Geleia Geral 16-10-2012

De onde vem a rejeição aos Capiberibe?
Há muitos anos, quando os mais velhos da família Capiberibe deixaram o PMDB, houve um ensaio de migração maciça para o PT. Seria um ingresso de cerca de quatrocentos militantes obedientes, conforme se avaliou na época, dispostos a assumir o comando do Partido dos Trabalhadores. A reação foi forte, o PT decidiu analisar as filiações uma a uma, não deixando a porteira completamente aberta para a entrada do rebanho inteiro de uma vez. Eu fazia parte do diretório regional do Partido. A família desistiu de se apropriar do PT, e buscou outro ninho, que encontrou mais tarde, o PSB, outro nanico recém nascido na política brasileira, com a principal proposta de combater as velhas e atrasadas oligarquias que dominavam o País. Aos poucos João Capiberibe foi ganhando expressão na luta contra a corrupção que dominava o Estado, apoiado em princípio no marketing do perseguido pela ditadura que fora obrigado a deixar sua Pátria, e mais tarde na indiscutível militância em defesa da sociedade. Mas a família Capiberibe tinha um projeto familiar de poder do qual nunca abriu mão, e o partido viria a ser o instrumento principal da realização desse projeto.

A liderança de João Capiberibe começou a se destacar pela militância, e depois da experiência fracassada em uma eleição para Câmara Federal, Capiberibe, que já havia tido participação na indicação de Raquel, sua irmã, como vice na chapa de Raimundo Azevedo Costa, que ganhou a Prefeitura de Macapá em 1985, venceu a eleição para a PMM em 1988, rompendo o que poderia vir a ser uma longa dominação da família Barcellos na política estadual, através de seus aliados derrotados naquela eleição. Ali o projeto familiar de poder começou a se expandir. A família criou o mito da honestidade absoluta e exclusiva: “fora dela todo mundo era ladrão”. Isso pegou e ficou valendo como verdade absoluta durante muito tempo. Quando Capiberibe ganhou a eleição para o Governo do Estado, em 1993, vinha de uma bela gestão na Prefeitura de Macapá, e trazia uma equipe extremamente competente que o ajudara na administração municipal, mas algo estranho começava a ser percebido: a família Capiberibe não permitia o surgimento de lideranças expressivas no partido. As ações de governo que tinham bom apelo popular eram atribuídas à mulher, Janete, e quem ousava se destacar em alguma coisa era podado sem contemplação. A família elegia quem teria ou não teria apoio nas eleições, ou quem seria “honrado”, sendo chamado para mais perto da cúpula, como ”gente de confiança.”. Os primeiros sinais de reação popular contra a oligarquia nascente começaram a aparecer mais intensamente na disputa pela reeleição. Apesar do bom governo que tinha feito, Capiberibe correu o risco de perder para Waldez Góes, na época ainda um exemplo na luta contra a corrupção. Um ”instituto” de pesquisa comandado por um irmão do governador apontava para uma vitória fácil, disparada, como se diz no meio publicitário. Élson Martins, o jornalista que comandava a campanha, desconfiou dos números apresentados pelo tal instituto, e mandou vir a equipe que fazia pesquisa para o Jorge Viana, no Acre. A primeira pesquisa feita pelo grupo mostrou que a eleição estava praticamente empatada. Capiberibe foi para as ruas e ganhou por uma diferença pequena. O encanto estava chegando ao fim.
Os dois mandatos cumpridos no Governo do Estado foram marcados por um combate severo à corrupção, o dinheiro bem aplicado rendeu benefícios sociais, mas Capiberibe pagou muito caro. Durante anos emissoras de rádio, televisões e jornais se dedicaram à desconstrução de sua imagem, com calúnias, difamações, e algumas verdades. E o projeto de poder da família seguia seu curso.

Depois, Capiberibe eleito senador, foi cassado por compra de votos naquele episódio do dinheiro queimado, e parte escondida em uma casa de cachorro. Eleito novamente em 2010, depois de ter atropelado tudo para lançar seu filho Camilo, candidato ao Governo do Estado, depois de ter feito a mesma coisa quando lançou o filho candidato a deputado estadual, sem nenhuma militância, passando por cima dos militantes do partido. Nesse período, quadros importantes do PSB se afastaram, depois da descoberta que o Partido estava sendo usado para atender a um projeto de poder de uma família. Foram tratados como traidores.

