Polícia divulga retrato falado de assassino de jornalista do MA

A Polícia Civil do Maranhão divulgou no final da tarde desta quinta-feira, 31, o retrato falado do executor do jornalista maranhense Décio Sá. O crime aconteceu há 38 dias em um bar na Avenida Litorânea, um dos cartões postais da capital maranhense. Sá foi assassinado com cinco tiros de pistola .40, calibre exclusivo das forças policiais.

Segundo a polícia, o homem tem aparência indígena, pele de cor parda, cabelos lisos e olhos escuros e tem aproximadamente 28 anos. A polícia se baseou no relato de testemunhas que presenciaram a fuga por uma duna próxima ao local onde Sá foi executado. O suspeito trajava camiseta escura e bermuda jeans.

O secretário de Segurança Pública do Maranhão, Aluísio Mendes, disse que o retrato falado já estava pronto “há bastante tempo”, mas que não havia sido revelado porque havia providências que teriam de ser tomadas antes da divulgação.

Retrato falado do suspeito de ter matado o jornalista Décio Sá

“Cada crime tem uma dinâmica específica. A polícia já tem esse retrato falado há algum tempo. Nós queríamos garantir a confecção de um retrato mais próximo da realidade. As testemunhas foram ouvidas várias vezes, para que não houvesse divergências”, explicou o secretário.

Em nota, a Secretaria de Segurança pública informou que o documento foi confeccionado pela Polícia Federal (PF) juntamente com os peritos do Instituto de Criminalística do Maranhão (Icrim-MA). O retrato já foi encaminhado para todos os centros de inteligência das secretarias de Segurança e das polícias de todo o Brasil.

A investigação sobre o crime corre em segredo, por determinação do secretário de Segurança Pública desde o final de abril. Na época, Mendes alegou que era preciso preservar a integridade do assassino, que irá levar a polícia até o mandante do crime, assim que for capturado. “Quem executou o jornalista Décio Sá é arquivo vivo. O mandante do crime sabe que, quanto mais nos aproximamos do executor, mais perto estaremos dele”, afirmou Aluísio Mendes na ocasião.

Ernesto Batista, da Agência Estado

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