'New York Times' critica Brasil
por desmatamento da Amazônia


No mês passado, o Brasil inaugurou um sistema de radares usando
tecnologia avançada para vigiar seus mais de cinco milhões de
quilômetros quadrados de selva amazônica. O Sistema de Vigilância da Amazônia, um investimento de cerca de US$ 1,4 bilhão financiado pelos Estados Unidos, vai ajudar o Brasil a prender traficantes de drogas e detectar incursões das guerrilhas da Colômbia. Mas, inicialmente, o sistema foi concebido e projetado para proteção ambiental, e ainda pode servir como um ferramenta importante para combater o desmatamento e mineração ilegal. O sistema, entretanto, só será útil se o Brasil estiver disposto a usar a informação fornecida - e neste sentido o cenário é preocupante.

Uma média de mais de 19 mil quilômetros quadrados da Amazônia viram fumaça todos os anos devido ao desmatamento causado por latifundiários e fazendeiros. O desmatamento destroí a
biodiversidade, eliminando a capacidade da paisagem de reter água, contribuíndo para seca e erosão.

O novo sistema de radares pode ajudar. O estado do Mato Grosso, por exemplo, requere autorização para queimar a terra, e agora as autoridades podem verificar se estão queimando realmente só a área permitida. Seria útil se esta lei fosse utilizada em todos os estados.

Na verdade, o problema em muitas partes da Amazônia não é que as autoridades não tenham conhecimento do desmatamento ilegal, mas que elas são indiferentes ou participão do desmatamento. No momento, um grande desafio é a estrada de quase mil quilômetros no estado do Pará que o governo pretende pavimentar. Como é de se imaginar, latifundiários e produtores de soja estão se apoderando da terra ao longo da área no Pará antecipando a valorização das terras. A organização americana Environmental Defense diz que se não forem tomadas medidas apropriadas, a estrada levará ao desmatamento de uma
área maior do que o estado de West Virginia.

Adicionalmente, pelo menos sete líderes de trabalhadores rurais
lutando contra apreensões de terra ilegais no Pará foram assassinados no último ano. Um líder reconhecido de uma coalizão regional, Ademir Alfeu Federicci, foi baleado em agosto do ano passado. A polícia do local classificou sua morte como assalto comum, uma teoria tão absurda que os promotores públicos devolveram o caso para a polícia.

Mas a falta de progresso desde então mostra a indiferença do governo com relação a estes crimes, e no mês passado outro líder rural, Bartolomeu Morais da Silva, foi torturado e assassinado. O novo sistema pode significar um grande passo adiante para proteção ambiental, mas o olhar sobre a Amazônia será sempre de utilidade limitada se as autoridades brasileiras continuarem assistindo ao comportamento ilegal ? e fechando os olhos.

(Traduzido por Heloisa Griggs, da Aliança Amazônica)

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Catinga de mulata
Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.