Na defesa dos interesses familiares os Capiberibe são rancorosos e implacáveis, não admitem contestações. Um dos melhores quadros do PSB, o engenheiro Ruy Smith foi massacrado em 2010. Integrante de um grupo interno que aceita a liderança, mas não se submete, viu sua reeleição levar farelo, porque uma ordem do comando partidário mandou seus eleitores votarem na Cristina Almeida. Ainda em 2010, quando o PSB recebeu em seu palanque o que existia de mais condenável na política do Amapá, “para evitar a manutenção do poder nas mãos de quem estava”, Randolfe Rodrigues se ofereceu para disputar as vagas no Senado em dobradinha com João Capiberibe, foi repelido, lhe ofereceram uma vaga na coordenação da campanha de Camilo, disputou e venceu a eleição pedindo o segundo voto para João.

Este ano o candidato para a PMM, esperado por boa parte da militância do PSB era Ruy Smith, mas a família decidiu por Cristina Almeida, talvez porque Ruy é um gestor competente, que se eleito faria um bom trabalho na Prefeitura, quem sabe ofuscando o brilho dos que têm mandatos. E isso não pode.

E agora, amargando uma rejeição de 57%, a família, que já perdeu a aura de detentora de toda a moral e bons costumes, esconde o verdadeiro motivo para não apoiar o PSOL, que é a eleição para o Governo em 2014, e aponta “alianças espúrias” como razão. Parece que os Capiberibe ainda não entenderam, ou não querem entender que, se o Roberto ganhar essa eleição, a derrota será dos 415.545 habitantes de Macapá. Ou isso não é suficiente para se contrapor à sua exacerbada arrogância, e insaciável sede de poder?

Antônio Corrêa Neto

33 comentários sobre “Geleia Geral 16-10-2012”

  1. Sonia diz:

    A tentativa de diminuição da figura política do Senador Capi e da Deputada Janete, bem como do governador Camilo, do PSB/AP e sua militância, manifestada pelo “ilustre jornalista” Correa Neto, eivada de rancor, inveja e mesquinhez, leva-o a cometer injustiças com pessoas daqui que construíram e fazem parte da luta verdadeiramente defendida por um grupo de pessoas que nunca desistiram ou se entregaram. Na ânsia de desqualificar os Capiberibe, diminui ou desconhece o papel de amapaenses de coragem que nunca se curvaram aos mandatários de plantão, como Aldony, Maria B, Nestlerino, Mario Jucá, Tito, Ernani Marinho, Meton, Bira, Carmen Chagas, Leonardo Gazel, Elcy Lacerda, Chaguinha, Elson Martins e tantos outros;
    Esse senhor esquece convenientemente quem ou qual o único partido político que se solidarizou a ele e o defendeu quando da agressão sofrida por ele em local público, perpetrada por um assecla de Aníbal Barcelos, malaco que hoje gravita em torno dos políticos a quem o “jornalista” atualmente serve. Esta prática da agressão física faz parte do exercício político da direita aqui representada por todos os grupos aliados representantes do que há de mais atrasado na política amapaense, simpatizantes do DEM ao PSOL, passando pelo PMDB do desqualificado Gilvan e do coronel Sarney.
    A dor de cotovelo desses moralistas de araque vem da certeza de que os Capiberibe nunca tiveram de “vender a alma ao diabo”, para se eleger. A luta e a conquista quando acontece são coletivas, não tem ninguém ou grupo escondido debaixo do tapete, não se tem rabo preso com ninguém e isso sim incomoda aqueles que nunca foram dignos de serem reconhecidos por terem levantado uma bandeira de luta e ideologia com dignidade. O vil metal e o toma-lá-da-cá são a religião que professam e, para garanti-la, vendem até a mão ao Satanás. Portanto, dar a cara para receber bofetadas de um carumbé desclassificado, não os indigna.
    O transtorno demonstrado por estas pessoas é de tal magnitude, a amargura está lhes fazendo um estrago interior tão grande que tendem a ser inoculados com a própria peçonha. A história está aí para mostrar o legado dos bons políticos desta terra e, embora tentem desconstruir as conquistas e vitórias do povo amapaense, não terão êxito, pois a prática da mentira, da distorção dos fatos não é nova, entretanto nós sabemos os verdadeiros motivos dessa sanha tão “maciça” contra o PSB, seus líderes e filiados.

