RIO+20: EM 10 ANOS, BRASIL QUER TRIPLICAR
A ÁREA DE FLORESTA AMAZÔNICA PROTEGIDA

O GEF- Global Environment Facility, o Banco Mundial e a organização ambientalista WWF-Brasil unem-se ao governo brasileiro para o lançamento, em Johannesburg, de um novo programa destinado a triplicar a área de floresta tropical sob proteção federal.

Dessa forma, tentam garantir a conservação ambiental de uma extensão quase do tamanho do estado da Bahia (ou da Espanha) e equivalente a 12% do total da floresta amazônica, que hoje ocupa 4,1 milhões de km2 no Brasil, aproximadamente metade do território nacional.

Com duração de 10 anos, o Programa ARPA - que significa 'Áreas Protegidas da Amazônia' - foi anunciado nesta terça-feira (03) em Johannesburg, onde acontece a Cúpula Mundial sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio + 10). O ARPA vai proteger 500 mil km2 (ou 50 milhões de hectares) representativos das 23 ecoregiões do bioma Amazônia, incluindo os vários tipos de paisagens e recursos genéticos, bem como da diversidade de comunidades locais que
poderão se beneficiar do Programa.

"Nosso compromisso com a conservação da floresta amazônica deixou de ser uma promessa. Mediante a união de esforços com nossos parceiros e da implementação do Programa ARPA, o Brasil dá um exemplo de conciliação das prioridades ambientais e sociais. Seguem-se passos concretos. O primeiro ocorreu 12 dias atrás", disse o presidente Fernando Henrique Cardoso, ao
referir-se à criação do Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque, com 38.867 km2, hoje o maior parque nacional do mundo em área de floresta tropical.

O objetivo de longo prazo do Programa ARPA -500 mil km2 - tem um custo estimado de US$ 395 milhões para os próximos 10 anos. Os parceiros assinaram uma declaração conjunta que expressa seu firme apoio aos objetivos de curto e longo prazo do ARPA e garante US$ 81,5 milhões para a Fase I, com duração de 4 anos. O Governo Brasileiro entra com US$ 18,1 milhões. Outros US$ 30 milhões já foram aprovados pelo GEF, o WWF-Brasil anunciou US$ 16,5 milhões, a agência bilateral alemã Kreditanstalt für Wiederaufbau (KfW) US$ 14,4 milhões, e US$ 2,5 de outros doadores. O Banco Mundial e o WWF se comprometeram ainda a captar outros US$ 70 milhões cada um para ajudar a custear os objetivos de longo prazo do Programa.

"A Amazônia é um tesouro da biodiversidade", afirmou Mohamed T. El-Ashry, presidente e o mais alto executivo do GEF. "E é também a maior e mais
importante fonte de água doce do Brasil e da região. Esse Programa é importante para a população do Brasil, da região e do planeta".

A Fase I do Programa ARPA irá criar, até 2006, um total de 90 mil km2 de novas áreas protegidas para uso restrito, tais como parques nacionais e reservas biológicas , além de outros 90 mil km2 de novas áreas de
desenvolvimento sustentável, tais como as reservas extrativistas , de forma a viabilizar a vida das comunidades locais.

O número e a localização dessas novas áreas serão definidos com base nas prioridades de conservação estabelecidas no Programa Nacional de Biodiversidade - Probio. Além disso, nesta primeira fase o ARPA implementará 70 mil km2 de áreas protegidas já existentes, beneficiando assim 20 parques e reservas. A Fase I do Programa aumenta de 4% para 8,4% a área total de floresta protegida na Amazônia brasileira. As demais fases que se seguem referem-se aos 12% restantes do objetivo total fixado para 2012.

"Este programa assegura, não somente para os amazônidas como para toda a sociedade brasileira, a conservação dos recursos naturais da Amazônia, de forma a garantir a biodiversidade e promover o desenvolvimento
socioeconômico da região com base no uso racional da floresta. A parceria que viabilizou o Programa ARPA deveria, inclusive, ser ampliada para maximizar seus benefícios", afirmou o secretário-geral do WWF-Brasil, Garo Batmanian.

A iniciativa brasileira é o último passo da aliança firmada entre o Banco Mundial e a Rede WWF na Aliança para a Conservação e Uso Sustentável das Florestas. Fundada em 1997, essa aliança tem sido responsável pela união de governos, setor privado e sociedade civil para a redução do índice de
destruição e degradação das florestas em âmbito mundial.

"Salvar as florestas tropicais é crucial para o desenvolvimento sustentável e
é necessário ampliar a escala de nossos esforços até um nível sem precedentes. O ARPA é um exemplo excelente. Esta é uma ação de significado global e eu parabenizo o presidente Cardoso e a população do Brasil por este notável presente ao futuro", disse o presidente do Banco Mundial, James D. Wolfensohn. "O Banco Mundial tem orgulho de ser um parceiro ativo nesta iniciativa de equilibrar a proteção das riquezas ambientais da Amazônia com a qualidade de vida da população amazônica".

