Deputado quer renegociar
acordo de Alcântara para
restabelecer soberiania


O deputado Nilson Mourão (PT-AC) apresentou indicação à Comissão da Amazônia para que o presidente da República retire a mensagem nº 296/01, que encaminha o texto do acordo entre o Brasil e os EUA para uso da base de Alcântara, no Maranhão. "Esse acordo precisa ser renegociado com o governo norte-americano para restabelecer o princípio da soberania nacional",
afirmou.

Ele apresentou a indicação durante a audiência pública na Comissão da Amazônia que discutiu o impacto do acordo para a população. A procuradora regional da República, Déborah Duprat, chamou a atenção para a situação trágica das famílias que vivem na região há 200 anos. A procuradoria sustenta que a posse da terra é direito das populações remanescentes de quilombos, que estão impedidas de acessar as praias e matas da região.

O deputado Marcos Afonso (PT-AC) disse que submeter o país a um acordo dessa natureza é "um constrangimento de lesa-pátria". "Temos que ter uma visão holística dessa discussão, sem xenofobia, mas preservando nossa soberania, nossa autonomia e fazendo uma acordo que permita um trabalho de cooperação", afirmou ele.

Nilson Mourão acredita que é preciso garantir o aperfeiçoamento do programa espacial brasileiro e as restrições previstas no acordo prejudicam esse avanço. "Podemos assinar um acordo com os Estados Unidos, mas em termos que sejam vantajosos para ambas as partes e que não prejudiquem a população do município de Alcântara", afirmou.( informes )

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Catinga de mulata
Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.