    • Luis diz:

      Acredito que nesses tantos outros, não nominados, estão áqueles que contradizem as suas palavras, ou seja, pensam o contrário e são, também, amapaenses.
      Felizmente, esses “tantos outros”, não participavam das “discursões”, sem hora de começar e nem de terminar, regadas a cachaça, no bar nominado de “A Tenda” (na galeria comercial da FAB). Afinal poucos trabalhavam e/ou estudavam…

  2. Vasconcellos diz:

    Concordo plenamente que há uma trama, na surdina, para golpear a candidatura de CLÉCIO 50. Ela parte de setores do PSB descontentes com o resultado da eleição e já de olho na reeleição do atual governador para 2014. São setores ligados a mandato, dirigentes de orgãos públicos, militantes históricos, militantes mais jovens e apaixonados de última hora. Para esses setores a Candidatura de Randolfe não é bem vinda em 2014, e que enfrentar o hóspede da Papupa e cassado 6 veses é muito melhor. Agora também é verdade que o PSB tá perdendo força e credibilidade em razão das própias mudanças engendradas pelo sistema político e eleitoral do país, além do avanço social-econômica das famílias e pessoas, além de uma classe média já emergente em nosso Estado. Há questionamentos, há críticas, há um desejo de mudança que vai além do coronelismo de família e no pensar pequeno. A eleição de Randolfe e a derrota fragorosa das candidaturas do PSB nas eleições majoritárias, reforça o que digo, além do surgimento de outras lideranças, independentemente de cor e ideologia partidária. A liderança do sr. João Alberto Capiberibe está enfraquecida e a idade já começa a pesar para bater na mesa e exigir mudança de rumo. Acho, inclusive, que João Capiberibe está sendo alijado das grandes decisões tomadas pelo PSB e deixadas, hoje, com Camilo, Raquel, Janete, etc..

    Insisto que há uma desejo velado e tramado do PSB para eleger Roberto e impor uma derrota a Randolfe, Lucas, Davi, etc, com a não eleição de Clécio. A espinha na graganta da derrota de Marcivânia em Santana ainda dói muito e sua cicatrização pode levar anos. As notas do PSB são apenas um motivo estapafúdio para o rompimento com a candidatura 50 e estimular a militância à desídia. O PSB já aliançou com Waldez, PTB, etc. Recentemente Camilo beijou a mão de Pedro Paulo, Edinho, Moisés Souza e etc, para pedir apoio no 2º turno à sua canditura ao governo do Amapá. Depois de eleito, também, foi beijar a mão do “demônio” Sarney”, em busca de apoio. Agora, PASMEM!! condena práticas(questão das alianças conjunturais)que seu pai, sua mãe e ele próprio sempre fizeram para galgar o poder. Tenha dó né?!!

  3. Erick diz:

    Parabens, por dar publicidade de seus conhecimentos sobre toda historia da oligarquia que ainda comanda o Amapa,acredito que em pouco tempo isso vai acabar!!!!!

  4. José Castelo diz:

    Caro Correa Neto, concordo com você em gênero, número e grau. Como ex-filiado e ex-militante do PSB, conheço muito bem o que é contrariar os interesses da “cúpula”, pois acompanhava-os de perto desde de 1988, quando eu ainda era filiado do Partidão (PCB, que fez parte da coligação que ganhou a PMM naquela eleição). Entre tantos quadros que sairam do PSB ou foram ofuscados por essa sede de poder, cito o de um camarada a quem considero amigo: em 1990 Eury Farias era vereador de Macapá e com certeza se elegeria facilmente Deputado Estadual, mas como a Janete também era candidata a deputada Estadual, o Eury foi “convencido” a sair candidato a Deputado Federal, o que eleitoralmente naquele momento lhe era inviável, até por falta da estrutura que ele não teve. Resultado: perdeu a eleição e desde então já demonstrava sua indignação com o partido, vindo a consumá-la com sua saída do PSB. Esclareço que Eury nunca me falou pessoalmente disso ou sequer sabe que eu estou falando disso aqui neste espaço, mas que aconteceu, aconteceu. Mesmo que depois ele tenha sido eleito deputado estadual na legislatura seguinte, com a ingrata missão de ser líder do governo do PSB no segundo mandato.
    Eu, particularmente,me decepcionei com o PSB e sua “cúpula” já faz algum tempo, mas a gota d’água pra mim foi a falta de respeito e desvalorização com a qual foram tratados os professores este ano, categoria a qual sinto orgulho em fazer parte.
    José Castelo

  5. Fernando Medeiros diz:

    Caro Corrêa:

