Médicos cubanos entram
com recurso na justiça

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) está aguardando apenas o resultado do recurso impetrado pelos médicos cubanos, quanto ao resultado da prova de português, para dar continuidade à implantação do Programa Saúde Família, no Estado do Amapá. O recurso foi impetrado individualmente pelos 34 médicos reprovados nos exames de suficiência da lingua portuguesa, tendo em vista o índice de aprovação ter sido muito baixo. Os reprovados duvidaram dos resultados e entraram com recurso legal na justiça. O exame da língua portuguesa é o requisito número um para a validação do diploma de profissional estrangeiro.

A odisséia dos médicos cubanos já conta mais de sessenta dias. Chegados a esta capital a 27 de abril do corrente ano, eles participaram da primeira etapa do projeto, tomando parte de seminários e cursos de adaptação à saúde nacional e local, visitaram as localidades ondem deverão atuar e conheceram os costumes das comunidades. Ao realizarem a prova de língua portuguesa, para validação dos diplomas, só quatro foram aprovados, o que deixou inconformados os que foram reprovados. Duvidando desses resultados eles decidiram entra na justiça, pelo que aguardam a decisão final.

O governo do Estado já pediu apoio da bancada governista no sentido da implantação do projeto. Pode-se dizer que o Programa Saúde Família tem encontrado algumas barreiras para sua realização, principalmente da oposição, que se ampara no fato de que os médicos brasileiros foram relegados pelo governo. Todavia, essa afirmativa não procede, já que o Governo do Estado, ao pensar na criação do programa, começou convocando médicos brasileiros, através de edital publicado em todo o país. Só depois da indiferença dos nossos profissionais, foi tomada como alternativa a contratação dos médicos cubanos.

Leal Di Souza

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Bombons de chocolate com recheio de frutas regionais.
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Lanches, sucos naturais e comidas regonais e nacionais.
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Tradição de 30 anos.
Cônego Domingos Maltez próximo da Eliezer Levy



 

Catinga de mulata
Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.