CPT mostra detalhes sobre o
Partque do Tumucumaque

No apagar das luzes de seu governo, o presidente FHC pretende criar o maior parque nacional do mundo. A conferência Rio+10, em Johannesburg, será o palco desta ação. Ele pretende criar no Amapá o Parque Nacional das Montanhas do Tumucumaque que abrangerá uma área de mais de 3,8 milhões de hectares, cerca de 27% do território do estado.
É bom lembrar que o parque nacional é uma unidade de conservação de uso indireto: isto significa que nele não poderão ser realizadas outras atividades, além da pesquisa científica e do turismo controlado.

No Amapá já estão destinados a unidades de conservação de uso indireto 1,2 milhões de hectares e outros 3,2 milhões de hectares são ocupados por unidades de conservação de uso direto, onde podem ser feitas atividades de manejo.

Com a criação do Parque Nacional do Tumucumaque, 58% do estado será ocupado por áreas de conservação. Isso sem contar a faixa de dez quilômetros da área de entorno exigida por lei.

Em troca, o governo federal promete ao Amapá notoriedade internacional, muito turismo e algumas medidas compensatórias para os municípios atingidos.

Não dá para confiar, visto que todas as unidades de conservação de uso indireto, que já temos, carecem de recursos, de plano de manejo, de fiscalização e que, até hoje, não trouxeram nenhum benefício para os municípios e para o estado que as abriga.

Não vemos, também, motivos que justifiquem toda esta pressa, uma vez que o seminário em que foi feita a proposta de se criar uma unidade de conservação, nesta região, deixou claro que eram necessários maiores estudos para definir o tipo da mesma e que as ações podiam ser de longo prazo pois não havia e nem há risco de degradação.

Esta decisão, contestada frontalmente pela população local, nas audiências públicas realizadas nos municípios atingidos, só atende aos compromissos internacionais, aos quais os países pobres se sujeitam mas que são, leviana e regularmente, desprezados pelos países ricos.

Não estamos contra a criação do Parque Nacional. O que se quer é que o Parque não seja mais um estorvo e um empecilho ao desenvolvimento social e econômico do estado.

O que queremos é simples:


1 - Queremos que seja reconhecido à sociedade amapaense o direito de participar desta decisão e queremos administrar e fiscalizar a unidade de conservação que vier a ser criada;


2 - Queremos que o decreto só seja assinado depois que forem feitos os estudos necessários para que a decisão seja tomada de maneira competente e consciente;


3 - Em vista do serviço que estamos prestando a toda a humanidade preservando mais da metade do nosso estado, queremos uma recompensa adequada, através de benefícios sociais e econômicos que possam garantir à população local, aos municípios e ao Estado atingidos pelo projeto, seu desenvolvimento social e sua segurança econômica. Estes benefícios - que devem ser estipulados, com a participação da sociedade e do governo amapaense - deverão contar com recursos federais, alocados para isso e com a contribuição internacional vinda, sobretudo, dos países mais ricos, através dos mecanismos de desenvolvimento limpo e dos programas de proteção ambiental.

Não estamos pedindo nada que não seja nosso direito. Não queremos e não podemos abrir mão deste mínimo indispensável. Não é justo que a preocupação com o ambiente seja às custas da população amapaense: não é legítimo e menos ainda sustentável.


Bombons da Sol
Bombons de chocolate com recheio de frutas regionais.
Deliciosos,
Pedidos pelos telefones 223 4335 e 9964 7433


Tia Neném
Lanches, sucos naturais e comidas regonais e nacionais.
Tacacá especial.
Tradição de 30 anos.
Cônego Domingos Maltez próximo da Eliezer Levy



 

Catinga de mulata
Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.