    Primeiramente, saiba que eu tenho o maior respeito pela sua pessoa, enquanto jornalista político e cidadão. Tenho certeza que na medida em que analisei o seu texto a minha opinião muito servirá para o complemento de algumas lacunas importantes que você omitiu. Naquela época, em que você se refere a rejeição do PT com relação ao ingresso em seus quadros da Família Capiberibe e outros simpatizantes egressos do PMDB, ocorreram outras rejeições anteriormente de simpatizantes ao PT, com espectativas de candidatura à Prefeitura Municipal de Macapá em razão da vinculação à pessoa de Anibal Barcellos.
    É importante ressaltar que a militância política do João Alberto Capiberibe na época da ditadura militar e o seu exílio para o Chile, Canadá e outros países, muito contribuiu para a consolidação política de sua família e ao grupo de amigos que ficaram aqui no Amapá. O ideário socialista de Miguel Arraes foi de suma importância para a formação ideológica de João Alberto e sua companheira de exílio Janete. Quando aqui chegaram exerceram um papel importante no que diz respeito ao caráter político e ideológico no PMDB local. Você sabe que o MDB congregou em suas fileiras após a reforma política partidária da ditadura militar, quadros importantes oriundos do Partido Comunista Brasileiro(PCB) como Fernando Santana e outros que naquela ocasião, atuaram de forma consequente mas se diluiram ideológicamente na medida em que foi se consolidando o perído de reinstauração da liberdade democrática. Podemos citar: Roberto Freire, Augusto Carvalho,Milani e outros. O PSB local caracteriza-se pelo projeto político socialista recohecido em todo o Brasil e internacionalmente diferenciando-se de um projeto de caráter populista de esquerda.
    A rejeição aos socialistas amapaenses acima de 50%, amplamente divulgado pela mídia local controlada por segmentos que representam os interesses conservadores e retrógrados da sociedade local, requer uma avaliação política de forma sistemática e científica que cabe a executiva estadual do PSB local realiza-lá;o que me parece é a falta de quadros político nas fileiras do PSB local para participarem de pleitos eleitorais sem o envolvimento de parlamentares já eleitos como é o caso da Deputada Cristina Almeida. Perceba que a posição política do PSB com relação à sua participação no 2° turno das eleições ao cargo majoritário de Macapá foi de acordo com seus príncipios ideológicos do partido,livre de oportunismo pequeno burguês.
    Ass e att Fernando Medeiros

    • Flávio Henrique de Barros diz:

      Fernando, quanto “palavrório” para dizer que o certo é errado e o errado é o certo!! Atribuir o despreparo de metade da população de Macapá para justificar o fracasso eleitoral do PSB é demais. Fernando, os Capiberibe praticam uma política ultrapassa e centrista, fazendo dos filhos “herdeiros” de bens pertencentes ao povo, da democracia e da liberdade individual universal, o direito de pensar e escolher. É inevitável: O PSOL é o sonho dessa juventude de agora, o nosso dever (tenho 57 anos) é encorajar os jovens e respeitar os seus sonhos. Veja que os representantes de agora dos jovens (secret. da juventude) do PSB são os mesmos de quando Capi (pai) era governador. E, hoje, com 40 anos, Camilo deveria ser um homem maduro, mas quer ser o representante de jovens, até os seus filhos crescerem. Já reparou a presença dos filhos do Camilo nas solenidades e palanques? Isso é CABRESTO E CANGALHA no povo amapaense! Mas tem um custo: MATAR POLITICAMENTE OUTROS REPRESENTANTES DA JUVENTUDE AMAPAENSE PARA NÃO PERDER O PODER!!!

  6. Zema diz:

    Historiou muito bem, Correa. O candidato poderia ter sido o Ruy. E te digo, levaria essa eleição. Mas ter brilho próprio nesse ninho é sinal de morte.
    Nas masmorras do poder, os Capiberibes tramam contra Clécio. Com que discurso Camilo enfrentaria um adversário da pura esquerda? É preferivel enfrentar o Roberto, candidato da direita suja, cheio de mazelas. Esse dá um belo discurso nos palanques da vida.

  7. Alex Tavares diz:

    A diferença está que na Gestão dos Capiberibes nosso Amapá é sinônimo de coisas positivas, para o resto do Brasil e durante a gestão dos Góes, além dos diversos escândalos, ainda temos tragédias como a morte de bebês na Maternidade.

  8. Adriano diz:

    Parabéns pelo testemunho “vivo”, sincero e autêntico. Por isso você goza de credibilidade.

  9. João Maria diz:

    Preocupa-me que a discussão sobre o segundo turno das eleições municipais tenha descambado mais para outros contextos, que não as mazelas da cidade de Macapá. Tomara que a decisão do pleito seja resultado de uma plena reflexão do cidadão munícipe quanto aos seis direitos, posto que sabe o que representa o contrário.

