TRIBUNAL DE JUSTIÇA E FUNDAÇÃO
BANCO DO BRASIL INAUGURAM
BARCO DA JUSTIÇA ITINERANTE

A inauguração do barco “TRIBUNA - A Justiça vem a bordo”, a realizar-se dia 7 do corrente, em Macapá, permitirá a expansão da modalidade de Justiça Itinerante Fluvial, desenvolvida pelos Juizados Especiais da Capital, em melhores e mais confortáveis condições, tanto para a equipe do judiciário quanto para os usuários. A obra foi possível graças a um convênio firmado entre a Fundação Banco do Brasil e o Tribunal de Justiça do Estado, destinando recursos financeiros para a construção de um barco regional especialmente para esse fim. Antes, as jornadas fluviais eram realizadas em barcos alugados e nem sempre atendiam a essas exigências. As jornadas ocorrem a cada dois meses, levando juiz de direito, promotor de justiça, defensor público, cartorário, equipe médica da prefeitura, técnicos do INSS, do Instituto de Terras e da Polícia Técnica do Estado. Durante uma semana percorrem as comunidades ribeirinhas da foz do Rio Amazonas, atendendo centenas de pessoas, resolvendo seus conflitos de interesse, emitindo documentos e prestando-lhes assistência médica.

O Amapá está entre os quinze Estados brasileiros que ganharam apoio financeiro da Fundação Banco do Brasil dentro do projeto “Justiça Itinerante” do programa de apoio à Modernização e Informatização do Poder Judiciário Brasileiro. O valor concedido pela FBB é de R$ 216.300,00 e a contrapartida do Judiciário é de R$ 80.000,00.

PROJETO ECOLÓGICO
O Presidente do Tribunal de Justiça do Estado, desembargador Carmo Antônio de Souza, destaca o valor inédito de R$ 216.000,00 aprovado pela Fundação Banco do Brasil, lembrando que até hoje, nenhum projeto havia ultrapassado a cifra de R$ 100.000,00 no âmbito daquela instituição. Ele atribui isso ao reconhecimento, por parte da Fundação, do trabalho relevante da Justiça Itinerante em prol das comunidades ribeirinhas e do primoroso projeto de construção do barco a ser utilizado nas jornadas fluviais, que reflete a preocupação do judiciário com o meio ambiente. “A embarcação foi projetada com o propósito de atender exclusivamente a Justiça Itinerante, obedecendo aos padrões de conforto e higiene não apenas aos membros da magistratura, ministério público e técnicos das instituições que acompanham as jornadas, como também aos jurisdicionados que em geral são atendidos dentro do barco”, destacou lembrando que também consta do projeto a instalação de estações de tratamento de água e de esgoto, de forma a não ser lançada no Rio Amazonas nenhuma substância poluidora. “Será uma embarcação ecologicamente correta”, enfatiza.

ESPECIFICAÇÕES

Trata-se de embarcação de madeira, do tipo regional,para navegação fluvial com capacidade para transportar até 65 pessoas e 23,8 toneladas de carga, com requisitos de segurança superiores a normas da Diretoria de Portos e Costas da Marinha Brasileira. Tem comprimento de 22,50 metros e boca moldada de 4,8 metros. Possui uma sala de audiência para 10 pessoas e dois camarotes climatizados, sendo um equipado com computadores, radar, ecobatímetro, rádios VHS e SSB para comunicação e antena parabólica. Está equipado com motor de 200 hp e dois grupos geradores de 15 e 25 KVA. Foi construído no Estaleiro WB Oliveira e Sena, em Santana e sua inauguração será no dia 07 do corrente, às 17 horas, na rampa do Santa Inês, localizada na orla da cidade.

“TRIBUNA - A Justiça vem a bordo” - O nome da embarcação foi escolhido através de concurso interno, divulgado pela intranet do TJAP, do qual participaram tanto os servidores efetivos quanto os cedidos à Justiça do Estado por outras instituições. A vencedora foi a soldado policial militar feminina Lucirene Acácio Fima, que presta serviço no Gabinete Militar no Tribunal desde abril de 2002.

( Assessoria de Imprensa do Tribunal de Justiça)
Fotos: Fátima Gama / Tjap

Bombons da Sol
Bombons de chocolate com recheio de frutas regionais.
Deliciosos,
Pedidos pelos telefones 223 4335 e 9964 7433


Tia Neném
Lanches, sucos naturais e comidas regonais e nacionais.
Tacacá especial.
Tradição de 30 anos.
Cônego Domingos Maltez próximo da Eliezer Levy



 

Catinga de mulata
Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.