Instituto carioca tem
"um norte para o teatro"
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“Um Norte para o Teatro”, é o nome do projeto que o Instituto TÁ NA RUA para as Artes, Educação e Cidadania, fundado pelo dramaturgo Amir Haddad, no Rio de Janeiro, depois de passar por Rio Branco (AC) e Belém (PA), chega a Macapá para ministrar oficinas de teatro e apresentar os espetáculos “Mas que nada Brasil! – revista de rua” e “A Saga de Zé Rapadura”.

O Instituto que já tem 22 anos de atividade, dedicados à criação, pesquisa e formação no âmbito do teatro de rua no Brasil, aos poucos vem plantando sua semente na Amazônia.

Há três anos o genial Amir Haddad, convidado pelo Governo do Estado, tem vindo ao Amapá para contribuir, com sua vasta experiência, sobretudo no campo das artes, na montagem cultural da programação da Expo-Feira da Fazendinha e nas comemorações de fim de ano. No reveillon de 2000, com atores do teatro local, montou no monumento Marco Zero do Equador, mostrando para todo o Brasil, através do programa Fantástico, da Rede Globo, o Auto do Jumento (uma história bem brasileira sobre o Natal, escrita pelo saudoso poeta Patativa do Assaré), usando no espetáculo a experiência do teatro de rua. Em 2001 a montagem se repetiu com a mesma repercussão e sucesso.

Agora o Instituto TÁ NA RUA vem a Macapá para fincar a sua bandeira apontando “Um Norte para o Teatro”.

Desde a segunda-feira (2) que o grupo, formado por nove profissionais – entre diretor, produtor e atores –, vem realizando oficinas à classe de atores e simpatizantes locais no palco do Teatro das Bacabeiras.

O projeto “Um Norte para o Teatro” concorreu e foi aprovado no Prêmio Encena Brasil de circulação nacional de espetáculos. “A nossa opção pela região Norte não foi casual, mas, porque já vinha sendo desenvolvido um trabalho pelo Amir Addad aqui na Amazônia, e também por se tratar de uma inversão geopolítica nos eixos culturais do Brasil”, disse o ator Alexandre Santini. “Dificilmente uma companhia, um grupo constituído no eixo cultural Rio-São Paulo, sai para uma empreitada como essa de vir para o Norte. Nós queremos com esse projeto redescobrir o Brasil”, completou o ator.

A nossa “Beatriz” Bárbara Casto

Apesar do grupo ser carioca, no elenco há uma produtora e também atores da Amazônia. É o caso da paraense Rita Ferradaes (a produtora), do ator amazonense Daniel Rolim e da atriz tucuju Bárbara Castro – ambos, hoje, radicados e estudantes de teatro na cidade do Rio de Janeiro. O dramaturgo Amir Addad é o descobridor desses talentos.

“O teatro que estou fazendo no Rio de Janeiro – e aí incluo o teatro de rua – está fazendo um bem enorme pra mim, devido ao contato com o povo, com as pessoas simples da rua. Como ser humano, estou aprendendo a crescer, me desvincular do materialismo, da babaquice de valorizar as pessoas pelos bens materiais que elas possuem. Já como estudante de teatro, estou perdendo o medo que tinha de assumir essa condição de querer ser verdadeiramente uma atriz. É uma barra estar longe da família, mas eu fui ao Rio pra vencer e vou vencer, porque o teatro é o meu grande sonho”, disse, no intervalo da oficina, com os olhos cintilantes, a nossa “Beatriz” Bárbara Castro.

Cantamos o “Hino do Acre”

A passagem do grupo pela capital acreana foi, segundo o ator Santini, do ponto de vista cultural e político, histórica. O próprio Santini relata o que viveu o grupo em Rio Branco: “Nós participamos da mobilização e da vigília que lotou a praça, por milhares de pessoas, em defesa da candidatura de Jorge Viana (PT) à reeleição ao governo do Acre. Não tem como não tomar posição política num momento como aquele. O nosso espetáculo se incorporou à manifestação contra o golpe que tentaram dar na democracia. Cantamos o “Hino do Acre” junto com o povo e agora, felizmente, a justiça se fez valer, mantendo o registro da candidatura do Jorge”.

Quanto à passagem por Belém, o TÁ NA RUA, com apoio do Instituto de Arte do Pará, realizou oficinas reunindo atores de vários grupos que fazem o teatro paraense.

No elenco da novela “Por Amor”

Lucy Mafra, responsável pela direção artística e roteiro dos espetáculos, além de ministrar as oficinas, é também atriz e bastante conhecida do grande público. Na novela “Por Amor”, que a Rede Globo apresenta em “Vale a Pena Ver de Novo”, Lucy está no elenco fazendo a Santa, mulher do síndico do prédio onde mora Helena, a personagem interpretada por Regina Duarte. Ela afirma que a turma que participa das oficinas é ótima e que “fazer esse intercâmbio com o Amapá, com a Amazônia como um todo, cresce a esperança de se ter uma vida cada vez melhor à medida em que se vai plantando sementes, nessa grande troca cultural”. O ator José de Jesus completa o pensamento da diretora dizendo: “O Tá na Rua é um grupo de teatro popular de qualidade, que vem a Macapá trazendo boas idéias e que vão servir à classe como um trabalho de reciclagem e aprimoramento à nossa arte de representar”.

“Mas que nada, Brasil!” e “A Saga do Zé Rapadura”

O primeiro espetáculo “Mas que nada, Brasil! – revista de rua”, que faz uma crítica bem humorada sobre a realidade brasileira a partir de temas atuais e históricos, será apresentado às 19h30 desta sexta-feira (6), nas escadarias do Teatro das Bacabeiras. “A Saga de Zé Rapadura”, espetáculo de rua apresentado pela Tropa de Palhaços de 5a (grupo criado há três anos por atores do TÁ NA RUA), narra a história de um imigrante nortista igual a tantos outros que resolve tentar a sorte no Rio de Janeiro, encontrando em seu caminho personagens reais do cotidiano de uma grande cidade. Esse espetáculo será apresentado domingo, também a partir das 19h30, mas no Museu Sacaca do Desenvolvimento Sustentável.

Os espetáculos que Macapá vai assistir foram apresentados no II Fórum Social Mundial de Porto Alegre (RS). Pela temática abordada e boa receptividade do público, o grupo achou por bem inclui-los no projeto itinerante pela Amazônia.

“Um Norte para o Teatro” chega ao Amapá com apoio do Governo do Estado.

Aroldo Pedrosa

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Catinga de mulata
Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.