Geleia Geral 6-9-2012

A lógica perversa do vale tudo eleitoral.
Foi no evento promovido pela campanha da deputada Cristina Almeida, na Aerc, terça-feira à noite. Uma das principais oradoras do evento, a deputada federal Janete Capiberibe encerrou seu discurso com uma observação: “o outro bate na mulher”. E como a deputada já havia feito as citações que achou por bem fazer em relação ao prefeito Roberto Góes, não é difícil imaginar para quem era dirigido o comentário. Uma pena ter partido da deputada Janete Capiberibe uma atitude tão carregada de leviandade quanto tantas outras iguais, que a atingiram e à sua família, ao longo dos anos, desde a volta do exílio, e a incursão pela política partidária.

O que a deputada do PSB falou assume, um nível de maior gravidade, porque ela não tem absolutamente qualquer prova do que estava falando, talvez se baseando em declarações de uma mulher doente, provavelmente magoada, feita um ano depois de separada, sem um registro sequer, ou um depoimento de amigos e familiares confirmando o que falou. Nada. E então foi só para atingir um adversário de campanha? E justifica?

O Amapá tem uma das suas maiores chances de afastar do controle da política local, um grupo envolvido em todos os tipos de falcatruas que se possa imaginar, Basta fazer do Clécio ou da Cristina o prefeito ou a prefeita da Capital. Mas assim? Com esse tipo de atitude? Usando a mesma prática que sempre foi atribuída aos políticos viciados da direita? E se a Cristina Almeida passar para o segundo turno, contra o Roberto Góes, quem vai pedir, e como vai pedir apoio ao Clécio? E, afinal de contas o que explica esse tipo de atitude? Se trata de um projeto de sociedade, verdadeiro, ou é um projeto de conquista do poder para um grupo isolado?

Na quarta-feira, 5, a insanidade foi completada: uma atriz caracterizada como mulher marajoara, apareceu em uma peça de campanha não assinada, sem qualquer indicativo claro da procedência, veiculada pela televisão, falando um texto vago, mas com objetivo evidente. Como havia acontecido antes, nenhuma prova, mas rigorosamente dentro da lógica perversa da vitória a qualquer preço, ainda que passando por cima da ética e da dignidade. A ambição ofusca os sentimentos mais nobres Lamentável. (Antonio Corrêa Neto)

O PIB do Pará
O governo do Estado fez uma ampla campanha publicitária no exterior, e conseguiu atrair investidores dos países do platô das Guianas, para rodadas de negócios em Macapá durante a Expofeira. Sobre essa busca de investimentos o professor e economista Antonio Teles Júnior comentou ontem â noite no Twitter, que o esforço poderia ter valido mais a pena, se feito no sentido do estado do Pará e outras unidades próximas, e explicou: “o PIB dos países do platô das Guianas, em conjunto passa muito pouco de 10 bilhões de dólares, enquanto o PIB do estado do Pará chega a 27 bilhões”.

A Câmara dos parentes
Se o eleitor aceitar, em janeiro de 2013 teremos uma Câmara Municipal de Macapá formada pelo filho do Edinho Duarte, o filho da Fátima Peles, a filha do Paulo José, a viúva do Dalto Martins, a cunhada do Vinicius Gurgel, a mulher do Eider Pena e o irmão do Jr. Favacho. Tem mais?

14 comentários sobre “Geleia Geral 6-9-2012”

  1. Max diz:

    O prezado jornalista acertou em cheio quando de sua análise. Na realidade o psb nem esconde mais os reais objetivos eleitorais que acercam o partido aqui no Amapá, quer seja a conquista do poder para um grupo familiar isolado. Poder pelo poder, poder como meio … Poder jamais como finalidade política de acepção Socrática, Platônica ou Aristotélica. Poder sim, e infelizmente, para fins gananciosos que almejam o estabelecimento nos consfins do Brasil de uma nova Oligarquia Regional, a desrespeitar os fundamentos básicos de nossa república.
    De fato passaram a vida toda criticando José Sarney e outros figuras políticas da direitona enrrolada deste país, e afinal fazem a mesma coisa.
    Pior, acabam no desespero de uma anunciada derrota atacando de maneira, para mim absolutamente covarde, quem sendo do mesmo campo político-ideário em outras paragens tanto já ajudou, tanto já defendeu seus agora carrascos, tanto já serviu.
    Como, em tese, não serve mais ….
    Fica o exemplo do que realmente significa esta agremiação política do nosso Estado.
    Uma vergonha!

  2. Ana Cleonice Pastana diz:

    Ninguém merece esses parentes da presente oligarquia! Com tantos candidatos novos e com boas propostas, dá para inovar a Câmara, mas é preciso que nós Amapaenses estejamos alertas, cientes e ajudarmos a esclarecer as classes com menos informação divulgando esses informes. Já estou fazendo minha parte, divulgando no Face e para todos que eu encontro. Essa é a oportunidade que temos de dar uma basta na sujeira que está o Amapá hoje.

  3. Messias diz:

    Tem mais sim. Faltou vc falar do primo do Roberto, da irmã da Sandra ohana, do irmão do Zezé Nunes, da irmã do Joel Banha, fora a vice do Roberto, que é mãe do Vinícius Gurgel e do Davi, que é primo do Isaac Alcolumbre. Tem também em Santana. O Robson é filho do Rosemiro, o Zé Luiz é irmão do Nogueira, além do genro do Favacho.

