Geleia Geral 13-12-2012

A festa da dona Zena na cidade sem lei.
Direito de resposta

Sr. Correa Neto

Cumprindo o que determina a Lei Constitucional de Direito de resposta, conforme ao agravo do que tendenciosamente publicou-se em seu informativo denominado “A festa da dona Zena na cidade sem lei”, solicito que publique o seguinte:

Como uma cidadã de bem; mãe, filha, neta, tia e avó e, acima de tudo, cidadã brasileira, com direitos e deveres a serem cumpridos no meio social, venho, indignadamente, distorcer a mais espetacular e fantasiosa matéria publicada em seu veículo de comunicação, em relação a minha vida particular e profissional. Elencando, desnecessariamente, para dar ênfase ao espetáculo, nomes de autoridades políticas as quais em nada têm a ver com minha conduta privada.

Na verdade, prezado redator, considero interessante morar ao lado de um jornalista decente como o senhor, pois penso que, seguindo a lógica, deve ter por obrigação moral e ética em ser um profissional correto e imparcial. Porém, como cidadã, não posso conceber críticas equivocadas, por oras até mesmo esdrúxulas, rancorosas, sensacionalista, só para citar alguns adjetivos, de quem detém um meio de comunicação, utilizando-se desse veículo para ofender a minha moral e reputação, levando em consideração neste contexto abusivo, motivos perniciosos em razão de mágoas de terceiros que o contrariaram politicamente.

Gostaria de falar de público, que ali moro há pelo menos sete anos e creio que esta seja uma das poucas vezes que tento me reunir com minha família e amigos sem, contudo, ser interrompida por seus familiares, em virtude inclusive do seu estado de saúde, ao qual sempre pacientemente respeitei, privando-me em muitos casos que realizar tais comemorações, apesar ser promovidas em minha residência própria.

Deste modo, como uma pessoa comum, e dentro da conformidade da Lei, resolvi comemorar os 25 anos de minha única filha, no último dia 08 deste mês, fato que culminou com este lamentável episódio desmedido, e não menos aborrecível. Seus comentários e comparações ofenderam  a todos que estavam em minha casa naquele dia. Saiba que, entre meus amigos, estavam presente, alem de meus familiares, um promotor de justiça, oficial de justiça (colegas de trabalho de minha filha), servidores públicos, empresários, jovens, idosos – inclusive minha avó, de 85 anos e minha tia, 78; crianças (meus netos, de 3 e 7 anos), entre outros cidadãos de bem.

Noutra oportunidade, caro jornalista, sugiro sinceramente como cidadã que vive sujeita a Leis e ao consenso, que antes de recorrer ao serviço público pelos quais o senhor recorreu ou até mesmo ao governador, o caro jornalista, por oportuno, tentasse o dialogo, por ser mais cabível e coerente, do que recorrer a fatos distorcidos causado, sobretudo, por misturas ao mesmo tempo de paixão e frustrações política, denegrindo de publico, por fim, a imagem de pessoas comuns e de bem como eu,  sem qualquer acidente ou incidente de prejuízos, ação judicial ou processo do MP, e principalmente por questões tão comuns como essa, entre vizinhos, não pode ser desmoralizada da forma como o fui, em seu site de notícias. Quero lembrá-lo que moramos em uma das mais movimentadas ruas de Macapá, portanto, o barulho é constante em nossas vidas.

Atenciosamente,

Zena Cristina Alves Br

 

NR- Moro há 35 anos na mesma casa, e nunca tive problemas com meus vizinhos, nem eu nem minha família, até sábado passado, madrugada e início da manhã de domingo. A dona Zena que assina esse pedido de direito de resposta é muito diferente da dona Zena que pula no meio do quintal, manda todo mundo “tomar no c…”, berrando que na casa dela faz o que quer, inclusive desrespeitar a lei na presença de um promotor, garantindo que a Polícia não vai lá por ela ser amiga do comandante da PM. Uma é educada, a outra é grosseira. Quanto a mim, deixo por conta do Ministério Público. Lá eles são amigos da lei. Pelo menos a maioria.