  10. Messias diz:

    Faltou vc falar das outras oligarquias,como se só existisse a dos Capiberibe. Não sejamos ingênuos, a política amapaense é dominada por várias oligarquias,como a dos Favacho, Borges, Alcolumbre, Góes, Rocha, Duarte e, em outro momento, a dos Barcellos,fora as que eu não lembro agora. Portanto, esse papo de oligarquia Capiberibe é furado e é discurso de quem tem interesses contrariados.

  11. herivelto diz:

    Caro Corrêa! Como sempre é de admirar os comentários feitos por vc, que não se baseia apenas no disse me disse, mas, mostra fatos que são a comprovação de tudo que é por vc falado e escrito. Meus parabéns, pelo belíssimo trabalho realizado, pela ética e honestidade. Digo mais, sempre votei no Capi, e provavelmente continuarei votando, porque com excetuando o Randolphe, não vejo a médio e longo prazo, nenhum político que possa gerenciar o nosso Estado. Que o diga, os que foram enquadrados na Operação mãos limpas da PF. Um abraço e Felicidades.

  12. Denise diz:

    Concordo em parte com o texto, mas o desfecho foi terrível, na medida em que há um paradoxo imensurável nas atitudes do PSB e PSOL, haja vista que os dois partidos são ‘SOCIALISTAS’. O primeiro surgiu em 1947, dois anos depois do término da 2ª Guerra Mundial, o segundo, surgiu, há aproximandamente duas décadas, quando o PT observou que o radicalismo exacerbado não era o caminho para se chegar ao poder (Lula, presidente do Brasil por duas vezes), razão pela qual houve um racha comandado pela então senadora Heloísa Helena e pelo Deputado Federal Babá. Desse racha surgiu o PSOL. Ora, PSB e PSOL, no atual momento político macapaense, separados, é sui generis, por isso recomento aos eleitores que fiquem espertos em relação ao ‘racha’ entre PSB e PSOL, pois se governado por socialista não é um bom negócio para o povo, exemplo disso, é o atual governo do Camilo Capiberibe.

  13. Rodes diz:

    O apego das oligarquias ao poder é indisfarçável.
    Em nosso Estado é cada vez maior o número de famílias que tentam expraiar os tentáculos pelas diversas esferas do poder público. Agem com tanta voracidade que o poder republicano está cada vez mais repleto que membros de uma mesma família, ao ponto de as decisões republicanas serem tomadas em espaços domésticos.
    A República é o espaço de fluidez do poder. Nela, o poder é de todos mas ninguém dele se apropria de forma a impedir seu exercício por membros dos demais extratos sociais. É necessário a atuação participativa,mesmo de forma delegada, via mandatários.
    Nos dias atuais, as instituições e as perspectivas sociais mostram-se tão corrompidas que a política se tornou profissão. É dispensável ter formação, basta ser filho ou agregado de alguém com nome influente e ter dinheiro para comprar votos que conferirão o mandato eletivo.
    Refiro-me à história recente do Amapá, e os exemplos alastram-se por todos os flancos. É um lamentável ciclo vicioso: Quem tem mandato, ganha ou se apropria de dinheiro para comprar votos e introduzir no poder um novo membro da família.
    Dessa forma, o povo tem reduzido seu espaço de participação. Os endinheirados decidem e o povo é chamado a legitimar através do voto, nas eleições.
    Desde os tempos de estudante, sempre votei nos capiberibes e para eles fiz campanha, mas desde a funesta eleição de 2010, não voto neles, nem para eles faço campanha mesmo a peso de ouro.
    Fui covardemente enganado por um de seus membros, um dos mais vetustos e hoje estou convencido de que para galgar o poder as oligarquias não divergem em suas práticas, é o famigerado “vale tudo”!
    É lamentável que alguns militantes e séquito do PSB não tenham estudado Ciência Política, não de forma dogmática, mas científica. Se o tivessem feito, compreenderiam que governar é empenhar-se pelo bem comum, pelo fortalecimento da solidariedade e do bem estar na sociedade. E assim, jamais deixariam naufragar o sonho da MUDANÇA no lodoçal de perseguição, opressão e enganação que se transformou o mandato do PSB.
    Apesar disso tudo, conclamo professores, estudantes, trabalhadores em geral: Coragem!!Falta pouco mais de dois anos para ultrapassarmos a época dos opressores.
    Vamos continuar lutando e mantendo nossa diginidade e, sobretudo, nossa capacidade de nos indignarmos com uma situação de opressão.
    Se os capiberibes não querem apoiar o PSOL, que apóiem Roberto!!
    Mesmo mantendo a aliança familiar dos “GÓES CAPIBERIBE”, não serão capazes que impedir a aurora que se aproxima, pois em breve, em poucos anos, RANDOLFE será governador deste Estado.
    A todos que ganham o pão às custas de seu próprio suor, CORAGEM, dias melhores virão!

