Zoneamento econômico-ecológico
vai mapear as riquezas do Jari

Mais de cinqüenta pessoas participaram de encontro em Laranjal do Jari, nos dias 4 e 5 de setembro, para debater com técnicos do Iepa, Sema, Seplan, Setec, Seicom e Embrapa, sobre as conclusões do projeto de Zoneamento Ecológico-Econômico (ZEE) do Sul do Estado do Amapá. O mapeamento, que compreende os municípios de Laranjal do Jari, Mazagão e Vitória do Jari compreende uma área de mais de 25 mil quilômetros quadrados, mas neste primeiro momento os debates geraram apenas em torno de Laranjal do Jari, por se tratar do município de maior abrangência.

O encontro denominado: “Seminário : Contribuindo para o Desenvolvimento de Laranjal do Jarí”, dirigido pelo biólogo Benedito Vitor Rabelo, coordenador do projeto do ZEE, foi realizado no Centro de Múltiplo Uso e teve a parceria da Prefeitura de Laranjal do Jari.

O Zoneamento Ecológico-Econômico (ZEE) cria um mapeamento de toda região envolvida, permitindo o acesso à riqueza e à informação da área. Os documentos mostram um resumo do que o indivíduo pode compreender – de várias formas – uma mesma realidade. O sul do Amapá, que foi definido como área de prioridade para o ZEE, tem uma população de 41.286 habitantes, sendo Laranjal do Jarí o mais populoso com 56,86% A escolha da área como prioritária deu-se em função da gravidade de problemas ambientais predominantes na região, com impactos profundos sobre a sustentabilidade dos recursos naturais e a qualidade de vida das populações humanas residentes. O Estado também vai implantar o Projeto de Gestão Ambiental Integrado, para seguir orientações do PPG-7, o grupo dos sete países mais ricos do mundo, que é o organismo financiador do projeto. Por outro lado, o zoneamento vem facilitar a administração dos prefeitos, proporcionando conhecimentos básicos das necessidades e probabilidades do seu município, dando maior oportunidade de ação em seus programas de trabalho.

Durante o seminário, que teve a participação de funcionários da prefeitura e das demais entidades existentes no município, foram discutidas as formas de como colocar em prática os resultados do documento.

Leal Di Souza

Bombons da Sol
Bombons de chocolate com recheio de frutas regionais.
Deliciosos,
Pedidos pelos telefones 223 4335 e 9964 7433


Tia Neném
Lanches, sucos naturais e comidas regonais e nacionais.
Tacacá especial.
Tradição de 30 anos.
Cônego Domingos Maltez próximo da Eliezer Levy



 

Catinga de mulata
Catinga é cheiro ruim, mas "Catinga de mulata"é cheiro bom, tanto que virou nome de perfume nos idos dos anos cinquenta
Remanso
Ponto onde o rio se alarga, a terra forma uma reentrância e as águas ficam mais calmas
Bubuia

Aquelas minúsculas bolhas de espuma que se formam na corrente do rio. Viajar de bubuia é ser levado pelas águas. "De bubuia, título de canção popular.
Piracema

Época em que cardumes de peixes sobem os rios para a desova
Pedra do rio
Diz a lenda que que são as lágrimas de uma índia que chorava a perda do amado. É onde está a íagem de São José, na frente de Macapá.
Macapá
Vem de Macapaba, ou "estância das bacabas".
Bacaba
Fruto de uma palmeira, a bacabeira. O fruto produz um vinho grosso parecido com o o açai.
Curumim
Menino na linguagem dos índios, expressão adotada pelos brancos em alguns lugares.
Jurupary
O demônio da floresta tem os olhos de fogo, e quem o vê, de frente, não volta para contar a história.
Yara
É a mãe d'água. Habita os rios, encanta com a suavidade da voz, e leva pessoas para o castelo onde mora, no fundo do rio.
Pitiú
Cheiro forte de peixe, boto, cobra, jacaré e
outros animais.
Ilharga
Perto ou em volta de alguma coisa
Jacaré Açu
Jacaré grande.
Jacaré Tinga
Jacaré pequeno
Panema
Pessoa sem sorte, azarada. Rio em peixe.
Sumano
Simplificação da expressão"ei seu mano",que é usada por quem passa pelo meio do rio para saudar quem se encontra nas margens
Caruana
Espíritos do bem que habitam as águas e protegem as plantas os homens e os animais.
Inhaca
Cheiro forte de maresia, de axilas de homem, de peixe ou de mulher
Tucuju
Nação indígena que habitava a margem esquerda do rio Amazonas, no local onde hoje está localizada a cidade de Macapá.
Montaria
Identifica tanto o cavalo como a canoa pequena, de remo.
Porrudo
Grande, enorme, muito forte ou muito gordo
Boiúna.
Cobra grande, capaz de engolir uma canoa.(Lenda)
Massaranduba
Madeira de lei, pessoa grosseira, mal educada.
Acapu
Madeira preta, gente grossa mal educada.