Geleia Geral 30-1-2012

A unanimidade que quase não foi.
Há pouco mais de um mês, depois de ganhar a vaga de desembargadora do Tribunal de Justiça do Amapá, em decisão do CNJ – Conselho Nacional de Justiça, juíza Sueli Pini tomou posse e, logo em seguida, já como desembargadora, recebeu do Ministério Público do Estado um pedido de prisão preventiva para os deputados Moisés Souza, presidente da Assembleia Legislativa e Edinho Duarte, secretário, e vários servidores da Casa, apontados como envolvidos em operações corruptas com dinheiro público. Os pedidos de prisão preventiva não foram acatados, mas a desembargadora encontrou razões para afastar todos os acusados pelo MPE. E foi o que fez: afastou todo mundo. Uma semana depois, mais ou menos, os dois deputados e os servidores afastados sofreram nova derrota, quando recorreram ao STJ – Superior Tribunal de Justiça, e viram seu recurso ser negado pelo ministro Ari Pargendler. Recurso negado, ainda cabia um agravo de instrumento em relação à decisão da desembargadora. O agravo deu entrada, e foi julgado há pouco mais de uma semana. Nesse julgamento ficou clara uma coisa: a banda da Justiça comprometida, e parceira nos escândalos da Assembleia Legislativa está pressionada, mas não vai abandonar seus parceiros assim, de uma hora para outra.

O agravo de instrumento foi julgado por um quadro de julgadores formado pela desembargadora Sueli Pini, relatora, desembargadores Luiz Carlos Gomes, Gilberto Pinheiro, Agostino Silvério, Carmo Antonio, Raimundo Vales e o juiz Mario Mazurek. O resultado foi de sete votos pela manutenção do afastamento, contra o agravo. Parece unanimidade, mas será que foi? Quatro desembargadores e o juiz acompanharam o voto da relatora, sem nenhuma alteração, mas os votos dos desembargadores Gilberto Pinheiro e Agostino Silvério foram ligeiramente diferentes: mantinham a decisão do afastamento, mas estabeleciam um prazo de vinte e cinco dias, a contar da primeira decisão da desembargadora Sueli Pini. Nos termos propostos por Gilberto e Agostino os impedimentos de Moisés e Edinho terminariam, praticamente, na manhã do dia seguinte. Não colou. Prevaleceu a vontade de quem não fixou prazo, e os dois seguem afastados.

Mudança de hábito.
Mais ou menos meio que escondida atrás de uma personagem criada para enfrentar José Sarney em uma eleição passada, a deputada estadual Cristina Almeida assume personalidade própria, e muda a roupa que usava como afro-descendente, aposentando, inclusive, o turbante. Alguns entendem que a deputada está atendendo recomendações dos marqueteiros de sua campanha para a Prefeitura de Macapá, outros acham que ela cansou de parecer o que já é naturalmente, uma mulher negra. Por qualquer dos dois motivos ficou bem melhor, mais autêntica.

Filho de quem?
Dois executivos amigos de muitos anos, mas com visões religiosas divergentes, conversam durante um almoço sobre a relação do homem com Deus. O mais velho afirma convicto que “o homem só passa a ser filho de Deus depois que aceita Jesus.”. O segundo, um pouco mais jovem, ouve e pergunta: “mas se o homem só passa a ser filho de Deus depois de aceitar Jesus, e se somente aceitar Jesus aos 21 anos, antes disso ele era filho de quem?”. “Filho da puta?”. E você, o que acha?

De pai para filho.
O Partido da Pátria Livre, o PPL, de Santana está e conflito. O presidente do diretório municipal, Aroldo Góes, seria candidato a prefeito, e seu filho à vice, mas desistiu da candidatura e vai concorrer na vice de um candidato de outro partido, praticamente sem chances de se eleger. Os filiados o acusam de ter tomado a decisão para facilitar a eleição do filho. E a política regional dá mais um exemplo de “consistência ideológica familiar”.

Conversa com o Elson
Elson Martins passou por aqui no final da semana passada. Veio de Natal com a mulher Elizete e a filha Yasmim, reuniu com o pessoal que trabalhou na Folha do Amapá, em um jantar no Pantoja, com muito camarão. Ele, Elizete e a jornalista Maracimoni estiveram comigo, para uma conversa que durou um bom tempo, quando relembramos muita coisa de um passado ainda recente. Não chegamos a “falar mal” de ninguém, mas deve ter tido gente que sentiu a orelha esquentar.

Remédio controlado
Heraldo Monteiro, irmão da ex-mulher do vereador Clécio Luiz rompeu o silêncio, e publicou no facebook, o que o vereador tentava manter longe do domínio público. Ele declarou que Cleidenira Monteiro “infelizmente está doente, se tratando com remédios controlados”. Há pouco mais de uma semana, Cleidenira, que está separada há um ano, acusou o ex-marido de agressões físicas contra ela.

Clínica odontológica
Acatando pedido do Conselho Regional de Odontologia do Amapá, o juiz Felipe Andrade Gouvêa, da segunda vara federal, concedeu liminar determinando que a empresa Dentalife Center se abstenha de prestar serviços odontológicos no Amapá, até que regularize sua situação diante do Conselho.

2 comentários sobre “Geleia Geral 30-1-2012”

  1. Walmir diz:

    A desembargadora Sueli Pini não julgou corretamente o pedido formulado pelo Ministério Público do Amapá, na medida em que deveria ter decretado a prisão dos senhores Moisés Souza e Edinho Duarte, e não ter tão-somente afastados de suas funções. A meu sentir, eles foram premiados. A referida desembargador perdeu a oportunidade de moralizar a política amapaense.

  2. Otaciano Santos diz:

    PARABENS A DRA. SUELI PINI, MULHER DE FIBRA, DE PERSONALIDADE FORTE E DE UM CARATER INABALAVEL. CONTINUE ASSIM, TRANSPARENTE NAS SUAS AÇÕES. OS SERVIDORES DESTA CASA E O POVO DO AMAPÁ ESTÃO DO SEU LADO. TOME CUIDADO COM AS ARMADILHAS DOS ENVEJOSOS, AS VEZES ESTÃO TÃO PROXIMOS QUE NÃO ENCHERGAMOS.

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