  4. Zema diz:

    No que tange aos comentários da deputada, apenas ratifica minha tese que somos apenas humanos e hipocrítas desde os tempos biblicos, e isso faz parte da natureza humana. Não existe nem esquerda nem direita, existem apenas aqueles que se acobertam por ideias que melhor lhes dará discurso, e assim melhor retorno político e financeiro.
    Quanto ao comentário do dr. Teles, nada mais óbvio. Infeliz dos governos, que no unfanismo de se tornerem os salvadores da pátria, apontam o desenvolvimento do amapá na direção desse tal platô. Nunca sairemos da mesmice. Não produzimos nada. Por conseguinte somos o fona em se tratando de PIB. O que vamos oferecer a essa turma que diga-se de passagem são altamente exigente em qualidade que não somos capazes de oferecer?

  5. Carlucio almeida diz:

    Correa Neto: Que bom que aos poucos, o senhor vai descobrindo que esse grupo, que tanto ja defendeu, é igual a esse envolvido em todos os tipos de falcatruas que se possa imaginar. Os dois grupos sao iguais. O senhor sabia que a Cristina Almeida, era do grupo politico de julio miranda, distribuindo leite, para o eleitor votar no atual conselheiro. A unica mudanca que ainda tenho esperanca e o Clecio.

  6. PAULINHO MELO diz:

    Meu caro Correa,eis a pergunta: qual o pior governo, aquele bonachão e corrupto ou o perseguidor e inerte? No´pobre e combalido Amapá não tem sido diferente.Uma outra pergunta que não quer calar,essa “grandiosa e gastosa” expofeira trás lucro para o Amapá? Com relação a camara dos parentes, faltou a irmã da nossa eterna miss Amapá Sandra Ohana.

  7. marcos diz:

    Concordo em grau e número. Acho que não devemos baixar o nível da campanha. Sempre votei no candidato do Governos, pois entendo de que sempre será melhor para Macapá. Infelizmente o último candidato foi Rouberto. No segundo turno se ficar o Clésio eu voto nele pois acho que será melhor para Macapá.

  8. se não quisesse ouvir, que não tivesse batido…

  9. Elder diz:

    Prezado Correa vc tem que ser observar que quem denunciou o Clécio de agressão em frente do filho não foi nem um adversário politico dele mas sim a própria mulher com quem ele vivia por tanto querer tapa os olhos pra essa realidade por simples opção politica não é ético para um jornalista.

  10. Secador diz:

    Acorda povão, já temos: pai, filho e mãe ocupando cargos eletivos no primeiro escalão da União e Estado. Vamos diversificar, analisando a carga genética dos propensos candidatos citados na matéria, recordar e viver e para viver, lamentavelmente nossos destinos na sociedade passa por decisões políticas. Em tempo, sugiro aos jovens candidatos que prestem concursos públicos, pois a contribuição da família para a política já foram ou estão sendo dadas pelos seus familiares.

  11. Nick Douglas diz:

    1) Quando Lula e Dilma resolveram caminhar mundo afora para em todos os países deixar um viés de comércio para nossos produtos, chamaram o Lula principalmente de viajante demais. Ocorre que em momentos de crises é melhor ter vários clientes e com vendas menores, do que ter muitas vendas para somente poucos clientes. Veja o caso do México que envia 60% de suas exportações para EUA e Canadá, e perceba o momento terrível por que ele passa, e depende umbilicalmente dos dois países.

    2) Outra particularidade de se chamar o Platô das Guianas Correa, é evidentemente fazer uso a nosso favor, da Ponte Binacional. Acho que não foi estratégia do governo abandonar ou deixar de lado o Pará, mas e tão somente fomentar parcerias com os paises do Platõ. Outra coisa Correa: NÓS TEMOS MUITO A GANHAR COM ESSA PONTE, MAS SEM COMPARAÇÃO COM O QUE PODEMOS OFERECER PARA ELES….

    3) Também não concordo com esse mote de imputar a alguém de eventualmente ter agredido sua ex-mulher, fator decisivo na campanha. Na realidade o desespero de RG que foi o primeiro a citar tal particularidade, é evidente. De outro modo seria um sujissimo querer falar mal de alguém com nódoa na roupa branca….Quanto à atitude de Janete, se falou realmetne foi infeliz, pois tem tanta coisa que poderia ser abordada em desfavor daqueles que saquearam os cofres, que não precisa ser abordado tal assunto…

  12. Teresa Batista diz:

    Mas não é a própria mulher do Clécio quem diz isso?

  13. Custodio diz:

    Meu caro correia, estamos ha 18 anos sob o dominio desses dois grupos. O resultado é um estado falido moralmente e e eticamente. Sem nenhuma pespectiva de crescimento e de desenvolvimento. Estamos atrasados mais de 40 anos, em relação ao nosso vizinho estado do Pará. Temos, sim, uma oportunideade de darmos início a uma nova historia, o Senador Randolf já deus os primeiros passos e de forma brilhante.

  14. Marcelo diz:

    Quanto a questão do PIB do Pará, não há dúvidas quanto ao tamanho do seu PIB em relação ao dos demais países do platô, contudo, os que estão isolados economicamente são a Guiana, Suriname e Guiana Francesa e o próprio Amapá, portanto, são esses que precisam se integrar. O Pará não está isolado e de certo não tem nenhum interesse econômico no Amapá, senão não o teria desmembrado da antiga província do Grão Pará. Exceto, no que considero o maior potencial amapaense e que é explorado por muitos trabalhadores paraenses: o pescado da costa do Amapá. E só.

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