Saúde organiza seminário
para discutir
violência contra a mulher

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) organiza o segundo Seminário Estadual de Assistência à Mulher Vítima de Violência Sexual ou Doméstica. O objetivo é dar visibilidade à violência doméstica e sexual praticada contra mulheres e organizar a rede de serviços que prestam atendimento à mulher vítima. “Nossa finalidade é estreitar os laços com essas instituições”, afirma Conceição Soutelo, Coordenadora do Seminário e chefe da Unidade.

Serão tratados, entre outros assuntos, aspectos da “Violência do Gênero: Uma questão de Saúde Pública”; “Rede de Assistência às Mulheres Vítimas de Violência: avanços e limitações” e “Aspectos jurídicos da Assistência às Mulheres Vítimas da Violência Sexual”.

O evento acontecerá no dia 19, a partir das 8h30, no Centro de Referência de Desenvolvimento Sustentável (CRDS). A coordenação espera 180 pessoas, representantes de órgãos públicos e organizações não-governamentais. “O nosso trabalho é também com as ONGs de mulheres para que elas conheçam o serviço prestado pela rede e se conscientizem dos seus direitos, para que tenham coragem de fazer uma denúncia”, diz Conceição, que enfatiza a importância da participação das mulheres “É importante que elas externem suas expectativas em relação a essa questão e saibam que têm direito a um atendimento mais digno, mais humanitário”. De acordo com as estatísticas apenas 10% das mulheres violentadas têm coragem de denunciar.

Rede de Assistência
A rede de assistência às mulheres vítimas de violência é composta pela Delegacia de Mulheres, Casa Abrigo, Hospital da Mulher “Mãe Luzia”, Defensoria Pública (Defenap), Polícia Técnica e Científica (Politec) e Ministério Público. Segundo Conceição, a SESA tem buscado melhor articulação desses órgãos, visando a eficácia do atendimento. “No ano passado, houve um primeiro contato nesse sentido”. A coordenadora refere-se ao primeiro seminário, que se pautou na sensibilização sobre a questão de gênero e sobre a definição de violência contra a mulher.

Violência e Prevenção
A violência muitas vezes é praticada por um parente próximo, um vizinho, o marido que, comumente, usa a violência psicológica contra a mulher, explica Conceição Soutelo: “o homem faz a mulher se sentir diminuída em vários aspectos. Ela acredita que é incapaz e nós queremos que ela tome consciência disso e lute por seus direitos”.

Conceição informa também que, no caso de um estupro, existe um trabalho de prevenção para evitar uma gravidez indesejada. “A mulher deve estar preparada para fazer a contracepção de emergência (uso da pílula do dia seguinte) em até 72 horas, assim como exames de DST e Aids a que está sujeita a mulher que foi violentada sexualmente”. Os danos causados pelo estupro não são restrita à parte física e moral, a vítima fica “com sérias seqüelas psicológicas”, afirma a técnica. “No caso de gravidez decorrente de um estupro, a mulher tem direito de fazer o aborto, se o desejar”, finaliza.

Os dados da Coordenação Integrada de Inteligência e Operações (Ciop) mostram que, entre as queixas registradas na Delegacia de Mulheres, as mais freqüentes são as lesões corporais e as ameaças.

Violência contra a mulher, o que é?

A Plataforma de Ação de Pequim, resultado da Quarta Conferência Mundial sobre a Mulher, assim classifica a violência contra a mulher: é a violência física, sexual e psicológica que acontece na família, é a chamada “violência doméstica”. É também a violência física, sexual e psicológica praticada dentro da comunidade em geral, inclusive estupro, o abuso sexual, o assédio e a intimidação sexual no trabalho, em instituições educacionais e em outros lugares, o tráfico de mulheres e a prostituição forçada. Assim como a violência física, sexual e psicológica perpetrada ou tolerada pelo Estado, onde quer que ocorra.

Violência, questão de Saúde Pública.

A Organização Mundial de Saúde reconhece a violência contra a mulher como problema de saúde pública. A violência doméstica, inclusive, passou a ser tratada como questão de saúde da mulher, pelo fato de dar origem a várias doenças como distúrbios gastrintestinais, doenças pélvicas, dores de cabeça, asma, ansiedade, depressão e outros distúrbios psíquicos, tentativas de suicídio e uso abusivo de álcool e de drogas. Na violência sexual, especificamente, além de graves problemas emocionais, podem ocorrer a gravidez indesejada, o aborto, AIDS e doenças sexualmente transmissíveis.

25 de Novembro, oportunidade de reflexão.

O dia 25 de novembro foi instituído no 1º Encontro Feminista Latino-Americano e do Caribe, realizado em Bogotá (1981) como Dia Internacional da Não Violência contra a Mulher. Uma reverência às irmãs Mirabal (Patrícia, Minerva e Tereza), violentamente assassinadas, em 1960, na República Dominicana, durante o regime do ditador Rafael Trujillo. Esse dia é, acima de tudo, uma referência para reflexão sobre violência contra a mulher, que está presente em todo o mundo e que, em alguns países, aumenta a cada dia.

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Catinga de mulata
Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.