  14. RAIMUNDO VALENTE diz:

    Prezado Correa,

    Seu artigo é um primor. Merece ser guardado para fazer parte da história viva da política do Amapá. Você, de forma lúcida, como lhe é peculiar, delineou os passos precipitados que levaram um projeto de Governo a ser um projeto familiar. Como acompanhei todo esse processo, concordo com o artigo em todos os seus termos e o parabenizo por ter, na altura de sua vida e experiencia, coragem para romper paradigmas e colocar os pingos nos ‘is’.

  15. Augusto Santos diz:

    Mais uma vez dou meus parabens ao Correa Neto, pelo texto acima, sobre a familia Capiberibe e seus planos de poder. Esse é o retrato indiscutivel. Ninguem pode se destacar no PSB acima da familia que é eliminado do partido ou simplesmente abandonado a própria sorte. O PSB já teve em seus quadros pessoas altamente recomendáveis para ocupar cargos maiores no executivo maior, mas suas asas foram cortadas e evitaram voos mais altos, por isso agora paga o preço por essa rejeição. O PSB do Amapá precisa urgente rever seus conceitos e atitudes concernente aos velhos e novos companheiros que se destacaram e ainda progridem nas suas fileiras e, não podem simplesmente serem meros secretários de governos como limite de participação no partido. Com essa atitude de ser dono da verdade, os membros dessa familia podem sim, ser comparados (com as devidas proporções) as familias; sarney, ACM,Barbalho e, outras oligarquias de outros Estados que se perpetuam e vivem da política no Brasil. É hora de acordar enquanto é tempo,ou essa rejeição tende a crescer e o tempo da $-Harmonia-$ pode voltar com toda força e o retrocesso se perpetuar no Amapá.

  16. Luis diz:

    Parabéns Corrêa

    A matéria, consolida o que digo e penso a vários anos.

    Penitencio-me, se estiver errado, mas tenho a convicção de que o “alarido”
    do PSOL nacional, ao apoio do DEM no segundo turno das eleições municipais, é fruto de “guerrilha” de bastidores do João Capiberibe.

  17. Pitaco diz:

    Excelente ponto de vista, mas faltou falar da eleição para o governo em 2002, quando a familia capiberibe não apoio a Dalva e deu no que deu.

  18. Ivan Brito diz:

    Concordo em partes com seus comentários, mas lhe pergunto: O candidato Clécio chamou o psb para uma conversa? Pelo que sei um grupo de pessoas que apoiou o Clécio no 1º turno estaria o pressionando a não aceitar o apoio do psb. Pura ignorancia, todos saben que sem os votos do psb e pt Clécio não ganha essa eleição. Esses abestados estão contra ou afavor de Clécio?

  19. Elias diz:

    Prezado Correa antes eu tinha duvida se votava no Clecio ou Nulo, depois de ler seu texto totalmento rancoroso e venenoso vou fazer campanha pro Roberto Goes.

  20. Dari Sanches diz:

    Impecável.

  21. francisco coelho diz:

    Pessoas arrogantes como os capiberibes esquecem com facilidades as suas origem quando chegam ão poder, aqui escreve um macapaense que infelizmente conhece um pouco da história, de algumas dessas pessoas. Mas para desespero dos mesmos a maioria da população amapaense hoje sabe quem eles são. Estão nos ultimos suspiros. O amapá precisa se libertar destes governos medíocres, destas forças retrogradas e hora de se libertar dos capiberibes e goés da vida,e quem sabe até manda-los para GUANTÁNAMO. E lá quem sabe um dia possam até sentir saudade de um povo que os tirou da miseria,e da marginalidade e os colocou como liders e em troca recebeu ingratidão. TE LIBERTA AMAPÁ. ESTAS FIGURINHAS NÃO TE MERECEM .

  22. Adelmo Caxias diz:

    Eu, pelo menos, tenho o Ruy Smith como um homem de bem, mas eu não votaria nele depois que o Capi tirou na marra o microfone de sua mão, cassando-lhe a palavra em reunião do Partido, conforme mostrado na mídia. Se fosse comigo, a reação seria bem diferente. Um prefeit8906o não pode ser submisso a uma oligarquia.

  23. Carlos Antonio diz:

    Corrêa,

    você foi perfeito. É exatamente isso que todos precisam saber. A família Cabiberibe já cumpriu o seu papel em favor do povo. Hoje são demodê. Eles, enquanto “gulosos”, não podem mais ter espaço.

