotecnológico com a obtenção de toxinas obtidas de plantas com poder de inibir atividades tóxicas proveniente do veneno de cobra. O estudo é desenvolvido desde 1992, pelo pesquisador Jorge Luís Lopez Lozano, que só depende da confirmação de alguns testes de laboratório para lançar o produto.

Uma coisa, porém, é certa: o Instituto de Medicina Tropical de Manaus trabalha com duas plantas, que mantém em segredo, com comprovado potencial de inibir a ação do veneno da cobra injetado no corpo humano. O grande problema da pesquisa ainda é com os possíveis efeitos tóxicos que podem ocorrer com a utilização do extrato antiofídico obtido dessas plantas

Os estudos estão praticamente concluídos. Os pesquisadores não têm mais dúvida de que as toxinas dessas plantas inibem o efeito do venero da cobra. O que precisam conhecer melhor é o comportamento dessas toxinas devido às atividades geradas pela ação do veneno como, por exemplo, a hemorragia, a baixa pressão arterial, a dor, entre outras.

Apesar dos avanços obtidos em quase 10 anos de pesquisa , o Amazonas pode perder a oportunidade de sair na frente de outros estados que, segundo Jorge Luís, também, querem a patente do extrato antiofídico.

"A questão é que fora do Amazonas, os pesquisadores trabalham com tecnologia. Aqui, a gente trabalha na marra", desabafa o pesquisador Jorge Luís, que é PhD em Biologia Molecular.

Há cerca de três anos e meio, conforme lembrou, o setor de Ofidismo aguarda pacientemente pela compra de um equipamento chamado de Sistema de Purificação Biomolecular, mas até o momento ninguém fala sobre o assunto. Enquanto isso, a solução é improvisar - coisa que, segundo Jorge Luís não dá certo em pesquisa.

"Fora do Amazonas somos olhados como burros, como meros fornecedores de matéria-prima porque não temos independência tecnológica. O que não falta aos pesquisadores do Amazonas são idéias inteligentes. O que falta é investimento. Tecnologia só se obtém com investimento, por isso sempre ficamos por trás", adverte. "Um Sistema de Purificação Biomolecular custa apenas R$ 120,00", completa.

O trabalho de biotecnologia desenvolvido pela Gerência de Ofidismo é baseado na experiência dos povos tradicionais da Amazônia que utilizam uma média de 200 a 300 espécies de plantas como remédios antiofídico. Só que, para a ciência, esses conhecimentos muitas vezes trazem dúvidas como, por exemplo, se a pessoa foi ou não picada por uma cobra peçonhenta.

Segundo o pesquisador, as vantagens do uso do extrato antiofídico em relação ao soro obtido do próprio veneno da cobra é que dispensa o acompanhamento médico e não oferece risco de vida como o soro antiofídico, que pode matar. Além disso, o extrato é de baixa toxidade, fácil de ser usado e não precisa ser armazenado em ambientes de baixa temperatura.

Outra vantagem apontada pelo pesquisador é que o extrato não precisa de um serpentário, de fazenda de cavalo para produzir o extrato. Ele assegura que a partir das plantas o custo é bem menor. No Amazonas, a incidência de pessoas picadas por serpentes é muito pequena. Poucos são os que morrem por ataques ofídicos.


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Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.