8 comentários sobre “Geleia Geral 13-12-2012”

  1. J Araujo diz:

    Engraçado. Essa senhora reclamando pela citação de nomes de autoridades que nada tem a ver com o caso, e, logo em seguida, cita outras autoridades presentes na festa para justificativas fajutas.

  2. J Araujo diz:

    Acho engraçado que alguns se colocam como cidadãos de bem, e, em ato seguinte diz que é amigos de “autoridades”, sejam promotores, coronéis, advogados, juizes, etc. Autoridades deveriam ser considerados todos os cidadãos de bem que pagam seus impostos e andam sem trasgredir a lei.

  3. dime silva diz:

    Apesar de não conhecer a dona ZENA, imagino o tipo de vizinha que ela seja. Aliás caro jornalista, vizinhos desse tipo não é exclusividade sua. Pois eu mesmo cinto na pele o desrespeito de algumas que pelo simples fato de terem um certo poder aquisitivo se acham no direito de ofender famílias com esses tipos de músicas. Outro dia não suportando o volume alto do som e o teor da letra da música que em um trecho dizia: “quer me rastrear ponha um chip na sua…” Resolvi ligar pra polícia por várias vezes até que lá pelo fim da madrugada apareceu uma viatura. Mas, assim que a polícia saiu eles aumentaram o volume do som novamente com a mesmas músicas. Como se não fosse suficiente um deles pegou o microfone e mandou o seguinte recado: “aqui é a família LOBATO, e quem estiver incomodado que se fo…” E ai só me resta pedir a DEUS mais paciência, porque a minha já está se esgotando.

  4. Juliana Corrêa diz:

    A senhora, dona Zena, só esqueceu de mencionar que não é a primeira vez não. Da ultima, minha mãe (Márcia Corrêa) educadamente pediu para que baixasse um pouco o som e a senhora ficou gritando que a casa e sua e que “se fodam” os vizinhos. A Sua vizinha da esquerda se mudou porque não aguentou suas farras desrespeitosas e mais 4 vizinhos (das laterias e dos fundos) estão dispostos a participar do processo contra a sua falta de educação. Fora todas as baixarias que escreveu em seu FaceBook e seu Twitter e mencionou o Secretário em meio a sua baixaria.
    Assuma suas responsabilidades e respeite as pessoas que infelizmente são obrigadas a viver perto da senhora.

  5. Paulo Neto diz:

    Respostazinha medíocre… Já começa com “Como uma cidadã de bem(…)”. Impossível: OU é “cidadão de bem” OU ouve brega e funk nas alturas incomodando vizinhos. Aí vem justificar a baderna com “é a primeira vez em 7 anos”, “tinham até promotores na festa”, “25 anos da minha única filha”. Sério? É esse o argumento banal pra justificar o comportamento ridículo e a INFRAÇÃO À LEI AMBIENTAL?

  6. Marcos Moura diz:

    Acompanhei pelo twitter o sofrimento do Jornalista Correaneto, tentando dormir, após a meia noite. A festa pode ser realizada com som até as 22:00hs. A partir dai não tem justificativa para o seu vizinho incomodar o bairro. Graças a Deus o Sr. Correa tem um canal para reclamar. E os que ficaram com o travesseiro cobrindo os ouvidos sem poder reclamar. Atenção MP, verifique quem é esse promotor que compartilhava de tamanho abuso de poder.

  7. Franco Pontes diz:

    Eu acho bem simples:
    Existe lei e deve ser cumprida. E se não for cumprida, a pessoa não deve se vangloriar ou se achar acima da lei, seja lá qual for a justificativa.
    Uma premissa singela, porém bem esclarecedora, diz que ‘Minha liberdade termina onde começa a de outra pessoa’.
    Tive problemas com uma vizinha, por diversas vezes, liguei para a Sema, para a polícia, mas sempre fui atendido, ainda bem! Fui alvo de tentativa de chacota, impropérios, palavrões… Mas nunca me abalei por exigir respeito à minha pessoa e à minha família na época.
    Sempre tive a convicção que a vergonha não era minha, vergonha deve ter quem invoca um direito inexistente para se achar acima da lei e de outros indivíduos.

  8. primeiro diz:

    E daí dona Zena respeite a legislação…

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