  24. Leia diz:

    Vejo que em parte o Sr tem razão. Quero fazer uma análise sem paixões, pois paixões podem comprometer a razão e não sou filiada a nehum partido político, sou apenas uma eleitora que procura analisar bem os candidatos para dar o meu sagrado voto. Mas o que entendo é que em primeiro lugar, li uma Carta do PSB que em nenhum momento estava negando apoio ao PSOL, apenas pedia que eles se posicionassem quanto as ligações duvidosas com partidos como o DEM/PL e outros que não lembro agora. Quem é Rosemiro Rocha na política amapaense? Com prisão decreta por desvio de verba pública.Quem é Davi que uma Revista de renome Nacional é apontado como o maior propineiro de licitações públicas? Acho muito justo um partido que há muito vem combatendo e até mesmo muitas das vezes com o seu apoio Sr CORREIA, os demandos e a corrupção desenfreada neste Estado. O que você chama de Projeto Familiar eu considero excesso de zelo pelo nosso Estado. Há indícios que o Sr RUY SMITH, não é este Santo todo que querem pintar, muito menos Clécio e Randolfe. Eu até gostaria que estes ganhassem logo, pra que a ilusão caisse por terra e mais uma vez a verdade viesse a tona.
    Sou eleitora do Randolfe, mas estou extremamenete decepcionada com esta postura de ligar seu nome ao que mais existe de atrazo político em nosso Estado. Onde ele quer chegar. Será que os meios justificam o fim? Tomara.

  25. francisco jorge de almeida salvador diz:

    Perfeitíssima análise, a luta pelo poder cega e engana a muitos, é bom acordar, pois o Estado do Amapá, através de seu povo honrado e consciente está aprendendo a se posicionar nas urnas, a enganação tem limites, bom inovarmos e buscarmos alternativas.

  26. Paulo Roberto Nascimento diz:

    Correa, Concordo com sua matéria em número, gênero e grau. Acrescento ainda, que o PSB (Grupo Familiar e Amigos mais próximos), não cumpre com os acordos, isto ocorreu novamente nestas eleições, já que pelo que estava acordado, a chapa da coligação para estas eleições seria encabeçada pelo PT. Diga-se ainda, que, quando o partido sai derrotado no primeiro turno, como foi o caso da candidata Cristina, o partido passa a apostar no quanto peor, melhor, com vistas a seus futuros projetos. Lembremos do que ocorreu no segundo turno das eleições de 2002 para o Governo do Estado. O PT ficou sem o apoio do PSB, da mesma forma como está acontecendo agora com o candidato do PSOL, Clécio Luiz.

  27. Francisco Rubenio diz:

    Prezado Correa, parabens pelo artigo que de certa forma refresca a memoria do povo do Amapá, não podemos negar as ações positivas da corrente politica a que voc. se refere, troceram aspectos positivos para todo o estado do Amapá como tambem para o Pais, mais não podemos esquecer a ganacia pelo poder que eles teem, tolhem com seu poder de persuação o nascimento de novas liderançcas possam os ajudarem nos momentos de dificuldades, pois eles são eles e nada mais. Quem não lembra a submissão que passa o PT no Estado, pois suas liderançcas se acomodam em cargos do Governo e jogam fora poder de luta que existe detro das bases do PT que entedemos somente por interesses pesoais. É nescesssario que o ditetorio petista resurja das cinzas e faça com um Fenix de novos voos em busca de novos tempos.

  28. NONATO OLIVEIRA diz:

    Sr. Antonio Correa Neto, concordo inteiramente com o senhor quando diz que a oligarquia Capiberibe é abominável. Um partido não tem que ter um dono. Apesar deste meu ponto de vista nunca deixei de apoiá-los (os Capis) nas eleições, pois vejo que os ´principais adversários, os Góes,deram prova de como não se deve tratar a coisa pública. Entretanto, existem outros motivos que contribuem para a rejeição dos Capiberibes. A propaganda negativa dos seus adversários, os Góes, os aquinhoados dos Barcellos e aqueles que perderam a mamata nos cargos públicos e os financiadores das campanhas dos inimgos dos Capis. Quem voce acha que está patrocinando nas periferias a “divulgação do programa de governo do Roberto Góes”, para não usar a expressão que realmente traduz a realidade dos fatos? Estão preparando a volta de toda aquela curriola que armou o esquema criminoso que notabilizou, negativamente, o Estado do Amapá. Aí está a razão do nosso Estado deter MAIS DE 50% DOS RICOS DA AMAZÔNIA. finalizo: ruim com os capis, pior sem eles!