Um dos aspectos inovadores do Programa ARPA é a criação de um Fundo Fiduciário cuja renda vai garantir a manutenção futura dos parques e reservas. O Programa está baseado numa abordagem descentralizada e participativa, e o respeito aos interesses das comunidades e outras partes interessadas será garantido na criação dos parques e reservas através de um comitê representativo para a administração do Programa.
Além disso, o programa busca uma maior integração socioeconômica com a sociedade local mediante o trabalho na zona do entorno das áreas protegidas. O ARPA terá ainda um sistema de monitoramento e avaliação da biodiversidade tanto no âmbito do parque ou reserva como em nível regional.
O Programa ARPA significa o cumprimento do compromisso público assumido pelo presidente Fernando Henrique Cardoso em 1998, de proteger 10% da Amazônia brasileira sob a forma de áreas de proteção integral. Esse objetivo original foi depois ampliado e inclui, agora, também as áreas de uso sustentável.(WWF)

Fatos e Números do ARPA 3 de setembro de 2002
Sobre toda a Floresta Amazônica:

· É a maior floresta tropical do mundo;
· Abriga a Bacia do Rio Amazonas, maior fonte de água doce do mundo: mais de
1.000 rios atravessam a floresta e a bacia abrange uma área de 8 milhões de
km2 distribuídos em 9 países da América do Sul; · Tem grandes estoques de
madeira, borracha, castanha do Brasil, peixes, minerais, plantas das quais
se extraem essências e óleos de uso medicinal, cosmético e para alimento.

Sobre a Floresta Amazônica no Brasil:
· Tem 4,1 milhões de km2 e ocupa metade do território nacional, com um
tamanho equivalente a mais de 20 países europeus juntos; · Representa 1/3 da floresta tropical existente no mundo;
· Compreende 23 ecorregiões que possuem uma quantidade ainda desconhecida de espécies que só existem lá; uma ecorregião é uma unidade de paisagem com cobertura vegetal, fauna e tipos de solo específicos.

Sobre a biodiversidade - Amazônia possui uma das maiores diversidades genéticas do planeta e inclui no mínimo:
· 350 espécies diferentes de mamíferos, tais como onças, preguiças, pacas e inúmeros primatas, · 950
espécies de aves, tais como araras e águias;
· 2.000 espécies de peixes de água doce;
· 2,5 milhões de espécies de insetos;
· Muitos milhares de espécies de plantas, como por exemplo o mogno.

O Programa ARPA (2002 - 2012) irá:
· Proteger 500 mil km2 (ou 50 milhões de hectares) de floresta amazônica - uma área do tamanho do estado da Bahia, ou da Espanha - através da criação de um mosaico de áreas protegidas para uso restrito (como, por exemplo, os parques nacionais e reservas biológicas) e áreas protegidas para uso sustentável (como reservas extrativistas e reservas de uso sustentável), onde as comunidades locais podem melhorar sua renda mediante a exploração dos recursos naturais enquanto preservam sua cultura - Criação e implementação de 90 mil km2 de áreas protegidas de uso sustentável; -
Implementação de 125 mil km2 de áreas protegidas de uso restrito;

· Significa triplicar o percentual de floresta tropical atualmente protegida
na Amazônia brasileira, passando de 4% para 12%; · E proteger 3,6% das
florestas tropicais do mundo;

O ARPA também vai:

· Criar um Fundo Fiduciário para assegurar a viabilidade financeira de longo
termo das áreas protegidas. Após a consolidação dessas áreas, elas estarão
elegíveis para receber parte da renda desse Fundo, que será usada para
cobrir os gastos de manutenção. É a primeira vez que se cria esse tipo de
Fundo no Brasil;

· Estabelecer um sistema participativo aberto às comunidades locais e outras partes interessadas no processo decisório
relativo à criação e implementação de áreas protegidas;

· Estabelecer um sistema de monitoramento e avaliação da biodiversidade em âmbito do parque ou reserva e também em nível regional;

· O Programa ARPA tem um custo
estimado de US$ 395 milhões;

· Além dos recursos já assegurados para a Fase I do ARPA, o Banco Mundial e o
WWF comprometeram-se a captar US$ 70 milhões cada um para ajudar a atingir
os objetivos de longo prazo do Programa.

A Fase I do ARPA (2002 - 2006) vai:

· Criar 90 mil km2 de novas áreas protegidas para uso restrito, o que
significa um aumento de 75% sobre o total de áreas protegidas já existentes;

· Criar 90 mil km2 de áreas protegidas de uso sustentável, o que significa
um aumento de 250% sobre o total já existente;

· Implementar 70 mil km2 de áreas protegidas já existentes, o que irá beneficiar 20 parques e reservas;

· Aumentar a área de floresta sob proteção federal, que hoje equivale a 4% do total, para 8,4%;

· O custo está orçado em US$ 81,5 milhões, a serem fornecidos pelo Governo Brasileiro (US$ 18,1 milhões), pelo GEF (US$ 30 milhões), o WWF-Brasil (US$ 16,5 milhão), a agência bilateral alemã KfW (US$ 14,4 milhões) e outros doadores (US$ 2,5 milhões). ( Agência Brasil )


Bombons da Sol
Bombons de chocolate com recheio de frutas regionais.
Deliciosos,
Pedidos pelos telefones 223 4335 e 9964 7433


Tia Neném
Lanches, sucos naturais e comidas regonais e nacionais.
Tacacá especial.
Tradição de 30 anos.
Cônego Domingos Maltez próximo da Eliezer Levy



 

Catinga de mulata
Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.