Oiapoque decide onde aplicar recursos
através do Orçamento Participativo

Depois de percorrer vários outros municípios do Estado e bairros da capital, o programa do Orçamento Participativo chegou ao Oiapoque, na última sexta-feira, 2. Um grande número de moradores de todas as localidades do município se reuniu na área coberta de uma escola local, contando inclusive com a presença de representações das aldeias indígenas da região. Entre outros lá estavam o cacique Geraldo Lodd, da aldeia de São José do Galibis, cacique Felipe Anika, da aldeia do Paxiubal, vice-cacique professor Alberto, da aldeia de Kamarumã e o cacique Genésio, do Sumauma.

Depois da abertura oficial do evento, a governadora Dalva Figueiredo fez um relato sobre a importância do OP, mostrando como deveria se processar a plenária, quando o próprio povo teria a oportunidade de definir onde e como devem ser investidos os recursos públicos para melhorar a vida da comunidade. Alguns oradores locais que antecederam a plenária foram veementes quando denunciaram a inércia da Prefeitura do Oiapoque, em relação aos problemas da cidade e do interior. A governadora demorou-se cerca de 45 minutos na sua exposição, sendo várias vezes interpelada pelos comunitários, que faziam perguntas e davam sugestões sobre os problemas que mais afligem a população. Durante a exposição que fez, a governadora anunciou novidades para o Oiapoque, entre outras, a licitação para a construção do quartel do Corpo de Bombeiros, em terreno cedido pela CEA. A implantação da Polícia Interativa foi outra iniciativa anunciada na oportunidade. A governadora informou a chegada das máquinas do Detrap para limpeza geral da cidade e recuperação de ruas; sobre a construção da escola da Vila Brasil; reforma do Centro Cirúrgico, que dentro de dez dias contará com um cirurgião; inauguração do Centro de Reabilitação do Creap; implantação da Agência Transfuncional, na área de hemoterapia; ampliação da energia elétrica dos bairros Infraero, Universidade, Paraíso, Oiapoquizinho, Cabralzinho, Russo e Planalto, cujos postes já estão a caminho da cidade; recuperação da ponte do Palha e da ponte de Clevelândia, recuperação dos ramais do aeroporto e de Clevelândia,. Após a fala da governadora, a coordenação do OP reuniu as comunidades em grupos isolados para que cada representação fizesse sugestões necessárias às melhorias de suas regiões. A reunião de plenária se prolongou até o fim da tarde, sendo bastante concorrida pelo público.

Bombons da Sol
Bombons de chocolate com recheio de frutas regionais.
Deliciosos,
Pedidos pelos telefones 223 4335 e 9964 7433


Tia Neném
Lanches, sucos naturais e comidas regonais e nacionais.
Tacacá especial.
Tradição de 30 anos.
Cônego Domingos Maltez próximo da Eliezer Levy



 

Catinga de mulata
Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.