  29. Flávio Henrique de Barros diz:

    Meus parabéns, Corrêa, a verdade tem de ser tirada do baú para que essa juventude amapaense possa sonhar e viver a sua época sem mentiras ou cangalhas!Durante todo o governo Capiberibe (pai) na condição de jornalista fui perseguido pela assessoria de comunicação do GEA, inclusive me “queimando” socialmente, chegando a pedir que me tirassem do lugar aonde eu prestava serviço. Diziam que eu era Waldez. No governo Waldez diziam que eu era Capi, não abriam espaço para mim. O PSB de volta ao GEA com Camilo, mesmo eu defendendo ponto de vistas em comum e a própria gestão, os caminhos continuaram fechados. Por que isso? Bem: 1)censo crítico - a família Capi não tolera isso. Tem de ser lavagem cerebral, obedecendo à risca. 2) questionamento - os Capi detestam questionamentos, obediência cega ou desterro! 3) quando estou no exercício da profissão sou jornalista independente, ou seja: escrevo o que penso e vejo. 4) quando o PSB está no poder, quem manda na comunicação é a Luciana Capiberibe. Jovem sem preparo profissional na comunicação, sabe o que é o poder. Irmã do governador, filha de senador e de deputada federal, desfruta em Brasília do que há de melhor, determinando de lá a aplicação da verba da comunicação no Amapá. Esse é apenas um exemplo de como funciona o esquema familiar do PSB onde, todos os filhos do poder (Capi) foram preparados nas universidades de outros estados ou países. Talvez, por isso, Camilo tirou a verba da UEAP jogando na comunicação do GEA, na publicidade do seu marketing de governo e no pagamento daqueles que os elogiam.

  30. Ballarini diz:

    Texto terrivel e descreve bem os porquês desta rejeição, mas creio que foi omitido a visão de um estado tutelado, onde as liberdades foram podadas e que poucos tiveram a coragem do João Capiberibe em se defrontar contra a ditadura. Fora isso devemos lembrar que um nascido nas ilhas do Afuá iniciou uma politica de sustentabilidade a qual hoje é perseguida por varios gestores do mundo. Paga o preço Capi de ser um quebrador de paradigmas. Normalmente rejeitamos tudo que desconhecemos, imagimem isso em um lugar de baixo nivel educacional e forte pressão governamental. Em outros cantos seria diferente, mas esses visionarios sempre aparecem nos locais mais carentes de educação,saúde, cultura, economia e distantes do poder central.

  31. Max diz:

    Até que enfim eu tenho a satisfação de ler um artigo que verdadeiramente revela a real situação política perpetrada por esta malfazeja OLIGARQUIA.
    Todos os eleitores desse Estado devemos nos unir a fim de que possamos salvar o Estado do Amapá desse verdadeiro desastre, através de nossos votos devemos dizer não a esse medonho projeto familiar.
    Me pergunto como uma coisa dessas ainda é possível no Brasil do séc. XXI?
    Como é possível que estejamos a testemunhar o ressurgimento de praticas nefastas de um Brasil OLIGARQUICO já ultrapassado?
    Como é possível que esse grupo familiar tenha enganado tantos, durante tanto tempo?
    Mestres que são em passar a imagem de perseguidos e injustiçados.
    Mestres nas artes do coitadismo.
    Mestres das artes do vitimismo.
    Afinal, nenhuma mentira dura a vida toda e não há mal que um dia não tenha fim.
    A máscara caiu por terra e o rei está nú.
    Essas pessoas membros desse grupo familiar arrogante e sedento de poder não poderiam nos brindar com algo pior.
    Parabéns! Aves de rapina da política local, por enquanto estão logrando êxito em seus malévolos propósitos. Mas nada como dois dias com uma noite no meio.
    Honestidade nunca foi, nem nunca será algo presente em vossos corações cheios de sentimentos baixios.
    Pena que vocês têm encontrado pelo caminho pessoas incautas, que uma vez encantados com o canto da sereia se tornam verdadeiras mulas, que muitas das vezes se tornam incapazes de até mesmo pensar e enxergar tamanho despropósito. Uma vergonha!
    Na minha opinião esse grupo familiar nada mais deseja do que transformar o Amapá num estado tipicamente nordestino, recheado com todas as desgraças humanas de que se pode imaginar.
    Facistas sem o menor dos escrúpulos e que deviam enfrentar o patíbulo em praça pública. É o que penso.
    Parabéns ao articulista, acertou em cheio com análise rica de fatos, da própria história recente, contundente e verdadeira. A ti a minha admiração pela coragem, caratér e desprendimento.
    Parabéns!

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