Parque Nacional das Montanhas do Tumucumaque

Região: Norte
Estado: Amapá e Pará
Município:
Área: 3,8 milhões ha
Criação:


O PARNA de Tumucumaque éo maior parque de floresta tropical do mundo; é quase do tamanho do Estado do Rio de Janeiro; tamanho maior que o da Bélgica; o parque consumirá 26,5 % da área total do Estado do Amapá.

O Parque Nacional das Montanhas de Tumucumaque abrange uma vasta região que se distribui pela fronteira norte do Brasil, no Estado do Amapá, além de uma pequena porção do Estado do Pará, na margem direita do rio Jari. É região de clima quente e úmido, dominada pela floresta tropical densa. Na porção centro-norte do parque a floresta é de alto porte e cobertura uniforme, com núcleos esparsos de árvores emergentes. As espécies que mais se destacam são maçaranduba, maparajuba, cupiúba, jarana, mandioqueira, louros, acapu, acariquara, matamatás, faveiras, abioranas, tauari e tachi.

Na região da Serra Lombarda, porção leste da área proposta, a floresta é exuberante e rica nas áreas de relevo residual, com porte alto e espécies emergentes. São características desta área os matamatás, breus, abioranas, cupiúba, jarana, acariquara e maçaranduba. Algumas espécies constituem grupos gregários nesta região, como acapu, apazeiro, cedrorana, pracachi, piquiá, tauari, e outras. No bloco oeste da área do parque, a floresta densa, com árvores emergentes, domina as porções mais movimentadas do relevo local (a serra do Tumucumaque). Ela varia entre floresta de alto porte, com predominância de angelim-pedra, maçaranduba e sorva e floresta de baixo porte, com bastante faveiras, quarubas e matamatás.

Nas áreas de relevo dissecado, a floresta densa, com árvores emergentes e alto porte é caracterizada pela maçaranduba, maparajuba, tauaris, faveiras e alguns angelins. Nos vales o açaí, o anani e as ucuubas dominam. Em trechos de solo mais pobres ou rasos, ocorre uma floresta de baixo porte. Nas proximidades do rio Jari, ocorrem manchas de florestas do tipo aluvial, com bastante ingá e faveiras ocupando os terraços, em meio à floresta dos terrenos ondulados.

Também observam-se afloramentos rochosos com vegetação de arbustos e gramíneas (carrasco). Nos morros do tipo "pão-de-açúcar" a vegetação é esparsa e com predominância de bromeliáceas e cactáceas. Tumucumaque tem uma fauna muito rica e pouco estudada, que vai desde espécies espetaculares de mamíferos, como os grandes carnívoros (a onça e a sussuarana) e primatas raros (cuxiu), cujas populações estão bastante reduzidas em outras regiões até as araras, marianinhas, jacus, beija-flores multicoloridos, como o beija-flor-brilho-de-fogo e grandes pássaros frugívoros da copa da floresta, tais como o anambé-militar, o pássaro-boi e o gainambé.

A região abriga as nascentes de todos os principais rios do Amapá, com destaque para o Oiapoque, o Jari, e o Araguari. O Oiapoque faz a fronteira do Brasil com a Guiana Francesa, tendo um traçado retilíneo, encaixado em extensa fratura tectônica. O rio Jari constitui a divisa entre os estados do Pará e Amapá e o rio Araguari é o principal curso d´água do Amapá, gerando energia e fornecendo água para abastecimento urbano. Dois divisores de águas se destacam na área do Parque: a serra do Tumucumaque e a serra Lombarda.

Morros residuais do tipo pão de açúcar (inselbergs) se destacam na paisagem da região oeste do parque. Os solos predominantes são de baixa fertilidade natural. O Estado do Amapá apresenta uma baixa ocupação humana como um todo, que se concentra na região da Capital. A área onde está sendo proposta a criação do Parque Nacional das Montanhas de Tumucumaque é inteiramente despovoada, não existindo aglomerados urbanos em seu interior.

A distância das sedes dos municípios até o limites mais próximo do parque é grande (Pedra Branca - 65 km; Serra do Navio - 52 km; Laranjal do Jari - 182 km; Oiapoque - 45 km; Calçoene - 85 km; distâncias em linha reta) e não existem acessos rodoviários - as poucas e precárias estradas existentes não chegam até os limites da área.

Geração de emprego e renda numa região carente, com poucas oportunidades, e de forma ambientalmente correta, possibilitando o desenvolvimento do interior do Estado de forma planejada e com qualidade de vida. Oportunidades de emprego surgirão diretamente pela contratação de servidores para integrar o quadro do IBAMA, e de inúmeras outras formas indiretas, seja para atuar em atividades e serviços para o próprio IBAMA, seja para prestar serviços de toda ordem e apoio para quem vier residir, trabalhar, pesquisar ou visitar a região do parque. A demanda por serviços novos e tradicionais vai crescer (hospedagem, alimentação, fornecimento de gêneros, aluguel de motores e embarcações, aluguel de aeronaves, guias de pesquisadores e turistas, etc).( Ambiente Brasil / Ibama )

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Bombons de chocolate com recheio de frutas regionais.
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Cônego Domingos Maltez próximo da Eliezer Levy



 

Catinga de mulata
Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.