CI promove oficina de vídeo ambiental no Amapá

A Conservação Internacional (CI-Brasil) promoveu de 15 a 17 de novembro, em Porto Grande (AP), a primeira Oficina de Editores Ambientais, do Programa de Apoio à Implementação da Floresta Nacional (FLONA) do Amapá – uma parceria entre CI- Brasil, Instituto Chico Mendes para a Biodiversidade (ICMBio) e Instituto Walmart. Durante os três dias, 25 alunos e professores das escolas do município receberam informações sobre a história do cinema, noções de roteiro e edição. Em seguida, os alunos se diviram em grupos para a produção de dois documentários, um sobre a Flona do Amapá, e outro sobre a vida no rio Araguari, que passa à frente de Porto Grande. A oficina teve como parceiros o projeto UniverCinema, da Universidade Federal do Amapá e as escolas estaduais Elias Trajano e Professora Maria Cristina Rodrigues, além da Escola Municipal Acre.

No segundo dia do curso, os alunos participaram de atividades de campo, com ida à Floresta Nacional do Amapá e pontos turísticos de Porto Grande. Foi uma oportunidade de aprimorar conhecimentos, mas também de ver lugares novos, mesmo para os moradores da cidade. “A gente mora aqui em Porto Grande e não conhece a Flona, um lugar diferente, onde a gente vê a preservação, vê outro jeito de morar, gostei muito de saber coisas novas sobre a natureza e sobre a gravação de vídeos ambientais”, conta Isabelle Vaz Rocha, de 16 anos, aluna da Escola Elias Trajano.

Os jovens, puderam também ver a força de mobilização que o audiovisual possui, principalmente, na questão ambiental. “Sou muito crítica e vi que posso denunciar muita coisa através do documentário, além de mostrar também as belezas naturais do município de Porto Grande”, explica Dhoyce Pinho Amaral, de 15 anos, da Escola Municipal Acre.

A oficina foi uma das atividades propostas dentro do 2º Encontro de Parceiros do Projeto de Apoio à Implementação da Flona do Amapá. Os professores envolvidos também já tinham participado do Curso de Práticas de Projetos de Temática Ambiental (CPPTA), também apoiado pela CI. “Nós começamos a ver a formação de uma rede, que o CPPTA continua vivo, se desdobrando em novos cursos, como esse, que é muito interessante para os jovens porque usa uma ferramenta do dia-a-dia deles, seja através das câmeras ou dos celulares”, conta Adriana Idalino, diretora da Escola Elias Trajano.

Os dias de aulas e filmagens já começaram a despertar a vontade de produzir nos alunos. “Eu fiquei logo pensando em pegar uma câmera e, depois desse curso, tenho certeza que posso fazer vídeos cada vez melhores”, confessa Aldrin Bruce de 15 anos, da Escola Estadual Professora Maria Cristina Rodrigues.

Fernando Segtowick Cardoso

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